Sábado, Setembro 18, 2004
TEXTO: 179.
ELEIÇÕES 2004 !
( PREFEITOS E VEREADORES )
Está chegando o dia da eleição!
Todos os municípios do Brasil
escolherão, cada um, seu Prefeito
e seus Vereadores para os próximos
quatro anos.
Você já fez sua escolha? Não?
Então, não se preocupe!
"Seus problemas acabaram!"
Pode votar de olhos fechados.
Todos os candidatos se mostram
excelentes e irão fazer, se eleitos
forem, TUDO o que precisa ser
feito para o nosso bem e do nosso
município em geral. É o que estão
dizendo...
Tão bom se fosse assim mesmo!
Mas tenho minhas dúvidas se todos
conhecem a Constituição Federal,
nossa Lei maior, e a LEI ORGÂNICA
que rege os municípios e delimitam
os direitos e deveres de Prefeitos
e Vereadores.
Ironizando, é uma pena que nem todos
sejam eleitos, pois poderiam formar
uma Equipe e cada um executar aquilo
que diz que irá fazer (dentro dos limites
das Leis...).
A meu ver (e isso não consta das Leis),
os ocupantes desses cargos não deveriam
receber salários especiais. Cada um ficaria
com o salário que normalmente recebe em
seu emprego, apenas licenciando-se do mesmo
para assumir as funções. E também não haveria
residência especial (no caso dos Prefeitos).
Ainda assim, teriam belas salas de trabalho,
secretários, e muitas facilidades das quais
poderiam também abrir mão para que seu
tempo fosse exclusivamente para fazer
todo o BEM que imaginam fazer a todos.
Talvez sem salários especiais, sem moradias
especiais, o número de candidatos diminuísse
bastante e, aí sim, aparecessem os realmente
abnegados trabalhadores a serviço do bem comum.
Cumprimento todos os Funcionários Públicos,
dos pequenos e últimos escalões,
tão desrespeitados habitualmente!
Mas são os que sustentam, de fato,
o andamento da vida em todos os lugares,
principalmente nessa época de eleições,
quando há inúmeras trocas de pessoas
em diversas posições.
Eu votaria em alguém que não prometesse nada,
apenas abrisse mão do salário e da moradia,
bem como das facilidades provenientes dos cargos.
Pois, não sei como, tenho a impressão de que,
ao votar, estou distribuindo empregos...
Será?
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Obrigada!
Se quiser ver a Lei Orgânica da Cidade de São Paulo,
que escolhi como exemplo, na íntegra,
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Obrigada!
Que Deus nos ilumine ao votar!
(Em 18/09/04).
Cochichado pela Bisbilhoteira on 16:14 | *
Segunda-feira, Setembro 13, 2004
TEXTO: 178.
POMBOS CAMINHANDO ...
( CORRIDAS E CAMINHADAS )
Atualmente, como sabem, a regra nº 1 da boa saúde
é caminhar.
Antigamente, era correr. Todos tinham sua hora
para correr. TODOS? Não! Para mim, nada de corridas!
Um amigo meu, nessa época, deixou de fumar
e aderiu totalmente às corridas. Não se cansava
de dizer (e de correr!) que se sentia outra pessoa,
que estava mais disposto, com pulmões tendo maior
capacidade respiratória, menos barriga. Exibia-se
com orgulho. Corria religiosamente. Emagreceu.
Ficou exatamente como "mandava o figurino" da
época! Manteve seu horário de corridas. Morreu!
Em pleno exercício da corrida. Estava morto,
mas muito elegante! Senti muito sua morte!
Hoje, já não se corre. Um perigo! Meu amigo
que o diga, isto é, diria, se ainda pudesse falar.
Hoje, a regra máxima de saúde é caminhar.
Caminhar com tênis adequados, cuidado!
Pois não é que, enquanto eu olhava o técnico
do telefone consertar os fios, vi dois pombos
pousarem na calçada do outro lado da rua e,
assim que pousaram, começaram a caminhar?
Eu digo caminhar porque não estavam andando
atrás de nenhum inseto, ou miolo de pão, nada!
Simplesmente andavam, passinhos miúdos e
constantes (aquele jeito de pombo), cabeças
erguidas, um ao lado do outro, olhando para
a frente. Caminhavam. Fiquei observando.
Passaram em frente de uma casa, outra, outra,
uma distância grande! E lá iam eles. Não sei
até onde foram, pois precisei entrar para testar
o telefone e deixei os pombos ainda seguindo
seu trajeto aparentemente sem objetivo.
Pombos caminhando na calçada, sem parar,
longa caminhada! Por quê?
Será que voar é mais cansativo?
Ou será que também as aves "entraram na onda"
das caminhadas? Estavam sem os tais tênis adequados...
Sofrerão males por isso? Como seriam tênis para aves?
As fábricas de tênis que se cuidem!
Não percam os alarmantes noticiários!
Provavelmente tal atitude dos pombos
vai interferir, no mínimo, no movimento
das ações, provocando altas ou quedas
nas bolsas. Quem sabe até o dólar ou o euro
sofrerão com isso?
Não há um ditado sério e muito conhecido
dizendo que se uma borboleta levanta vôo
num lugar haverá vento na outra extremidade
do planeta?
Imagino essa caminhada de pombos!
Sem tênis adequados!
Bem que eles poderiam ter feito aquela caminhada
em protesto contra tantas guerras imbecis e contra
tantas atrocidades inúteis. Se o tal pensamento for
correto, e como os pombos pararam de voar, talvez
cessem os ventos de horror em todos os cantos
deste nosso castigado planeta. Assim seja!
(Em 13/09/04).
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Cochichado pela Bisbilhoteira on 10:12 | *
Terça-feira, Setembro 07, 2004
TEXTO: 177.
INDEPENDÊNCIA DO BRASIL (7 de Setembro!)
( NOSSO HINO NACIONAL )
Hoje, dia 7 de Setembro, como todos aprendemos,
é o Dia da Independência do Brasil, dia em que o Brasil,
em 1822, ficou livre do domínio de Portugal.
Não vou falar sobre o significado de independência
ou de liberdade. Muito menos escrever sobre política.
Aproveito a data para falar do nosso Hino Nacional,
tão mal compreendido por muitos.
Essa incompreensão já começa com a dúvida se devemos
ou não colocar acento grave no "as" de "as margens". É
até questão de provas de concursos e vestibulares.
Se entendêssemos o que está sendo dito em nosso hino,
essa dúvida jamais existiria. E jamais diríamos que
a expressão "deitado eternamente" se refere ao
nosso povo, saberíamos que quem está "deitado" é nosso
solo, nosso chão, e se o solo se levantasse ou movesse
teríamos terremotos, vulcões (como faz falta também
conhecermos Geografia!)!
Que nosso solo continue "deitado eternamente em berço
esplêndido, ao som do mar e à luz do céu profundo",
exatamente como está em nosso hino. E sobre esse solo,
graças a Deus um solo "deitado eternamente", é que o povo
deve assumir suas responsabilidades.
Que o solo não se mexa!
E que não repitamos bobagens como "o Brasil não progride
porque está deitado eternamente". Se o Brasil não progredir,
a culpa não é do solo...
Ficarei apenas com as quatro primeiras linhas.
Elas retratam o momento da Independência do Brasil.
Por que a letra de nosso hino é tão difícil de ser
compreendida?
Porque seu autor, Joaquim Osório Duque Estrada,
usou e abusou da ordem indireta ou inversa em suas
frases.
Normalmente, usamos a ordem direta :
sujeito, verbo, complementos. Ex.: Alice foi ao cinema.
Essa frase, na ordem indireta, como em nosso hino,
seria dita: Ao cinema Alice foi.
Ou então: Foi ao cinema Alice.
Isso dificulta!....
Por essa razão (e outras!), não percebemos o significado
das frases. Uma pena!
Essas quatro primeiras linhas são como a fotografia
do momento em que D.Pedro I proclama nossa
independência.
Naquela época, 1822, os viajantes (cavaleiros) não tinham
o conforto de encontrar hotéis ou restaurantes pelo caminho.
Quando precisavam satisfazer suas necessidades fisiológicas
ou descansar, isso era feito junto a algum rio, pois os cavalos
beberiam água, os cavaleiros também, e ainda se molhariam,
fazendo uma pequena higiene.
Foi num momento assim, de descontração de viagem,
que D.Pedro I e os que o acompanhavam pararam junto ao
Rio Ipiranga, em São Paulo.
E foi assim que o mensageiro, que vinha, também a cavalo,
do Rio de Janeiro, com cartas reveladoras da situação do
país, encontrou D. Pedro. O filme "Independência ou Morte!",
estrelado por Tarcísio Meira, mostra muito bem tudo isso:
D. Pedro vem receber o mensageiro abotoando suas roupas,
recompondo-se.
Segundo nos contam os livros, após ler as cartas, D. Pedro I
se irrita, recompõe mais suas roupas, monta em seu cavalo,
segurando a espada desembainhada, e grita a famosa frase:
- Independência ou Morte!
Esse grito é o "brado retumbante" de nosso hino.
Um grito tão forte que foi ouvido até pelas margens calmas
do Ipiranga, rio que continuava seu curso.
Ou seja: "As margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado
retumbante de um povo heróico", se colocarmos as duas
primeiras linhas na ordem direta. Considerando-se como
"povo heróico" o próprio D. Pedro I que ali o representava.
Logo, "as margens plácidas do Ipiranga" são o sujeito da
oração, elas ouviram o brado retumbante. Sendo assim,
é completamente errado colocar-se acento grave nesse "as",
pois, então, deixariam de ser sujeito da oração para significar
o lugar onde tudo se passou (adjunto adverbial). Na verdade,
elas, mesmo sendo o lugar, foram personificadas,
passaram a ouvir como se pessoas fossem.
E o que aconteceu nesse instante? O Brasil ficou livre
de Portugal. O sol que estava brilhando passou a iluminar
um povo livre, por isso o autor o chamou de "sol da liberdade".
E como brilhou esse sol? Brilhou em "raios fúlgidos",
isto é, com raios muito brilhantes.
Agora, creio que fica fácil entender as quatro primeiras
linhas do hino:
1.É a cena da Independência;
2.As margens plácidas do Ipiranga ouviram o grito de D.Pedro;
3.E, nesse instante, o sol passa a iluminar um povo livre.
4. Nada de acento grave em "as margens...", pois deixariam
de ser o sujeito da oração.
Vamos conferir como fica fácil entender agora os versos
de Osório Duque Estrada. ( Só para completar, a linda
música é de Francisco Manuel da Silva):
"Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante
E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da Pátria nesse instante."
Ou seja:
"As margens plácidas do Ipiranga ouviram
o brado retumbante de um povo heróico
E o sol da liberdade em raios fúlgidos
brilhou no céu da Pátria nesse instante."
Vocês já sabiam disso tudo?
Passaram a entender melhor?
Ou complicou mais ainda?
(Em 07/09/04. O texto acima é o mesmo
que publiquei aqui, no ano passado, no dia
07/09/03, com alguns pequenos acréscimos
e alteração do título).
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Cochichado pela Bisbilhoteira on 05:17 | *
Quinta-feira, Setembro 02, 2004
TEXTO: 176.
Hoje, transcrevo um texto do qual gosto muito.
Às vezes, não somos bem compreendidos
naquilo que fazemos, talvez por falha nossa
em algum momento.
Mas o texto abaixo é exatamente o que tento ser.
Que me perdoem aqueles aos quais não tenho
conseguido me fazer entender.
QUERO SER PONTE
(Pe. Luiz Serraglios)
Senhor, nasci para unir, vivo para unir,
sirvo para unir. Eis minha missão
e meu segredo.
Senhor, que maravilha a missão de ser ponte.
Quero também ser ponte.
Ser ponte para: unir os homens entre si,
.........................unir os desunidos,
.........................unir os desencontrados,
.........................unir os corações.
Senhor, na estrada da vida
de tantos homens que por mim passam,
quero ser ponte.
Que eu nunca seja muralha
que separa, mas seja sempre uma passagem,
seja abertura total, para que os homens possam
chegar a Ti.
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Cochichado pela Bisbilhoteira on 04:27 | *