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Bisbilhoteira de Plantão

Um pouco de tudo... haja assunto

Sexta-feira, Janeiro 27, 2006


TEXTO: 245.

EM "A CURA DE SHOPENHAUER"

( Livro de IRVIN D. YALOM )

Poderíamos dizer que se trata de um livro típico da chamada
Literatura de Massa, um livro para todos. Com sua trama de
fácil entendimento, pequenos dramas individuais, pitadas de
sexo, letras grandes, leitura agradável, alguma informação
científica ou literária para que o leitor tenha a sensação de
estar aprendendo algo, não estar perdendo tempo.

Mas, justiça seja feita: Esse livro traz muitas informações
sobre a vida e a obra do filósofo Arthur Shopenhauer,
nascido em fevereiro de 1788... (pág. 60) e conhecido por
muitos apenas como um "filósofo pessimista".

Os personagens do livro citado são os participantes de um
grupo de terapia. O livro caminha, intercalando as histórias
dos personagens, o relacionamento de um com o outro e
a vida de Shopenhauer, com muitos textos deste, já que
um dos participantes do grupo é conhecedor profundo
da vida e da filosofia de Shopenhauer.

Segundo esse personagem, Shopenhauer lia sempre o
filósofo romano, do século II, Epícteto, e trouxe o
seguinte texto para que o grupo tentasse explicar o que
entendeu (pág. 237):



Que ensinamentos você tiraria desse texto?

Pois Irvin D.Yalom, através de seus personagens, no livro
citado, chega às seguintes conclusões a respeito do texto,
na página 251:

"... o navio e a viagem não representam a morte, mas o
que podemos chamar de a vida autêntica. Em outras
palavras, vivemos de forma mais autêntica se pensamos
no simples fato de existir, no milagre da vida.

...........................................................................
A idéia é cuidar para não nos perdermos na agitação da
vida. ......., cair na cotidianice faz com que fiquemos
presos como as ovelhas
. ..........................................
.........essa parábola nos previne contra o apego e sugere
que nos liguemos ao milagre de ser. Não devemos nos
preocupar em como as coisas são, mas nos maravilharmos
por elas serem, por existirem
."

Recomendo a leitura do livro (estou quase terminando).
Vale pelos muitos textos de Shopenhauer citados e pelas
informações sobre a vida e a obra do filósofo lidas
fora de uma enciclopédia.

Até o próximo dia 4 (ou 5...) de fevereiro.

(Sexta-feira, 27 de janeiro de 2006.).

Cochichado pela Bisbilhoteira on 17:17 | *
Comments:

Quinta-feira, Janeiro 19, 2006


TEXTO: 244.

CUIDADO COM OS RAIOS ULTRAVIOLETA

( FALANDO E SENTINDO )

Ouvi, há poucos dias, a apresentadora do "Jornal Nacional"
falar corretamente o plural de "raio ultravioleta":
"raios ultravioleta" (raios além do violeta), "ultravioleta"
fica invariável. Informou-nos a apresentadora que os referidos
raios chegaram a um nível muito alto de intensidade nestes dias
de forte calor.
E que calor estamos sentindo!

A propósito, lembrei-me de outros plurais que deixam
muita gente em dúvida. Não é nenhuma novidade, basta
consultar qualquer boa gramática, mas não me custa
resumir:

1) Com o plural de "raio infravermelho", acontece o
mesmo: "raios infravermelho" (raios abaixo do vermelho),
"infravermelho" permanece invariável.

2)Quando as cores vêm compostas com "claro" ou "escuro",
a cor fica invariável, "claro" e "escuro" é que vão
concordar com aquilo a que a cor se refere. Exemplos:

terno azul-escuro............... terno azul-claro
camisa azul-escura.............camisa azul-clara
ternos azul-escuros.............ternos azul-claros
camisas azul-escuras..........camisas azul-claras

Assim:
Ele(a) tem olhos verde-escuros (ou castanho-escuros, etc.).
Ele(a) tem olhos verde-claros (ou castanho-claros, etc.).

3) Quando as cores vêm compostas com um substantivo,
tanto a cor como o substantivo ficam invariáveis:

flor amarelo-abóbora
flores amarelo-abóbora
lenço azul-piscina
lenços azul-piscina

(O mesmo acontece com verde-mar, verde-garrafa,
verde-oliva, azul-pavão, amarelo-ouro, amarelo-canário
,
vermelho-sangue, etc.- ficam invariáveis).

4) A cor "azul-marinho" é invariável
(......ternos e blusas azul-marinho).

Voltando aos raios ultravioleta, eles não trazem dificuldade
apenas no uso correto da palavra. Também nossa pele sente
seus efeitos nocivos.

Esses efeitos nocivos podem ser sentidos tanto no momento
em que ocorre a exposição ao sol (em criança, após ida à
praia ou piscina, eu tive sérias queimaduras, com febre alta,
bolhas enormes, dores - minha pele é muito branca e sensível
ao sol; com isso, passei a evitá-lo, exibindo minha pele branca
entre pessoas bronzeadas, o que me fez ouvir, constrangida,
várias brincadeiras desagradáveis quanto à minha cor).

Esses efeitos nocivos também podem aparecer muitos anos
depois (aconteceu comigo, precisei extirpar do rosto,
na idade adulta, através de pequenas cirurgias, algumas lesões
"benignas"; felizmente foram retiradas a tempo e nem ficaram
as marcas dos pontos - uma delas levou quinze pontos).

Por favor! Tomem muito cuidado com o sol. Não deixem
suas crianças expostas, evitem o que aconteceu comigo,
e olhem que poderia ter sido muito pior.

Procurem maiores informações com seus médicos.

Até o próximo dia 27, ou 28...

(Quinta-feira, 19 de janeiro de 2006).

Cochichado pela Bisbilhoteira on 22:04 | *
Comments:

Quinta-feira, Janeiro 12, 2006


TEXTO: 243.

E POR FALAR EM FILMES ...

( VISITANDO BLOGS )

Aproveitando um tempinho que me sobrou na madrugada
de 06 de janeiro último, visitei alguns blogs (pena que só
pude visitar alguns!).

Entre esses poucos amigos visitados, encontrei dois com as
suas listas de filmes preferidos, segundo suas observações.
É hábito deles exibir listas diferentes de filmes, sabem o
que dizem de cada filme.
Estou falando dos blogs de Francisco Sobreira
e de Bené Chaves.

Há um outro amigo que também expõe suas listas de filmes,
opinião respeitada, professor que é do assunto, com livros
publicados desde as "Histórias em Quadrinhos". Refiro-me
ao blog de Moacy Cirne, mestre de todos nós.

Vale a pena conferir qualquer um dos três citados acima,
não só pelos filmes, mas por outros assuntos, é só clicar
e aprender muito.

Pois essas visitas aos dois blogs citados primeiramente
fizeram com que eu me lembrasse de dois filmes, entre
os muitos a que já assisti, por me marcarem de forma
profunda.

O primeiro foi "GILDA" (ver abaixo a ficha técnica
do filme, etc.). Eu era, então, muito pequena. O filme estava
sendo exibido no auditório do clube onde meu pai, nas horas
vagas, pertencia ao Departamento de Esporte e ajudava na
exibição dos filmes.
Com papai, íamos eu e mamãe. Nas noites de filme, meu
pai com um amigo ficavam às voltas com os rolos (pois
é, antigamente os filmes ficavam em vários rolos, que
precisavam ser trocados rapidamente, um filme não cabia
num só rolo), minha mãe ficava com as amigas e eu com
meus amiguinhos, brincando, quer dizer: correndo pelos
jardins do clube.
Na noite em que o filme "Gilda" foi exibido, houve um
momento em que passei pela platéia e, ao olhar a tela,
não consegui afastar meus olhos, deslumbrada com o
mundo de luzes, reflexos, que se irradiavam da blusa,
dos olhos, dos dentes, principalmente da blusa, da linda
artista loura (Rita Hayworth). Saí em seguida para continuar
as brincadeiras, mas essa seqüência de brilhos e reflexos,
na tela em preto e branco, jamais saiu de minha memória,
nem mesmo quando, muitos anos mais tarde, assisti ao filme
completo e essa cena não me tocou tanto; nem quando, em
estudos posteriores, soube que o olhar é atraído por um ponto
luminoso em movimento projetado numa tela. Nada alterou
o fascínio daquela lembrança luminosa de infância.

Para saber mais sobre o filme "Gilda",
clique aqui.


O segundo filme, visto no cinema assim que foi lançado, e,
ao terminar a longa exibição, tive vontade de aplaudir de pé,
embora os outros a meu lado parecessem indiferentes, foi
"SOCIEDADE DOS POETAS MORTOS". Desse, tenho
a ficha técnica num recorte de jornal que guardei quando
o filme, mais tarde, foi exibido na TV e eu o gravei em fita:

"Sociedade dos Poetas Mortos" ("Dead poets society").
Produção americana de 1989. Direção: Peter Weir.
Elenco: Robin Williams, Robert Sean Leonard, Ethan
Hawk, Josh Charles, Gale Hansen, Kurtwood Smith,

Norman Lloyd. (Jornal "O Globo", 07/10/1993).

Um filme muito longo, mas me tocou profundamente.
Talvez porque seja a história de um professor que
incentiva seus alunos a pensarem, o que eu mesma
fazia com minhas turmas. Enquanto alguns colegas
não permitiam em suas salas a permanência dos
alunos que tivessem esquecido o livro, por exemplo,
eu dizia que todos os alunos eram bem recebidos em
minha sala, desde que não esquecessem a cabeça,
porque eu trabalhava com idéias, pensamentos. Com
isso, conquistei algumas antipatias de colegas e mesmo
de alunos, que usavam o expediente de esquecer algum
material para não ficar na aula. Eu tinha sempre papel,
canetas para essas eventualidades.
Alguns comentários desse filme se prendem apenas ao
relacionamento aluno/professor/literatura. Mas há muito
mais: Há o enfoque do relacionamento pais/filhos (um dos
alunos se mata por incompreensão do pai, que põe a culpa
no professor); do relacionamento dos alunos entre si;
pais e professores; diretores, professores e pais;
da escola com o ambiente; muito mais.

Para saber mais sobre o filme "Sociedade dos Poetas Mortos",
clique aqui.

Nesse mesmo ano em que assisti ao filme, em seu lançamento,
incentivei meus alunos de Língua Portuguesa a irem vê-lo,
dei-lhes uma rápida noção do que eu havia aprendido em
Filmologia (UFRJ) e estabeleci um roteiro para que me
apresentassem suas opiniões, assim que terminassem de
ver o filme, explicando o porquê daquelas opiniões. Que
cada qual escrevesse suas respostas antes de trocar idéias
com os colegas. Ninguém foi obrigado a ir ver o filme,
era um trabalho espontâneo, mas todos foram, com prazer,
todos opinaram.
Fiquei surpresa por terem observado fatos que eu não tinha
percebido. Devolvi os trabalhos corrigidos (não corrigi idéias,
apenas as falhas de Português nossas de cada dia). Deveria ter
tirado cópias desses trabalhos antes de devolver.
Estão registrados em minha lembrança.

Minha lembrança! Parece um enorme armário antigo.
Como guardo coisas em minha lembrança!...

Até o próximo dia 19, ou 20...

(Quinta-feira, 12 de janeiro de 2006).

ATENÇÃO!
E, por falar em filmes, o amigo Kalau está convidadando para que
nós assistamos a seus filmes: "O seqüestro de Lavico", primeira e
segunda partes, é só clicar aqui..
Obrigada. Bisbilhoteira.

Cochichado pela Bisbilhoteira on 12:31 | *
Comments:

Quarta-feira, Janeiro 04, 2006


ATENÇÃO!
Acrescentei, à direita, explicação para quem quiser ver
a foto do meu rosto e a foto de minha família,
em virtude de algumas dúvidas surgidas aqui nos comentários.
(Acréscimo feito em 09/01/06, às 4h18min).
ABRAÇOS,
Bisbilhoteira.

//////////////////////////////////////////////////////////////

TEXTO: 242.

TESTANDO!... TESTANDO!...

( ANO NOVO )

Testando!... Testando!...
Dizem que o Ano é Novo,
é sempre bom testar essas coisas novas,
já é dia 4 de janeiro, aprendeu a correr
depressa este novo ano.

Testando!... Testando!...
Será que este ano é novo mesmo?
Não será apenas um ano reciclado?
Como saber se ele é mesmo novo,
se vem com as mesmas marcas
dos outros anos passados?

Testando!... Testando!...
Mania que todos nós temos
de seguir ritos, costumes,
quem mandou?

Agora, é guardar tudo de novo,
nas caixas já amassadas: dobrar árvores
de natais repetidos, colocar as imagens
do presépio em seus devidos invólucros,
engavetar todos os enfeites,
engavetar os presentes recebidos,
engavetar até a pouca fé surgida,
lamentar aquilo que não ganhamos,
procurar acreditar em todos os votos de
"FELIZ NATAL!" e "FELIZ ANO NOVO!"
que ouvimos, seguir em frente, corações cansados,
coitados, sempre levando sustos com as novidades
de cada dia.

Eu queria mesmo um NATAL definitivo.
Eu queria mesmo uma velha seqüência de dias,
num ANO LEAL, de FÉ VERDADEIRA.
E que ninguém precisasse ficar repetindo
"FELIZ ISSO!", "FELIZ AQUILO!",
porque já seríamos todos muito felizes,
naturalmente, como, em verdade,
todos nós poderíamos ser.


Até o próximo dia 11, ou 12...

(Em 04/01/2006).

Cochichado pela Bisbilhoteira on 04:52 | *
Comments:

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