Segunda-feira, Agosto 22, 2005
TEXTO: 227.
VOCÊ AGE CORRETAMENTE ?
( ENTÃO, CUIDADO! PRINCIPALMENTE ...
... COM AS PORTAS DOS BANCOS)
Já repararam como são perseguidas as pessoas
que agem corretamente? Têm prazos rigorosos
para pagar suas contas, precisam usar cintos de
segurança nos automóveis (mesmo paradas em
engarrafamentos demorados), levar os mesmos
para vistorias, etc., etc.
Como se não bastasse tudo isso, geralmente
somos barrados pela porta giratória dos bancos.
Acontece comigo freqüentemente. Devo parecer
um assaltante imbecil, pois fico na pequena fila
para entrar nos bancos, meus companheiros de
fila, rostos cansados, devem parecer pertencer ao
mesmo bando, pois a porta emperra para eles também.
E somos obrigados a depositar, no aparador da porta,
celulares, chaves, moedas, tudo de metal que estiver
conosco. "Metais aqui!", diz o guarda. Uma vez,
briguei seriamente com um guarda que repetia essa
frase sem nem olhar para as pessoas. Ele ficou assustado
com minha reação, mas isso é muito cansativo. Melhor
fazer como fiz outro dia: Fui tirando vagarosamente os
"metais": um celular, o outro (tenho dois, já expliquei
em post anterior), um grupo de chaves, outro grupo,
demorando a achar esses objetos em minha bolsa cheia,
moedas (não tirei todas de uma vez), o pessoal da fila
começou a reclamar, virei para trás e disse que se não
fosse assim eu não entraria, procurei mais, disse para o
guarda que estava tudo ali, a porta continuou fechada...
fechei também minha "simpatia" e, grosseiramente,
(é preciso ser grosseira, às vezes!) disse-lhe que, agora,
de "metal", só algumas obturações nos meus dentes!
A porta foi aberta. Comprovei minha teoria. O que
prende a porta não são os metais, é o guarda, pois eu
ainda tinha na bolsa uma "niqueira" cheia de moedas
(que eu deixei de propósito!).
Será que um assaltante de bancos entraria por aquela
porta ? Entregaria sua metralhadora ou outra arma?
Isso não é ridículo?
Você passa com facilidade por essas portas de banco?
Acha mesmo que elas protegem o cliente?
Agradeceria uma explicação que me convencesse.
Até segunda-feira.
(Em 22/08/05)
Cochichado pela Bisbilhoteira on 17:06 | *
Segunda-feira, Agosto 15, 2005
TEXTO: 226.
TRAGÉDIA AÉREA NA GRÉCIA
( AVIÃO BATE EM MONTANHA ... )
Assim, hoje, dia 15 de agosto, inicia a notícia
da página 15 do jornal "O Globo", referindo-se
à queda do Boeing 737, ocorrida ontem, dia 14.
Nessa queda morreram todas as 121 pessoas que
estavam a bordo. A notícia informa ainda que foi
o pior acidente aéreo da história da Grécia.
Montanhas da Grécia!... Eu vi muitas delas, quando
lá estive em janeiro de 1973.
Paisagens com aura de magia, uma beleza indefinível.
Guardo-as, desde então, em minha memória... e em
meu caderninho onde tudo era anotado.
Caderninho que consulto agora, folheando-o, para
melhor lembrar-me das montanhas por onde passei.
A Grécia tem uma região plana (Beócia), outra
montanhosa (Ática), e o mar ... O avião caiu na
região montanhosa, a 40 km de Atenas, assim
informa o jornal.
Disse um escritor que "a Grécia dorme nas
montanhas e lava o rosto no mar."
O Olimpo, a mais alta montanha da Grécia,
morada dos deuses, com seus quase 3000
metros de altura. Que estariam fazendo
os deuses na hora do acidente?
Será que, nessa hora, Zeus estaria descansando
no monte Ida, na Ilha de Creta, como era seu
costume, conforme o guia nos informou quando
por lá passamos?
Provavelmente, as ninfas estariam no monte
Parnaso, onde passam o verão (é verão por lá).
Se fosse inverno, elas estariam no monte Hélicon,
para fugir do frio.
Tragédia grega!
Não aquelas de autores conhecidos.
Vida real!
Cai o moderno avião, assim como Ícaro quando fugiu
do Labirinto (onde esteve o Minotauro), do Palácio de
Knossos, na Ilha de Creta. Ainda é bonito o palácio,
por dentro e por fora.
Ícaro e seu pai, Dédalo, para saírem do Labirinto,
criaram asas de cera e penas de ave. Conseguiram
voar, saíram do Labirinto, mas Ícaro, entusiasmado,
sem ouvir seu pai, voa muito alto e se aproxima do
sol, que lhe derrete as asas. Ícaro cai no mar.
Por mais avançadas que sejam nossas máquinas,
nossos aviões, devorando alturas e velocidades,
não passamos de meros Ícaros, com nossas
asas derretidas pelo sol.
Quando o sol não consegue derreter as fortes asas
de metal, haverá sempre montanhas milenares,
altivas, colocando-se como lembretes de nossa
imensa fragilidade humana...
Eis a verdadeira tragédia.
Até segunda-feira.
(Em 15/08/05).
Cochichado pela Bisbilhoteira on 20:31 | *
Domingo, Agosto 07, 2005
TEXTO: 225.
AMOR X PAIXÃO
( SEUS LUGARES ... )
Segundo o Psiquiatra Paulo Gaudêncio,
numa palestra sua transmitida pela TV,
cujas palavras anotei:
"A paixão é a maior sensação que alguém pode
sentir. E deve sentir. O que está errado é colocar
a paixão como ideal da vida afetiva, porque, uma
vez havendo a conquista na paixão, a tendência
é buscar nova paixão, nova conquista."
"Na vida afetiva, o ideal deve ser o Amor,
porque o Amor garante continuidade.
A paixão deve ser levada para a vida profissional.
Ex.: Um escritor começa apaixonado pelo livro que
está escrevendo; depois de algum tempo, ou depois
da publicação, seu interesse vai para escrever um
novo livro (nova conquista, nova paixão)."
"Na vida afetiva, a paixão geralmente se realiza no
adultério, pois o que caracteriza a paixão é o alvo
estar perto e, ao mesmo tempo, ser inatingível.
Ver exemplos: Romeu e Julieta estão próximos,
mas a briga de suas famílias os deixa inatingíveis.
Tristão e Isolda se apaixonam, mas uma série de
acontecimentos os torna inatingíveis."
Foi uma palestra interessante!
Consta que Wagner, ao compor a ópera "Tristão e
Isolda", apaixonou-se por uma jovem casada, sentindo,
então, a mesma impossibilidade que seus personagens.
O psiquiatra mostra que a paixão não convive com
o tédio. Os jogos atraem por serem imprevisíveis.
Ele insiste em repetir as características da paixão:
estar perto, ser inatingível, desaparecer quando é
concretizada.
O psiquiatra recomenda que devemos afastar a paixão
de nossa vida afetiva, referindo-se mais ao encontro
do par amoroso.
Eu diria que a paixão é danosa não só entre cônjuges
e namorados. Ela é danosa quando ocorre em outros
setores da vida afetiva, como entre pais e filhos, por
exemplo. Já imaginaram pais "apaixonados" por um
determinado filho, desprezando outro(s)?
Há um comercial na TV que exemplifica muito bem
esse fato (vi-o num canal a cabo):
O comercial se passa no interior de um automóvel em
movimento, o casal no banco da frente, um deles na
direção. De repente, ouvem, vindas do banco traseiro,
umas sílabas balbuciadas. Ficam alegres, um deles diz:
"Ele falou!". Olham para trás. Aparece um menininho
no banco de trás, quieto, sem falar nada. O casal se
volta para a frente, decepcionado. Ouvem novamente
as sílabas, novamente ficam alegres: "Sim, ele falou!",
mas, ao olharem para o banco de trás, percebem que
quem estava falando era o irmãozinho, um pouco mais
velho. Um olhar de reprovação é dirigido a ele, voltam-se
para a frente decepcionados enquanto o menininho mais
velho diz: "Sou eu que estou falando ...", mas ninguém
dá atenção ao que ele diz. Terrível comercial! Caso típico
de paixão entre pais e filhos (diante do novo filho, o mais
velho perdeu a graça). Se houvesse Amor naquela família,
poderiam ter dito ao mais velho: "Oi, filho, que bom que
você já fala e podemos conversar, por isso ficamos tão
contentes, pensamos que o Júnior já pudesse também
conversar conosco..." e o assunto seguiria sem excluir
nenhum dos filhos.
Por isso o psiquiatra Paulo Gaudêncio recomenda o Amor
para a vida afetiva. Já imaginaram como o desprezo dos
pais, naquele comercial, iria interferir na vida dos dois
meninos, caso fosse um fato real?
Então, o ideal é ter o Amor na vida afetiva.
O Amor precisa de uma conquista diária, não acaba
com a posse, precisa de cuidado constante, pois acaba,
sim, se não há cuidado em mantê-lo.
A paixão deve ser aproveitada na vida profissional,
nas suas atividades, pois, se terminar, pode (e deve)
ser substituída por outra paixão, isto é, outra atividade
(uma nova maneira de fazer a mesma coisa, por exemplo).
O ideal é transformarmos o estresse e o tédio
em desafios, tanto na vida afetiva,
com o Amor sendo fortalecido a cada dia,
como na vida profissional, mantendo-se
um interesse apaixonado por aquilo (tarefas)
que somos obrigados a fazer.
Onde você coloca sua paixão?
Procura alimentar o Amor nos diferentes setores
de sua vida afetiva?
Até sábado, ou domingo...
(Em 07/08/05).
Cochichado pela Bisbilhoteira on 16:08 | *