Sábado, Julho 23, 2005
TEXTO: 223.
Agradeço muitíssimo a citação
deste texto (e deste blog) feita,
em 26 de julho último, pelo nosso
BloggerMan.
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DIA DO ESCRITOR
( 25 DE JULHO )
O que é um escritor?
Todo aquele que escreve?
Só autores famosos?
Só quem escreve livros?
Também os que escrevem artigos
para jornais e revistas de grande
ou pequena circulação?
O que é um escritor?
Aquele que registra, apenas para si,
o caminhar de seus dias,
navegando em sentimentos?
Aquele que, iniciando sua alfabetização,
começa a escrever, com letra incerta,
pequenas frases, pequenos trechos?
Aquele que, sendo considerado escritor,
fica sem saber o que escrever diante do
espaço em branco?
O que é um escritor?
Os mais letrados, que redigem suas dissertações
e teses de Mestrado e Doutorado?
Os que redigem laudos resultantes de pesquisas?
Os que elaboram atas de reuniões cansativas?
Os técnicos que redigem mirabolantes contratos?
Os que preparam roteiros de filmes e novelas?
Os que complementam suas frases com desenhos,
ou seus desenhos com frases, nos conhecidos
Quadrinhos?
Os Quadrinhos... Antigamente, os chamados
gibis eram quase proibidos, depois foram aceitos
e estudados. Hoje, plenamente utilizados. Acaba
de ser lançada uma versão em quadrinhos para o
estudo de Direito: "DIREITO CIVIL ILUSTRADO -
PARTE ESPECIAL - LIVRO I - DO DIREITO DAS
OBRIGAÇÕES", cujos desenhos foram feitos pela
própria idealizadora: Denise Cardia Saraiva,
Edições Ilustradas.
Afinal, o que é um escritor?
Os que preparam Dicionários? Livros de Culinária?
Os que redigem notícias? Biografias? Comunicados?
Bulas de remédios? Instruções de uso? Propagandas?
Os que elaboram diferentes textos chamados pornôs?
Os tradutores? Os oradores de seus discursos?
Estão nos dicionários os diferentes significados
de escritor, escriturário, escrevente, escrivão, etc.
Não consta dos dicionários o nome de quem sabe
escrever, em suas mentes e corações, belos textos
de Amor, de Respeito, de Compaixão, de Honestidade
e de quantos mais sentimentos construtivos existam.
Gostaria que cada um de nós soubesse escrever esse
tipo de escrita e soubesse viver segundo esses escritos.
Que grandes escritores todos nós seríamos!
Até sábado, ou domingo ...
(Em 23/07/05).
Cochichado pela Bisbilhoteira on 16:42 | *
Sexta-feira, Julho 08, 2005
TEXTO: 221.
. . .C P M I
( COMO PODE MESMO ISSO ? )
Cada Pessoa Mostra Interesse.
Cada Perplexidade Mantida Intacta.
Casos Passados, Mostrados Inteiros,
Com Pontos Muitíssimo Incríveis,
Caindo Podres, Malditos, Intensos,
Contados Pacificamente...Medíocres Intérpretes!
Calma! Paz, Meus Irmãos!
Creio, Pai! Muito! Iluminai-nos.
Até sexta-feira, ou sábado ...
Obrigada pelos abraços,
nos comentários do texto anterior.
(Em 08/07/05).
Cochichado pela Bisbilhoteira on 23:23 | *
Sexta-feira, Julho 01, 2005
TEXTO: 220.
LIBERDADE X PRISÃO
( I L U S Ã O ? )
Era uma vez um pássaro.
Vivia sempre triste, com medo de tudo.
Aquela amplidão, por onde tinha que voar,
assustava-o a cada momento.
Se precisasse enfrentar um perigo para dar comida
aos filhotes, para ajudar um amigo ou outro animal,
ele era capaz de feitos extraordinários. Mas não se
orgulhava, fazia o que era preciso porque achava ser
o certo. Assim que era vencida a dificuldade, ou não
precisavam mais dele, ele se retirava, ia encolher-se
num galho escondido, pedindo ao Deus dos Pássaros
para que não o fizesse passar por outra situação assim.
Se outra situação difícil aparecesse, e sempre aparecia,
lá estava ele para enfrentar tudo de novo.
Um dia, voando em busca de água e comida, sempre
tão difíceis de achar, encontrou um objeto estranho:
Um pequeno cercado de arame, pendurado num galho,
apenas com uma portinha aberta. Curioso (isso ele era!),
entrou pela portinha. Com seu peso, o cercado caiu,
a portinha se fechou.
Pela primeira vez, o pássaro se sentiu protegido,
cercado de perto, como se os arames frios o abraçassem,
protegendo-o daquela imensidão que o assustava.
Subiu no pequeno poleiro, deitou-se.
Estava com fome. Estava com sede.
Como sempre.
Mas, pela primeira vez, ele se sentia bem,
(nunca se sentiu tão bem) e, pela primeira vez,
dormiu tranqüilo, sua primeira noite sem medo.
Na manhã seguinte, bem cedo, crianças que passavam
por ali descobriram o pássaro preso na gaiola.
Penalizadas, abriram a portinha.
Uma delas, alegre, pegou o corpinho trêmulo
e jogou-o para longe, impelindo-o a voar
para a imensidão...
Pobre pássaro!
Passou o resto da vida lembrando-se de que, um dia,
esteve num lugar maravilhoso, protegido por aquele
abraço inesquecível, quando se sentiu muito perto
de ganhar a liberdade.
Até sexta-feira, ou sábado...
(Em 01/07/05).
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Bisbilhoteira.
Cochichado pela Bisbilhoteira on 19:03 | *