Domingo, Dezembro 12, 2004
TEXTO: 192.
CONTO DE NATAL
( NUMA CIDADE .... )
José Antenor vive numa cidade situada num mundo
diferente onde tudo é regulado e criado pela mente.
Nada pode ser destruído. Uma vez criado um objeto,
pequeno ou grande, se não for mais útil será recolhido
por pessoas muito sérias, que cuidam das sobras,
dando-lhe um destino apropriado.
José Antenor acabara de acordar. Olhou sorrindo para
seu Comunicado de Transferência e Promoção. Só era
promovido quem cumpriu com êxito todas as missões.
E ser promovido, ali, não era ser melhor que ninguém:
era estar pronto para novas tarefas; era tornar-se mais útil.
Era a aspiração máxima de cada habitante daquele mundo.
Finalmente, ele conseguiu! Iria ser promovido, a data da
transferência já estava ali, no Comunicado. Sua família
e seus amigos já estavam preparando a festa, animados,
pois o Respeito e o Amor, presentes normalmente em cada
coração, tornavam todos amigos e solidários.
José Antenor levantou-se. Iria encontrar-se com a família
e com os amigos, havia uma reunião geral. A data de sua
transferência coincidiu com a festa anual mais importante
do lugar. Era necessário tomar muitas decisões, distribuir
tarefas. Mas ele não precisava ter pressa. Em seu quarto
(bem como em outros lugares), ele estava no tempo
paralelo, diferente do tempo comum normal. Nos lugares
onde funcionava o tempo paralelo, entrava-se e saía-se
na mesma hora. Ou seja, ele iria sair do quarto na mesma
hora em que entrou, não importa quanto tempo tenha
descansado. Por isso não chegaria atrasado à reunião.
José Antenor não precisou tomar banho, nem se alimentar.
O AR INTELIGENTE do lugar higienizava tudo, alimentava
pessoas, animais e vegetais, iluminava, aquecia.
Adequadamente. Havia água nos lagos, fontes, rios, mas era
também uma água especial. Quem quisesse ingerir algo,
beber ou comer, poderia, mas, assim que fosse engolido,
esse algo era transformado em energia, não havendo nada
a ser eliminado.
Sendo assim, em virtude da atuação do AR, nesse mundo
diferente onde José Antenor vivia, ninguém adoecia. Não
existia, ali, a MORTE que, apesar de natural, tanto abala
quem vive em outros mundos. Existia, sim, a transferência
por promoção para aquele que atingiu todos os objetivos.
E todos, sem exceção, atingiriam suas metas e seriam
igualmente transferidos, podendo voltar para visitas,
o que sempre ocorria.
José Antenor ia caminhando, pensando em quanto se
esforçou para fazer jus à sua promoção. Poderia ter ido,
apenas com a força de sua mente, um dos modos de
locomoção usados, mas preferiu caminhar, para contemplar
a beleza a seu redor: as ruas arborizadas com ninhos nos
galhos, as muitas flores de cada jardim sem muros, as lindas
casas com suas janelas e portas sempre abertas para que o
AR benfazejo entrasse, ele via os lagos azuis, mais distantes,
como era tudo tão lindo!
Quase não viu o ratinho apressado que vinha lhe dirigir
um cumprimento pela promoção. Agradeceu alegre. Não
encontrou nenhuma pessoa, estavam todas aguardando
por ele na reunião.
José Antenor seria promovido no mesmo dia da maior
festa do lugar: A visita anual do MESTRE JESUS.
Apesar de estar sempre em contato com as mentes
de quem existe naquele lugar, Jesus vem pessoalmente
uma vez por ano abraçar cada um, sempre na mesma
data. Tudo se enfeita ainda mais para Sua chegada.
Todos se emocionam e preparam com muito carinho
o Caminho por onde Jesus vai chegar, acompanhado
de uma Luz Própria, indescritível, e de música tão
melodiosa que nenhum instrumento é capaz de repetir.
Todos aguardam a mensagem que Ele dirá a cada um,
simultaneamente, inaudível, mas de clareza tão perfeita
que cada ser compreende e se emociona ainda mais.
José Antenor chegou à reunião e foi recebido com
calorosos aplausos. Puseram-se logo a trabalhar,
tomando inúmeras decisões para a grande festa:
coincidentemente a transferência de José Antenor
e, o mais importante, a visita de Nosso Senhor.
No Comunicado recebido por José Antenor, já constava
a data para ele voltar em visita, na semana seguinte após
a festa. Ele viria para o aniversário de seu netinho e de sua
netinha, gêmeos queridos, pois naquele mundo só nasce
quem é muito querido, apenas as mentes comandando as
concepções e o AR agindo para que os nascimentos sejam
limpos e indolores.
Assim é no lugar onde José Antenor aguarda sua promoção.
Ainda estão todos ocupados,
preparando o Sagrado Caminho
para Jesus passar
ao vir para a mais importante
festa do lugar.
(Conto baseado em texto escrito e publicado
por mim, em fevereiro de 2001, composto
de Prólogo, 5 Capítulos e Epílogo).
FELIZ NATAL!
(Em 12/12/04).
Cochichado pela Bisbilhoteira on 19:10 | *
Domingo, Dezembro 05, 2004
TEXTO: 191.
E SE JESUS CHEGASSE ...
( N A T A L ! )
Todos se preparam para o Natal!
Desde novembro... Exteriormente...
Enfrentam lojas cheias para inúmeras compras:
Presentes, roupas novas, guloseimas...
É obrigatório dar e receber presentes.
É obrigatório preparar a ceia, uma ceia bem farta.
É obrigatório dar e receber abraços.
É inevitável...O CANSAÇO GERAL!!!!
Jesus virou mero enfeite de Natal,
bem como o presépio,
ao lado da árvore enfeitada,
ao lado do risonho Papai Noel,
ao lado de outros enfeites pendurados.
Admito, até, que fica tudo muito bonito.
Mas tão longe do que realmente deveria ser!
Imagine se Jesus chegasse em nossas festas de Natal:
Seria barrado nas comemorações elegantes. Onde já
se viu alguém vir sem convite e tão mal vestido?!
Seria motivo de medo nas casas comuns. Tranquem
as janelas! (As portas ficam sempre trancadas). O que
estará fazendo aqui esse estranho numa hora dessas?
Seria motivo de desdém para os mendigos das ruas.
Já não chega tanta tristeza? Só faltava agora esse louco
a nos perturbar.
Não gosto desses Natais Obrigatórios onde Jesus é tão
festejado e, ao mesmo tempo, tão esquecido.
Não só esquecido, mas também negado e traído.
Negado e traído por ocupar um último plano
na festa em que deveria ser o principal destaque.
Eu também nego e traio Jesus sempre que não O
reconheço. Eu também, infelizmente, não O
reconheceria se ele batesse em minha porta nesse dia.
Que pena!
Que Jesus nos perdoe e interceda por nós.
Mesmo não sendo reconhecido por alguns.
Mesmo negado por muitos.
Mesmo traído por todos.
Que Jesus transforme nossos dias em
Natais Verdadeiros, sem que reinem
as aparências, o ter, o parecer.
Que, no próximo Natal, predomine o Interior:
Menos presentes embrulhados
e mais sentimentos presentes.
Que Jesus transforme este Natal
num Verdadeiro Natal no qual,
em forma de AMOR,
Jesus renasça e permaneça entre nós.
Que os cumprimentos sejam sinceros
e não meras palavras bonitas num cartão.
Que os abraços sejam de afeto
e que seja despida a hipocrisia.
Que façamos, pelo menos, uma oração
em conjunto, confraternizados,
diante do presépio.
Que seja uma festa feita para Jesus.
Que tenhamos, apesar das aparências,
das árvores, dos enfeites e das guloseimas,
um verdadeiro e interiorizado
FELIZ NATAL.
Até segunda-feira.
(Em 05/12/04).
Mais umas palavras: Que Jesus proteja o amigo
MANOEL CARLOS, do Blog AGRESTINO.
Sua mãe faleceu no dia 5 de dezembro último,
conforme ele explica em seu post do dia 6.
Um post contido.
O mesmo dia em que seu blog completou um ano!
Forte Abraço, Amigo.
(Rio, 08/12/04).
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Obrigada.
Cochichado pela Bisbilhoteira on 21:11 | *