Quinta-feira, Junho 16, 2005
TEXTO: 218.
BOLINHAS DE SABÃO
( E X E R C Í C I O ... )
Em menina, era uma de minhas brincadeiras
preferidas. Eu preparava a mistura, o canudo
vinha das folhas de uma planta do quintal.
Se a mistura ficasse rala, com pouco sabão,
as bolinhas saíam pesadas e caíam logo,
deixando o chão manchado.
Se a mistura ficasse adequada, as bolinhas
variavam de tamanho conforme a quantidade
de ar que eu soprasse. As muito grandes eram
lindas, mas, pesadas, não iam longe. As muito
pequenas saíam juntas, dificilmente alguma se
destacava (nesse caso, a bolinha resistia e podia
ir bem longe). O ideal era a de tamanho médio,
que ficava ao sabor da brisa ou do vento, subindo,
descendo, dando voltas, refletindo luzes e cores
antes de explodir.
Eu ficava maravilhada com a leveza, o tamanho,
os reflexos e o trajeto de cada bolinha.
Havia as que iam além das árvores ou sumiam
atrás da casa ao lado, essas eu não via explodirem.
Mas todas explodiam.
Quando explodiam, eu sentia uma pequena tristeza.
Não conhecia ainda a palavra "frustração".
Soltar bolinhas de sabão talvez tenha sido meu grande
exercício para enfrentar as frustrações que fazem parte
da vida de todos nós. Ficava triste pela bolinha que
explodia, mas, imediatamente, criava novas bolinhas.
Mesmo sabendo que todas terminariam do mesmo jeito,
enquanto elas estivessem "voando" diante de mim,
enfeitavam meu pequeno mundo de criança.
Diante de tudo que acontece a minha volta,
será que me exercitei o suficiente?
Até quinta-feira.
Em 16/06/05.
(Mamãe tirará os pontos segunda-feira próxima.
Ela está muito bem).
Cochichado pela Bisbilhoteira on 12:55 | *
Terça-feira, Junho 14, 2005
TEXTO: S/ Nº
A M I G O S,
( EXPLICANDO... )
Não visitei nenhum blog desde a semana passada.
Não postei o texto prometido para ontem.
Está tudo bem. Não se assustem!
Mamãe precisou fazer uma pequena cirurgia para
retirar um tecido no couro cabeludo. Correu tudo
otimamente, ela está passando muito bem apesar
dos problemas cardíacos controlados.
Daqui a pouco, iremos à consulta com o cirurgião.
Provavelmente, os pontos não serão retirados hoje.
Aproveito esses poucos minutos para lhes deixar
estas palavras e dizer que sinto saudade de todos.
Não tenho vindo ao computador.
Ainda não peguei nem enviei mensagens.
Não vou poder fazê-lo agora.
Agradeço a Deus porque tudo está caminhando
muito bem.
Talvez publique novo texto amanhã, à noite.
Preparem seus arquivos, pois, quando retomar
as visitas a seus blogs, quero ler tudo (desde a
última visita que fiz, tenho tudo anotado como
sabem).
Forte abraço a todos.
Bisbilhoteira.
Cochichado pela Bisbilhoteira on 08:55 | *
Domingo, Junho 05, 2005
TEXTO: 217.
T E R A P I A . . .
( 12 de JUNHO - DIA DOS NAMORADOS )
"Marido (ao terapeuta): A minha longa experiência
ensinou-me que, se eu quiser ter paz em casa, não devo
interferir com o modo como ela quer as coisas.
Esposa: Isso não é verdade... Eu gostaria que você
demonstrasse um pouco mais de iniciativa e, pelo menos,
tomasse alguma decisão uma vez por outra porque...
Marido (interrompendo): Você nunca me deixou fazer
isso!
Esposa: Seria um prazer deixar... só que, se eu deixar,
nunca irá acontecer coisa alguma; e depois, é claro, eu
é que terei de cuidar de tudo em cima da hora.
Marido (ao terapeuta): Está vendo? Não se pode cuidar
das coisas e quando elas surgem... elas têm de ser plane-
jadas e organizadas com uma semana de antecedência.
Esposa (irritada): Dê-me um só exemplo, nos últimos
anos, em que você tenha feito alguma coisa.
Marido: Acho que não posso... porque é melhor para
todos, incluindo as crianças, que eu deixe você levar
as coisas ao seu jeito. Descobri isso logo no início do
nosso casamento.
Esposa: Você nunca se portou de outra maneira. Desde
o primeiro dia você sempre foi assim... sempre jogou
tudo para cima de mim!
Marido: Pelo amor de Deus, agora escute aqui (pausa,
e, depois, dirigindo-se ao psicoterapeuta)... Acho que
o que ela quer dizer agora é que eu sempre lhe pergunto
o que ela queria... como: 'onde é que gostaria de ir esta
noite?' ou 'o que gostaria de fazer neste fim de semana?'
e, em vez de perceber que eu quero ser gentil com ela,
fica ainda furiosa comigo...
Esposa (ao terapeuta): Sim, o que ele ainda não entendeu
é que se a gente recebe esse 'tudo o que você quiser, meu
bem, para mim está bom', mês após mês, começa a sentir
que nada do que queremos faz a menor diferença para ele..."
("PRAGMÁTICA DA COMUNICAÇÃO HUMANA", de Paul
Watzlawky e outros, Trad. Álvaro Cabral, Cultrix, São Paulo,
pág. 87 e 88).
É comum esse tipo de cobrança entre os cônjuges?
Quem você acha que está com a razão?
Como eles podem resolver o conflito, já que estão buscando
uma solução na terapia?
E o namoro? Onde fica?
FELIZ DIA DOS NAMORADOS!
Até domingo.
(Em 05/06/05).
Cochichado pela Bisbilhoteira on 03:43 | *