Terça-feira, Outubro 30, 2007
TEXTO: 275.
. . . " B I S B I L H O T I C E S "
. . . . .( BISBILHOTEIROS ... )
No dia 05 de abril do ano passado, 2006, meu primo
Mauro enviou-me de presente o livro "Bisbilhotices",
de Amaury Jr. (Editora Jaboticaba, São Paulo, 2005).
Meu primo falou-me do título do livro, igual ao endereço
deste blog. Novidade. Achei interessante ver o título,
tão familiar para mim. Gostei.
A propósito, a respeito de plágio, tenho uma visão bem
ampla. Como meio de comunicação, todos nós somos
obrigados a usar a mesma palavra em relação ao mesmo
significado. Ninguém comete plágio ao falar "cadeira",
"sorriso", "...estou com sede", etc. Sinto-me bem à vontade
para externar tal ponto de vista (este blog nasceu em
maio de 2003, anterior à publicação do belíssimo
livro de Amaury Jr.). Plágio é um tema rico para debate.
Em princípio, palavras e expressões usuais não pertencem
exclusivamente a nenhum de nós; se assim fosse ninguém
poderia falar ou escrever mais nada.
Voltemos ao livro, presente de meu primo Mauro.
Assim que o recebi, olhei-o superficialmente.
Não pude começar a leitura. Clamavam por mim
inúmeras "coisas simples" a serem feitas (conforme
texto nº 261, publicado aqui em 05/08/2006, com
esse título).
O livro ficou esperando sua vez, numa das tais estantes
citadas nesse texto 261.
Somente agora, no dia 25 de outubro, comecei a leitura.
E não parei. Interrompia apenas para novas "coisas simples"
que sempre surgem.
Na madrugada do domingo passado, dia 28, terminei.
Com pena. Eu leria outras quase 300
páginas com o mesmo prazer.
Que leitura agradável! É um livro sobre pessoas
conhecidas, de todos os tipos e de diferentes épocas.
Nota-se que Amaury Jr., além de ser um simpático
entrevistador na TV, é um bisbilhoteiro ético em seu
livro, não perde o amigo em favor da notícia.
Suponho que ele deve ter em seu arquivo muitos dados
que se prestariam a mexericos baratos, mas não é esse
o caminho que usa. É um pesquisador também,
bisbilhota outros escritores ( são 44 títulos na bibliografia
simplificada do seu "Bisbilhotices", páginas 265 e 266)..
Em cada linha, em cada fato narrado, há o que sempre
defendo aqui: RESPEITO.
Muitas vezes, ele deixa transparecer um respeito cercado
de admiração palpável diante do ídolo que entrevista,
emoção difícil de ser disfarçada como ele mesmo admite
no livro.
Creio que somos três bisbilhoteiros: Amaury Jr., eu e
meu primo Mauro.
Amaury Jr., bisbilhotando em território nacional
e internacional.
Eu ... bisbilhotando por aqui ... ocasionalmente.
Meu primo Mauro, em território nacional, jornalista,
bisbilhotando inclusive os dois bisbilhoteiros acima,
isso é que é bisbilhotar!
Obrigada, Mauro, pela leitura tão agradável
que você me proporcionou.
E lembranças ao Amaury, não o autor, mas seu irmão,
meu primo também.
Coincidências!
E dizem que elas não existem, será?
Em 31 de outubro de 2007.
Cochichado pela Bisbilhoteira on 23:55 | *
Comments:
Sábado, Outubro 13, 2007
TEXTO: 274.
ESCREVER OU NÃO ESCREVER ?
( EIS A QUESTÃO )
Gostaria de dizer que estou voltando a este espaço tão
querido para mim. Na verdade, não sei. Prefiro, antes,
dizer que estou apenas de passagem. Meu tempo ainda
é pouco, quase não venho ao computador.
Tenho assistido a programas pela TV. Mais fácil ligar,
desligar, mudar de canal, mudar de programa.
Tenho tido vontade de escrever aqui.
Às vezes, anoto algo que me vem à mente,
papéis pequenos, empilhados sob o telefone
ou sobre a mesa, perto do computador.
Recorto notícias que acho importantes.
Tenho tido muitas opiniões sobre muitos fatos.
Mas permanece o conflito:
Escrevo ou não a respeito?
Eis que verifico essa mesma dúvida no filme
"De Encontro com o Amor" (2006, Brad Mirman),
exibido pela TV, dia 11 de outubro passado.
Nesse filme, um escritor talentoso pára de escrever,
pois acha que seus textos não têm nenhuma
importância para o mundo, e um jovem editor se esforça
para que ele volte a escrever.
Identifiquei-me com os personagens. Eram diálogos
interessantes e havia semelhanças entre o que eu penso
e o que cada um dizia.
Embora eu esteja muito longe de ser uma escritora
talentosa, como o personagem do filme, também acho,
como ele, que meus textos não têm utilidade para ninguém.
Mas, nessa cena, a resposta que o jovem editor dá
ao escritor (quando este lhe disse que seus textos
não tinham nenhuma importância para o mundo)
foi como se fosse dada para mim:
"Seus textos podem não ter nenhuma importância
para o mundo, mas, sem dúvida, tornarão sua vida
muito mais bonita".
E todo o filme é uma seqüência de reflexões,
através dos diálogos entre os poucos personagens.
Um deles, um padre, ao ver o jovem desanimado
com sua missão junto ao escritor, narra-lhe a história
de um pássaro com medo de voar após ter suas
asas feridas, até que um vento forte o faz cair
e voar.
O belo diálogo termina com o padre dizendo ao
jovem que ele é o vento que fará o escritor voltar
a escrever.
O jovem, então, insiste com o escritor, sempre altivo,
até que este lhe confessa estar com medo de escrever,
ao que o jovem responde:
"Todos nós falhamos. A coragem está em tentar.".
(A meu ver, não importa se o escritor voltou ou não
a escrever, isso é irrelevante, foi apenas o pretexto
para as inúmeras reflexões).
Que os ventos que sempre nos empurram
sejam todos ventos favoráveis
como o da história do pássaro, no filme.
E não importa como as histórias terminem.
Que tenhamos sempre a coragem de tentar.
Belo filme!
Ou terá sido um vento?
Até ... (Não sei!).
Em 13 de outubro de 2007.
Cochichado pela Bisbilhoteira on 16:07 | *
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