Sábado, Outubro 04, 2008
TEXTO: 288.
TARDES BOAS
( AGRADECIMENTO )
Por maior que seja nosso otimismo,
não podemos negar o quanto são frágeis
nossos corpos, sujeitos a fraturas,
contusões, ferimentos.
Por maior que seja essa fragilidade,
nossos corpos têm um enorme poder
de recuperação.
As dores físicas nos igualam,
não importa nossa cor,
não importa nosso tamanho.
Pude confirmar isso, mais uma vez,
ao me submeter à Fisioterapia,
em razão de uma fratura, no ombro esquerdo,
resultado do tombo que levei em casa
no dia 21 de fevereiro deste ano (eta 2008!).
Fraturei o ombro de manhã bem cedo,
à tarde estava na cirurgia e, no dia seguinte,
já tinha alta, saindo do hospital, braço na tipóia,
minha irmã sempre comigo.
Graças à presença de minha irmã,
graças ao bom atendimento no hospital
e graças, principalmente, a Deus,
minha recuperação foi ótima.
A Fisioterapia fez parte da seqüência do ato
cirúrgico e me fez muito bem.
Fui conseguindo mexer o braço aos poucos;
hoje, está quase normal. Nas tarefas diárias,
nem parece que houve fraturas ( e foram três,
no pobre osso!).
Ir à Fisioterapia tornou-se fonte de prazer.
Encontrava pessoas gentis desde a recepção,
enfermeiras atenciosíssimas que preparavam
meu braço (em aparelhos completamente
desconhecidos para mim até então) para
receber os cuidados da Fisioterapeuta,
cujos exercícios me traziam melhora
a cada vez, desde o primeiro dia,
há alguns meses.
Ir à Fisioterapia me fez conhecer pessoas
com as quais conversava , aguardando a
vez do atendimento - pessoas agradáveis e
interessantes apesar de estarem com dor,
mancando, terem sido operadas recentemente,
como eu. (As dores físicas nos igualam, repito).
Essas conversas, a melhora que eu sentia após
cada série de exercícios, tudo isso tornava
aquelas tardes muito boas.
Ir à Fisioterapia? Agora, está na hora de parar,
já era para ter parado, prolonguei um pouco.
Vou tentar manter o que já consegui,
e consegui muito mais do que imaginava
(houve momentos, após a cirurgia, em que
pensei nunca mais ser possível movimentar
o braço como antes, o que já faço agora - estou
digitando este texto com as duas mãos, estendendo
ora um braço ora outro para pegar algo, não há
diferença nos movimentos).
Serei sempre grata às boas tardes de Fisioterapia.
Tardes que se estenderam por alguns meses.
Tardes de gentileza com eficiência.
Atendentes solícitas, enfermeiras habilidosas
e uma Fisioterapeuta excepcional,
cada qual a seu modo, dando o máximo de si
para amenizar as dores alheias, ignorando, talvez,
as próprias dores.
Não pedi permissão para citar seus nomes,
mas são pessoas de quem me lembrarei sempre,
com muito carinho e enorme GRATIDÃO.
Que Deus as abençoe.
BOAS TARDES! TARDES ÓTIMAS!
Sábado, 04 de outubro de 2008.
Cochichado pela Bisbilhoteira on 14:57 | *