Sábado, Janeiro 20, 2007
TEXTO: 268.
ATENÇÃO! ATENÇÃO!
( N O T Í C I A S ! )
Tenho visto nos noticiários, impossível não ver,
as terríveis cenas de desabamento com vítimas
sendo mostradas ininterruptamente há vários dias.
Antes dessas tristes cenas, exibiram repetidamente
a foto do antigo chefe iraquiano, segundo o que consta
um homem muito mau, após ter sido morto, friamente,
pelos "homens bons".
Tenho visto nos noticiários cenas de ônibus queimados,
vítimas de balas perdidas, mulher com mão esfaqueada,
cenas da destruição do nosso planeta ... As mesmas cenas,
dos mesmos fatos, repetidas, repetidas, repetidas...
Pois vi, ontem, sexta-feira, aqui da janela, não pela TV,
um lindíssimo amanhecer. Eram quase seis horas da
manhã. O sol, ainda escondido, enviava seus fortes raios,
deixando as nuvens mais próximas dele com um dourado
luminoso em contraste com os diferentes tons de azul na
parte do céu que aparecia por entre as nuvens postas ali
como pinceladas seguras de um verdadeiro Mestre.
Um festival de cores, muita luz, quase ao meu alcance.
Fiquei olhando aquele quadro imenso, real, luminoso,
como se fosse o primeiro amanhecer do mundo, um
quadro que deve aparecer, repetidamente, há milhões de
anos, e não vemos, nem nos mostram.
Os noticiários preferem mostrar o lado triste, escuro.
Imagino como seriam os noticiários se pudessem
ter feito, por exemplo, a cobertura da erupção do
vulcão Vesúvio, na Itália, no exato momento em
que ele destruía a cidade de Pompéia e as pessoas
e os animais eram petrificados - alguns desses seres,
(lembro-me de um cão retorcido) estão lá, no museu.
Imagino esses noticiários, por exemplo, transmitindo
os estragos das bombas atômicas lançadas em Hiroshima
e Nagasaki pelos "homens bons" (nobre objetivo de pôr
fim à Segunda Guerra Mundial!). Sugiro a leitura do
livro "Os Sinos de Nagasaki", escrito por um médico
sobrevivente que descreve como tudo aconteceu lá,
mas sem sensacionalismos.
E, se vou imaginar, imagino também a cobertura
daquelas guerras nas quais lutavam de frente (não
escondidos como agora), olhando seus "inimigos",
golpes de espadas sendo dados e sendo recebidos
pessoalmente. Haveria bastante sangue! Inúmeros
noticiários!
E por que não imaginar a cobertura do Dilúvio,
da Bíblia? O enfoque não seria Noé e sua construção
da Arca, nem mesmo o embarque dos escolhidos,
mas a agonia dos que não embarcaram mostrada
em diversos ângulos, com muita repetição...
O "circo romano" não se encontra mais restrito ao
pequeno Coliseu, em Roma. Todos podem degustar
o sofrimento, a dor, os corpos estraçalhados, a morte,
em suas próprias casas, nas salas (na hora do jantar)
ou nos próprios quartos.
E todos comem normalmente e dormem tranqüilos,
após tomarem conhecimento das últimas notícias,
mesmo que sejam mera repetição de fatos já noticiados.
Por que o Belo, o Bom, o Certo, o Justo não são
noticiados? Só divulgam os esportes porque eles
ainda são uma guerra disfarçada, sempre com
vencidos e vencedores?
Tão bom se não explorassem o sofrimento alheio
(o nosso sofrimento) fantasiando-o de notícia!
Por mais que tentem me fazer bisbilhoteira do
caos e do pesadelo, prefiro bisbilhotar cenas
como a daquele céu de ontem, cores luminosas,
indescritíveis. Lindo céu colorido a indicar um
novo amanhecer!
Obrigada, meu Deus, pelo novo dia de ontem,
pelo dia de hoje, pelo de amanhã talvez ...
Que nós nos tornemos mais dignos de toda
Sua Beleza e possamos transmitir (noticiar)
a Verdadeira PAZ entre nós!
Assim seja!
Até o próximo sábado.
(Sábado, 20 de janeiro de 2007).
Cochichado pela Bisbilhoteira on 06:36 | *
Sábado, Janeiro 13, 2007
TEXTO: 267.
MÚSICA X SILÊNCIO
( S O L I D Ã O ? )
Costumo ler certos cadernos de jornais e algumas
revistas bem depois de terem sido publicados. Sem
tempo para ler quando recebo, guardo-os para ler
depois. E leio mesmo.
Assim, lendo o caderno "INFO ETC", do jornal
"O Globo", de 06/11/2006, pág. 3, sobre músicas
arquivadas em computador ou em CDs com a ajuda
de programas próprios, soube que Leonardo Pimentel,
citado no artigo, "tem 13 657 arquivos musicais: daria
para ouvir música ininterruptamente durante 44 dias,
ou uma música nova por dia durante 37 anos." (Nessa
altura, o arquivo já aumentou!).
"Mas eu ainda não escutei tudo o que baixei na Internet,
reconhece Brito, ..." , também citado no artigo.
Fico pensando e me pergunto: Por que armazenam tanta
coisa se não vão usufruir daquilo? Só pelo prazer de TER?
Pelo prazer de SABER que têm? Para quê?
Gosto muito de música. Estudei música. Vivi a música.
Gosto da música que me atinge logo nas primeiras notas.
Gosto da música que me faz como que mergulhar em
outro mundo, seja a chamada música clássica ou a chamada
popular. Gosto da música que me alegra, da que me
emociona, da que me diverte. Para isso, preciso OUVIR
a música.
E que tipo de música esses colecionadores estão arquivando?
Se só vão arquivá-las, cada vez mais, sem tempo para
ouvi-las, o tipo de música nem é importante, uma pena!
Gosto muito de música.
Mas preciso também de silêncio. As próprias músicas
têm suas pausas, seus intervalos.
Talvez por gostar também do silêncio prefiro viver
à noite. Se não existissem os compromissos com as
pessoas normais (que fazem tudo durante o dia), eu
trocaria definitivamente o dia pela noite.
Estou escrevendo este texto de madrugada.
São 4 horas e quase cinco minutos agora, como
me mostra o relógio; madrugada de sexta-feira,
12 de janeiro. Prometi publicar no sábado.
Que ninguém conte comigo às 11 horas da manhã,
meio-dia, só em grandes emergências. É quando durmo
melhor. É quando sonho...
Pareço solitária? Muitos talvez achem isso. Não me
sinto assim. Gosto de uma boa companhia, sou capaz
de conversar horas com quem me acompanhe de fato.
Dispenso uma companhia que apenas faz barulho e
movimento.
Como disse Rainer Maria Rilke: "A grande solidão
interior: ir a si mesmo e não encontrar, por horas,
ninguém ali."
Será que nossos colecionadores de música também
gostam de silêncio? Serão eles solitários? Apenas
colecionadores de números? (Impressionou-me a
informação do número exato de arquivos).
Até o próximo sábado.
(Vou tentar também visitar os blogs dos amigos.
Sinto-me grata pelas visitas e pelos comentários
feitos aqui - principalmente pelo comentário da amiga
Dric@).
(Sábado, 13 de janeiro de 2007).
Cochichado pela Bisbilhoteira on 04:48 | *
Sábado, Janeiro 06, 2007
TEXTO: 266.
"O QUE SÃO PROBLEMAS ?
PROBLEMAS SÃO OPORTUNIDADES
DE SOLUÇÕES."
( VERDADE ? )
Ouvi a frase citada acima num filme da TV.
Não sei o nome do filme, nem em que canal estava.
Tenho o costume de fugir dos comerciais e passo
por todos os canais nos intervalos dos programas a que
assisto. Às vezes, encontro um programa bom e fico,
enquanto as maravilhas que melhoram nossas vidas
desfilam no canal onde eu estava e para onde volto
depois do tempo regulamentar.
Foi assim que ouvi a frase. De passagem. Não fiquei.
Mas a frase ficou: "Problemas são oportunidades de
soluções".
Será que ela encerra mesmo uma verdade como aparenta?
E a verdade? É sempre compreendida, apesar de verdade?
Vejamos, como exemplo, o seguinte "problema":
Qual o valor de "x" em: "x + y = q + 1" ?
Simples! "x = q + 1 - y" (permitindo outras
colocações de "q", "1" e "y"). Fácil! Já sabemos
o valor de "x" nesse caso.
Mas o que significa, exatamente, esse valor?
Não faço a menor idéia. E é uma verdade!
(Claro que as letras podem estar simbolizando
coisas, mas, algebricamente, pára-se por aí).
Não é como muitos fatos em nossas vidas?
Resolvemos tudo certo, cuidadosamente,
mas... e então? Por que continuamos a ter
uma sensação de que algo está faltando?
Nesse mistério do "valor de x" (com todo o respeito)
é que devem estar, talvez, a Fé, as crenças, os conceitos
de Divindade.
Porque, apesar de termos a solução do problema,
continuamos sem ter, de fato, o valor de "x",
compreensível, palpável.
Complicado? Compliquei?
E você?
Sabe, de verdade, o "valor de x" em sua vida?
Confesso que eu...
Bem, eu ainda estou procurando.
FELIZ 2007!
Tentarei publicar novamente no próximo sábado.
(Em 06/01/07).
Cochichado pela Bisbilhoteira on 04:57 | *