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Bisbilhoteira de Plantão

Um pouco de tudo... haja assunto

Terça-feira, Abril 27, 2004


TEXTO: 151.

Atendendo sugestões feitas nos comentários do texto 149,
de 20/04/04, por ordem de colocação. Caso queira sugerir agora,
favor dirigir-se aos comentários do texto 149. O objetivo principal
não é o texto que escreverei a partir da sugestão, mas cada comentário
ao assunto tratado, os diferentes pontos de vista de cada um.
Agradeço muitíssimo aos que já sugeriram e aos que vierem a
sugerir. (Este preâmbulo será repetido em cada texto elaborado a partir
das sugestões feitas nos comentários do Texto 149).
Muitíssimo grata, Bisbilhoteira.


SEGUNDA SUGESTÃO.
Feita por Isa.


MOVIMENTO ENVOLVENDO
CRIANÇAS E ADOLESCENTES
EM TORNO
DAS ALTAS TECNOLOGIAS

(Tema ligado à 7ª sugestão do texto anterior)

Quando ouço falarem em crianças e adolescentes
envolvidos em Alta Tecnologia, ou "Um computador
em cada sala de aula", por exemplo, como se o grande
milagre para resolver o problema da Educação/Trabalho
estivesse ligado simplesmente a esses assuntos, fico
muito assustada.
Talvez nossa amiga Isa esteja entusiasmada com essas
idéias. Cuidado!

As crianças e adolescentes, para se desenvolverem de
maneira global (física, intelectual e psiquicamente),
precisariam de uma boa família, de uma boa escola
(e uma boa escola só existe com bons professores),
de uma boa igreja (não importa a religião) e, se fosse
possível, um bom clube.

As famílias estão em crise (pais e mães trabalham fora
de casa), são poucos os que freqüentam igrejas, não há
mais clubes em disponibilidade.
Com isso, toda a responsabilidade da Educação ficou
com a Escola que, até bem pouco tempo, também era
responsável pela saúde dos alunos, algumas possuindo
dentistas e médicos em suas dependências.

Assim, grande parte das Escolas também anda falhando:

1º) Porque os professores passaram a ser desvalorizados
e, conseqüentemente, pessoas mais capazes abandonam
o magistério, ficando apenas os abnegados e um imenso
número de professores despreparados e descontentes.
2º) Porque os alunos, sem família bem estruturada que
os oriente, sem religião, sem lazer, tornam-se pessoas
difíceis; e professores despreparados não sabem lidar
com alunos difíceis.

Que problema! Solução? Colocar esses alunos em
contato com as altas tecnologias? Um computador
em cada sala de aula? Um computador para cada
aluno? Basta isso? Minha opinião: NÃO!

Tecnologias, sejam lá quais forem, só resolverão se
forem usadas como auxiliares no processo da Educação,
Educação essa que deve ter por objetivos, antes do manuseio
de tal ou qual tecnologia, o "manuseio" (o conhecimento)
de si mesmo, dos outros e do ambiente.

Considero livros, cadernos, lápis, canetas, giz, quadros,
TV, gravadores, computadores, ou qualquer material
utilizado com crianças e adolescentes, meros coadjuvantes
na inter-relação entre essas crianças e esses adolescentes
e seus responsáveis. Nada é mais estimulante, nada é mais
construtivo, do que o contato pessoal (coração com coração,
cabeça com cabeça) entre crianças, adolescentes e adultos.

É preciso que haja estímulos externos bem orientados. E que
se desenvolvam os estímulos internos (o próprio indivíduo
buscando caminhos para melhorar seu comportamento perante
si mesmo e a sociedade). É preciso elaborar esses estímulos,
de forma permanente, contínua. É preciso que cada um aprenda
a se conhecer e a conhecer o outro, desenvolva sua capacidade
de esforço e persistência, saiba como se tornar independente,
tenha confiança em si e em seu semelhante, seja sensibilizado
para a responsabilidade, exercite sua solidariedade, desenvolva
sua criatividade, sinta real necessidade de respeitar o outro e a si.

Creio que só depois de começar a aprender a conviver com
esses estímulos, com domínio e conhecimento dos limites
de sua liberdade, conhecendo sua responsabilidade, tendo
aprendido o valor do respeito, crianças e adolescentes, bem
como adultos, estarão prontos para mexer com a Alta Tecnologia
a sério, não apenas para "fabricar neve" ou se distrair em joguinhos,
isso vale como brincadeira. Em se tratando de energia nuclear,
por exemplo, estarão, então, preparados para usá-la para fins úteis
ou para fabricar a famigerada bomba atômica.

Portanto, a meu ver, primeiro uma boa Educação.
Depois...
Quem tem uma boa Educação está preparado para o que vier.

A palavra, agora, está com você, Isa, e com os visitantes
para concordar ou discordar à vontade.


Até sábado, à noite.

(Em 27/04/04)

Cochichado pela Bisbilhoteira on 18:27 | *
Comments:

Sábado, Abril 24, 2004


TEXTO: 150.

Atendendo sugestões feitas nos comentários do texto 149,
de 20/04/04, por ordem de colocação. Caso queira sugerir agora,
favor dirigir-se aos comentários do texto 149.
O objetivo principal não é o texto que escreverei a partir da sugestão,
mas cada comentário ao assunto tratado, os diferentes pontos de vista de
cada um.
Agradeço muitíssimo aos que já sugeriram e aos que vierem a
sugerir. (Este preâmbulo será repetido em cada texto elaborado a partir
das sugestões feitas nos comentários do Texto 149).
Muitíssimo grata, Bisbilhoteira.


VÁRIOS ASSUNTOS

PRIMEIRA SUGESTÃO
Feita por Louco.


Quem conhece o blog do amigo Louco sabe que seus textos são tão extensos
quanto os meus, ou mais longos. Por isso entendo perfeitamente que ele tenha
feito inúmeras sugestões, refletindo suas possíveis inquietações, expressas, talvez,
no ponto de interrogação existente no título de seu blog: "Louco, eu?".

Ele me deu 16 sugestões, aparentemente diferentes. A meu ver, formam um
todo, como uma composição musical que usa vários tons, passando de um tom
para outro sem perder a unidade melódica nem o ritmo.
O ritmo: a busca do Exterior/Interior/Exterior/Interior...
A unidade melódica: o Prazer e a Dor, mais em evidência numa das sugestões.

Ele começa seu comentário com "hum...Deixe-me ver...". Como se
seu pensamento, à semelhança dos "sites" de busca de nossos
computadores, estivesse aguardando informações, que chegam:
"Vou colocar algumas opções?"
(Novamente o ponto de interrogação: pode refletir sua dúvida em dar
as sugestões, ou simplesmente falha na digitação, já que colocou as
16 sugestões, para mim apenas aparentemente diferentes, repito).

Vamos aos comentários das 16 sugestões (tentarei escrever pouco, é difícil...):

1ª) Vida extraterrestre:Tema amplo, não delimitado, como amplo e ilimitado
é o Universo. Ritmo exterior. Exterior a nós, ao nosso planeta. Suponho que
ele queira saber se eu acredito em vida extraterrestre. Direi simplesmente que
é inútil ficarmos discutindo se acreditamos ou não nisso ou naquilo. O que
existe ou não existe continuará existindo ou não independentemente do que
acreditamos. Já se acreditou que a Terra era plana, que o Sol girava em torno
da Terra, isso não mudou o que a ciência veio a comprovar depois. O que
comprovará a ciência mais adiante? Acompanho as declarações de todos,
busco dados, mas sou uma pessoa difícil de ser convencida, sou movida
por dúvidas, estou atenta. Mas não tenho certezas. Dizem que já há
extraterrestres entre nós (fantasio, até, que eu possa ser um deles,
pelo tanto que me sinto estrangeira neste mundo... "Louca, eu?"...).

2ª) Prazer com dor: Diretamente da vida extraterrestre (Exterior)
para o âmago do indivíduo (Interior), corporal ou psíquico. O ponto
de ligação ainda é o "eu-no-mundo", sofrendo influências externas e
internas. De uma forma cômoda, eu poderia interpretar esse "prazer
com dor" como Sadismo, Masoquismo ou Sadomasoquismo ( vistos
em qualquer dicionário). Lembro-me do escritor brasileiro Nélson
Rodrigues, defensor da tese de que "mulher gosta de apanhar", tese
que a mim não se aplica, gosto mesmo é de carinho. Tenho dificuldade
para suportar as dores físicas (já tive dor de dente, cálculo renal, hérnia
na coluna vertebral e outras dores, não me acostumo).
Vou aprofundar o assunto para o campo psíquico, espiritual ou
que outro nome tenha: Se você se sacrifica, espontaneamente, por
alguém de quem gosta, a dor desse sacrifício torna-se prazer, vendo a
felicidade do outro decorrente do seu sacrifício (sua "dor"). É o caso de
muitas mães e pais que se sacrificam pela felicidade de seus filhos, irmãos
que se sacrificam por irmãos, pessoas caridosas que se dedicam a uma causa
nobre que vai favorecer alguém. Somente nesse caso eu aceito, e até admiro,
o "prazer com dor". Nos outros casos, não conte comigo, causou-me dor,
saio. Mas não julgo ninguém. Cada um deve ser responsável por si mesmo.

3º) Amor verdadeiro, único amor: Amor, sentimento (Interior). Também
ligado ao prazer e à dor (o prazer de amar e ser amado; a dor de não amar
nem sentir-se amado). A palavra anda tão vulgarizada que é preciso vir
acompanhada de "verdadeiro", o que é um absurdo: se não é verdadeiro,
não é amor. Quanto à "único amor" ... Não! O Amor, a meu ver, tem tipos
(familiar, romântico). O Amor é único (mesma raiz), mas não temos um único
amor. Não me atrevo a prosseguir sabendo que, atrás de mim, na estante, há
vários livros falando do Amor. Não conseguiria resumi-los aqui, nem de longe!
Encerro com a frase dita por Violeta, na ópera de Verdi, La Traviata, 1º ato:
"Ó alegria que não conheci: Ser amada, amando!" (Antes de viver seu grande
amor).

4º) Traição: Parece outro assunto? Não é. Seria o prolongamento da discussão
de "único amor", por exemplo. Interior. Tema ligado também ao prazer e à dor.
Para mim, a traição não está no fato, está em esconder, omitir, mentir sobre
esse fato, seja na vida amorosa ou em outras situações. Para mim, nada pior
do que ser enganada, isto é, esconderem de mim a verdade, mesmo para a
minha felicidade, o famigerado "meu bem" ("Fiz aquilo para o seu bem!").
Que me digam a verdade, sempre.
Dizem que existem "mentiras piedosas", só em último caso.
A traição causa enorme dor psíquica.

5ª) Bebidas que ficam na memória (vale até suco
): Ainda o prazer e a dor.
Ritmo Interior. Uma deliciosa bebida fica na memória por causar prazer. Um
chá amargo também fica na memória pela "dor" que causa. Lembro-me de
um delicioso suco de laranja que tomei em criança, após uma febre forte. Foi
a bebida que me causou maior prazer, nunca esqueci (ainda bem que valia
suco!). Creio que fica na memória qualquer bebida associada a um grande
prazer ou a uma grande dor.

6ª) Moda (ou a falta dela ou se ela existe mesmo): Em Comunicação, estudei
o assunto. A moda era considerada uma forma de opressão. Ritmo Exterior, a
aparência. Assunto também ligado ao prazer e à dor. Há quem sinta prazer em
seguir a moda, ou dor por não poder segui-la. Como conheço o assunto pelo
seu lado avesso, procuro não ser subjugada pela moda. Isso não quer dizer
apenas não segui-la à risca, mas, principalmente, não sofrer por não segui-la.
A moda existe mesmo. É escravo dela quem quer. Quem não pode seguir
a moda e sofre por isso é igualmente escravo da moda.

7ª) O futuro da geração atual: Tema voltado para o Exterior, no Tempo.
Ainda a ligação com o prazer e a dor. Será que a geração vai sofrer ou não?
O que a espera? Incerteza. Incerteza gera dor. Parece que é uma geração
sacrificada: menos opções de trabalho, menos espaço, doenças assustadoras,
o consumismo agindo sobre cada jovem (sobre todos!). Eu disse "parece"
porque tudo é movimento, evolução. Quando eu era criança, os mais velhos
ficavam preocupados conosco. Sobrevivemos (cada qual sabe a que preço!).
Assim também a nova geração e as outras sobreviverão (só elas sabendo o
preço que vão pagar). Espero que não sofram muito.
Unamos nossos pensamentos para que haja menos sofrimento entre
todos. Que a Alegria e o Amor sejam vitoriosos nos dias próximos e futuros.
Irradiemos nossas energias para que assim seja.

8ª) No jogo de War, quem vai ter mais pecinhas no final: Brasil, China
ou Índia? Não conheço o jogo, mas os que lêem meus textos sabem minha
opinião sobre jogos: defendo sempre o empate. Assim, espero que terminem
o jogo com número igual de pecinhas. Que eles empatem e sejam solidários
uns com os outros (viverei repetindo isso).

9ª) Bunda, um produto nacional?
10ª) Jeitinho, um produto nacional? Os dois assuntos falam sobre produto
nacional, juntei-os. Ambos no ritmo Exterior (aparência, ação). Ainda o prazer
e a dor. Alguém deve sentir muito prazer em promover esses produtos. Eu
sinto muita dor ao ver nosso país tão grande, tão rico, ser associado a esses
"produtos". No que diz respeito às "bundas", elas estão completamente
subjugadas pela moda (já notaram como todas as que aparecem são iguais?).
Quanto ao "jeitinho", penso que está em baixa, já era hora.

11ª) Tudo que é bom é ilegal, imoral ou engorda? Ritmo Interior (sentimentos).
Presentes o prazer e a dor. O prazer de saborear um prato delicioso e a dor de
ver que engordou e ficou fora de moda (olhem a moda!). Quem disse que todos
temos que ser magros, esqueléticos? Isso é moda, gente! Submete-se à moda
quem quer. Quanto ao ilegal e imoral, eles estão ligados à ordem social de cada
cultura (o que é imoral numa cultura não o é em outra, o que é ilegal aqui pode
não ser em outro lugar).
Se cada um, independentemente de sua cultura, respeitar o outro na mesma
medida em que deve ser respeitado, não haverá mais ilegalidade ou imoralidade,
estando gordos ou não.

12ª) Ter é ser ou ser é ter? Ritmo Interior para "ser" e Exterior
para "ter". Ainda o prazer e a dor. Há quem sinta prazer em ter ou em ser.
Há quem sinta dor por não ser ou não ter. É claro que ter não é ser e ser
não é ter. Mas ser, ter e parecer são fonte de muito prazer e de muita dor
para quem não tem um mínimo de conhecimento de si mesmo e do outro.
Quem finge ser o que não é, ou finge ter o que não tem, quem apenas
"parece", está traindo (olhem a traição aí!) os outros e a si mesmo.
Entretanto, por mais que nos esforcemos, vamos parecer sempre aos outros
o que, na verdade, não somos, porque cada um tem sua maneira de agir,
de perceber. Sejamos autênticos, procuremos respeitar os outros e a nós
mesmos, sejamos solidários na medida do possível. Só assim teremos o
essencial (sem ser vítimas do consumismo), seremos o que realmente somos
(o que não nos impede de tentar sermos melhores a cada dia).
E não nos preocupemos com o que parecemos, com o que os outros pensam.
Mais importante é o que nossa própria consciência nos diz.

13ª) Mulher, bicho de 7 ou 17 cabeças? Ritmo Exterior (como a mulher
aparece). Prazer e dor. O prazer de querer conhecer o outro (mulher). A dor de
não podermos, de fato, conhecê-lo. Porque só conheceríamos de fato o outro
(homem ou mulher) se pudéssemos ser esse outro, o que é impossível.
No máximo, temos a empatia, capacidade maior ou menor de nos colocarmos
no lugar do outro. Quanto maior a capacidade de empatia, maior a possibilidade
de conhecer o outro. (Observo que há pessoas totalmente incapazes de se colocar
no lugar do outro, lamento!).
Mas é preciso tentar conhecer a si mesmo também, repito.
Quantas falhas nossas projetamos no outro!
Daí surgem as simpatias e as antipatias.
Vamos esquecer as 7 ou 17 cabeças, não olhemos o outro como bichos.
Que tal encararmos os outros (homens e mulheres) como seres que
sentem exatamente como nós, tanto os prazeres como as dores?
Nisso não há diferença entre os sexos.

14ª) Tecnologia como meio de nos transformarmos em mórbidos:
Ritmo Exterior. O prazer que a tecnologia nos traz. A dor daquilo que ela
nos tira. É como a moda. Só se escraviza à tecnologia quem quer.
A tecnologia deve estar a nosso serviço e não nós a serviço dela.
Cabe a cada um conhecer seus limites. Noto que, atualmente,
estamos valorizando demais a tecnologia. Não acho que isso seja bom.
Vou mais longe: é possível que tenhamos problemas no futuro
(já estamos tendo!).

15ª) Combustão espontânea: (A palavra "espontânea" é escrita com "s",
embora muitos não resistam e a escrevam com "x"). Não tenho conhecimento
para desenvolver esse assunto. Já li a respeito, mas muito pouco. Ouso emitir
apenas uma opinião: Soa-me mal esse "espontânea", deve haver uma causa,
ainda que desconhecida, para que a combustão (queima) ocorra. Mesmo sem
conhecer bem, vejo que o ritmo é Interior ou Exterior (dependendo daquilo
que está queimando). O prazer e a dor também podem ser encontrados aqui.

16ª) Nossos instintos ocultos: Começamos com extraterrestres
(Exterior no espaço) e voltamos para nosso íntimo (nossos instintos),
Interior. Ainda o prazer e a dor, tema predominante.
Por que "instintos ocultos"?
Não seriam "instintos básicos"? Questão de palavras. O que importa são
os instintos, que também são fonte de prazer e dor dependendo da forma
como lidamos com eles. Eles pertencem ao nosso "eu-animal", isso deve
ser encarado com naturalidade. Só que, além do "eu-animal", temos nosso
"eu-superior" (nosso psiquismo, espírito, alma, não importa o nome). O que
importa é que compreendamos em nós essa dualidade (animal/psíquico).
Aceitemos sem culpa nosso lado animal, mas valorizemos nosso eu-superior,
impregnando-o de Amor, Fraternidade, Dignidade.
Que nosso eu-animal não nos faça sofrer nem prejudique ninguém.
Que nossos maiores prazeres venham, cada vez mais, do nosso eu-superior.
É preciso treinar sempre, não é fácil.
É esse o jogo do qual eu gosto: Tentar sempre o aprimoramento pessoal,
cada um cuidando do que melhor há em si e ajudando o outro a fazer o mesmo.

Agora, agradecendo, passo a palavra ao autor das sugestões
e a todos os visitantes. Está aberto nosso debate.


Até terça-feira, à noite.

(Em 24/04/04).

Cochichado pela Bisbilhoteira on 17:27 | *
Comments:

Terça-feira, Abril 20, 2004


TEXTO: 149.

D E S A F I O

( "MÃO DUPLA" ! )

Tenho gostado muito dos comentários que fazem aqui.
Suas palavras complementam o que escrevo.

Hoje, coloco um desafio para mim e para vocês.
Encaremos como brincadeira, sendo que, a meu ver,
a brincadeira só é boa quando levada a sério:

Há algum assunto que gostariam de ver escrito aqui,
para, depois, ser comentado por todos?
Até agora, tenho escrito o que me dá vontade.
Mas vocês que me visitam, o que gostariam de ler?
(Aproveito para pedir desculpas por ainda não ter
colocado em dia minhas visitas, eu é que saio perdendo).

Fiquem à vontade. Se não quiserem sugerir nada,
continuarei com meus assuntos (isso é o que não me falta!).

Não vale pedir para eu escrever sobre pessoas conhecidas,
sobre política ou religião, sobre violência (pelo menos aqui,
deixemos a violência de lado). Também não valem assuntos
técnicos dos quais eu, com toda certeza, não terei conhecimento.

Eis algumas sugestões para as suas sugestões (gostaram?):
1) Títulos incomuns ou extravagantes.
2) Situações gerais para ver como vou opinar ( e para ver como
serão os comentários).
3) Problemas que tenham vivido ou tenham visto alguém viver (sem
identificação de nomes, claro).
4) Situações conflitantes ou engraçadas.
5) Outros.

Não tenho a pretensão de descobrir verdades ou desenvolver tratados.
Será apenas minha opinião aguardando as suas opiniões.

Aceitam?

Até sábado, à noite.
(Talvez já com um assunto sugerido).

(Em 20/04/04).

Cochichado pela Bisbilhoteira on 20:07 | *
Comments:

Sábado, Abril 17, 2004


TEXTO: 148.

I D O S O S ...

( À MODA ANTIGA ou MODERNOS ? )

Todo o meu respeito aos que estudam e trabalham a sério
com idosos. Mas venho notando um certo exagero do tema.
A todo momento, é um debate sobre como o idoso pode
viver melhor, são depoimentos, notícias, entrevistas.
Quando ligo a TV, a primeira palavra que ouço é "idosos".
Confesso que já não agüento tanta preocupação pelo
bem-estar dos nossos velhinhos (principalmente daqueles
que pertencem a uma fatia cada vez maior de idosos
que podem consumir, e que já se cuidam de uma forma
ou de outra).

Sempre convivi com idosos. Desde bebê até 4 anos,
eu e meus pais morávamos com meus avós paternos,
casas separadas por uma enorme varanda comum.
Meus avós, nessa época, ainda não eram idosos,
mas abrigavam em sua casa a Comadre Laurinda,
as crianças a chamavam de "Vovó Velha" em oposição
à Vovó, mãe de papai, que ainda não era velha. Ela não
se aborrecia, era tratada com respeito e consideração
por todos. Vivia a maior parte do tempo sentada em
sua cadeira, arrastava-se para lá e para cá quando
levantava, era ajudada a subir e descer degraus,
conversava com as crianças, descascava legumes.
Morreu quando eu estava por volta dos meus 6 anos
e já não morávamos mais lá. Teve seu enterro digno,
saindo de casa, como era o costume da época.

Há mais de 20 anos, funciona aqui, ao lado de casa,
um asilo para idosos. "Asilo" não! Fiquei sabendo
que não pode ter esse nome. Tem que ser "Lar",
"Casa" ou semelhante. No começo, foi difícil
acordar de manhã ouvindo gemidos de dor,
ou a velhinha que xingava todo mundo (isso é uma
doença da idade, tem nome e tudo), ou o outro
que vivia chamando a polícia (na primeira vez,
cheguei a ligar para lá, disseram-me que era assim
mesmo, estava tudo normal). Durante muito tempo,
tivemos nossos dias entremeados por chamados
de "Polícia!". Tudo normal...

Susto levamos quando um idoso resolveu pular o muro
e caiu aqui sobre um canteiro de plantas. Felizmente,
apesar da barulheira, ele não se machucou e voltou
altivamente, saindo pelo portão da frente sem entender
muito bem o que estava acontecendo. Até levantarem
o muro, sempre ficávamos procurando se havia algum
idoso perdido no meio das plantas, ao correr do muro.

Com a vinda do asilo, não pude mais cantar tomando
banho, o que sempre fiz desde criança, principalmente
depois que comecei a estudar Canto. Cada banho era
também um período de estudos de colocação de voz,
ver se as músicas já estavam memorizadas. As pessoas
aqui já estavam acostumadas com isso, às vezes ficavam
até na porta do banheiro ouvindo, já que fora dele eu
não cantava e ficavam todos curiosos, principalmente
antes de apresentações públicas, quando eu repassava
o repertório. Eu nem parava com o chuveiro aberto,
já tinha um jeito de não entrar água na boca aberta.
Mas, durante um banho em que me fui empolgando,
ouço um sonoro e alto "Cala a Boca!". Choque! Percebi
que era madrugada, os velhinhos precisavam dormir.
Nunca mais cantei no banho. Nunca mais ninguém me
ouviu cantar aqui em casa.

Esses são velhinhos à moda antiga.
Para começar, segundo um estudo divulgado recentemente
pela TV, nos países desenvolvidos são considerados idosos
os que já passaram dos 65 anos. Nos países em desenvolvimento,
como o nosso, são idosos os que já completaram 60. Não vejo
grande diferença entre 60 e 65 anos, perdoem-me os estudiosos.

A partir dessa idade, como alardeia a TV em vários programas
e canais, os idosos têm que cuidar da alimentação (atenção, baianos,
mineiros, cariocas, nordestinos, nortistas, gaúchos! Nada de exageros!).
Idoso que se preza tem que freqüentar a hidroginástica, mesmo que nunca
tenha sido freqüentador de praia ou piscina, mesmo que sua única
atividade aquática tenha sido o chuveiro. Sem esquecer da caminhada!
Não com esse seu sapato confortável, caminhada com tênis adequado.
E não pode faltar aos bailes, dançar faz muito bem e, pelo que dizem,
há um baile em cada esquina, é só escolher. De preferência com seu
grupo de lazer, que idoso moderno não fica sozinho, tem sua turma.
Para a memória, não esquecer jamais de fazer palavras cruzadas ou cálculos
com números. Uma das sugestões que ouvi (num dos inúmeros programas de
TV) foi somar placas de automóvel - isso num engarrafamento põe qualquer
memória nos eixos. O idoso moderno poderá lembrar, então, com saudade,
como era boa aquela sonequinha depois do almoço, aos domingos, quando
era jovem... (Eu nem falei das maravilhas do sexo na "terceira idade",
dizem que não muda nada, fica até melhor).

Imagino que não vêem a hora de se tornarem idosos...
Paciência!
Os prazeres esperarão por todos...

Até terça-feira, à noite.

(Em 17/04/04).

Cochichado pela Bisbilhoteira on 10:33 | *
Comments:

Terça-feira, Abril 13, 2004


TEXTO: 147.

JOGO DE XADREZ

( REIS E PEÕES. ADVERSÁRIOS... )

Num jogo de xadrez, lá está, imponente,
o REI, ao lado de sua RAINHA.
BISPOS, CAVALOS e PEÕES
nos seus devidos lugares,
movendo-se segundo caminha o jogo.
Eis que tombam as TORRES
e muitos PEÕES também.

Segue o jogo.
O outro REI, adversário, tomba.
O jogo deveria acabar,
mas continuam a jogar...

Bom se esse jogo parasse
e as pedras fossem guardadas,
observando-se o Provérbio Italiano:
"Ao término do jogo, o rei e o peão
voltam para a mesma caixa."


Acrescento: Todas as peças, adversárias ou não,
voltam para a mesma caixa ao término do jogo,
e, lá dentro, ficam igualmente inertes.

Você joga xadrez?

Até sábado.

(Em 13/04/04)).

Cochichado pela Bisbilhoteira on 19:58 | *
Comments:

Sábado, Abril 10, 2004


TEXTO: 146.

FELIZ PÁSCOA ?

( ASSIM CAMINHAMOS... )

Ainda outro dia trocávamos:
- Feliz Natal! Feliz Ano Novo!
Na correria habitual dos finais de ano.

Em seguida: Carnaval!
Uma grande parte se fantasia.
Outra grande parte aprecia.

Chegamos à Semana Santa:
-Feliz Páscoa! Todos repetem...
Será que sabem mesmo o que é Páscoa?
(Já falei aqui sobre Páscoa no texto 132).

Talvez muitos pensem que Páscoa feliz
seja ganhar ovos de chocolate
e ficam infelizes quando não os ganham.
Mesmo assim, vão repetindo a esmo:
-Feliz Páscoa! (Para não destoar do coro geral).

Enquanto isso, filmes e encenações realistas
vão martirizando Jesus, mais uma vez,
ensangüentado, surrado, golpes de todo tipo,
até que o pregam na Cruz, novamente...

Em meio aos chocolates dos coelhinhos
e ao sangue derramado pelo Cordeiro de Deus,
já vamos calculando o Imposto de Renda,
dia 30 de abril está chegando:
Impostos a Pagar, Restituições, Isentos...

Após entregarmos as declarações do referido imposto,
Dia das Mães está perto, afinemos o coro para entoarmos
a nova cantilena: - Feliz Dia das Mães!...

Quando é que teremos um dia,
apenas e simplesmente um dia,
para sermos FELIZES?


Até terça-feira, à noite.

Em 10/04/04.

Cochichado pela Bisbilhoteira on 13:33 | *
Comments:

Terça-feira, Abril 06, 2004


TEXTO: 145.

"A L G U É M"...

( ESTOU PROCURANDO )

Procuro "alguém"...

Não "o alguém", ser especial,
que tentamos encontrar na vida.

Nem "aquele alguém", que faz bater mais forte
nosso coração, numa simples troca de olhar.

Tampouco "um alguém",
que seja companheiro e amigo,
nas horas alegres e tristes do nosso caminhar.

Muito menos "alguém" que, por certo,
já passou por mim e eu não soube
aninhá-lo bem.

Procuro o "alguém" que comentou aqui,
ainda em março último, num texto anterior,
dizendo-se apenas "alguém"
e sobre si mais não disse.

Disse apenas que vem sempre aqui
ler estes meus textos longos
e que tinha deletado tudo de seu,
suponho um blog.

Procurei-o entre amigos sumidos,
nada encontrei deletado.

Procuro você, "alguém", que me brindou
com sua visita e seu comentário...

Quem é você? Onde está?

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Em tempo: Fui surpreendida, nos comentários do texto
anterior, ao publicar este "post", com a agradável gentileza que
me fez o "Jornal do Blogueiro". Comunicou-me "mariah1979",
em 05/04/04, às 23:11:42 h. Conheço o blog, cujo endereço
também está aqui, nos comentários do texto anterior. É uma equipe
que não só apresenta um ótimo trabalho, mas está sempre
procurando divulgar blogs que acham bons. Sinto-me honrada
com a escolha. Agradeço, aqui, publicamente. Irei visitá-los
para agradecer. Serão vocês o "alguém" a quem me referi
no texto acima? Muitíssimo grata. Abraços a todos e, em
especial, para mariah (que me transmitiu tão boa notícia).
Que continuem sempre distribuindo gentilezas, é um gesto
muito louvável o de vocês. Têm toda minha admiração.
Com muito carinho, Bisbilhoteira.
PS.:Acabo de acrescentar o "link" do "Jornal do Blogueiro",
ao lado, junto com os endereços dos meus blogs amigos.


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Até sábado.

(Em 6 de abril de 2004).

Cochichado pela Bisbilhoteira on 01:53 | *
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Sábado, Abril 03, 2004


TEXTO: 144.

MECANISMOS. PESSOAS...

( FALHAS )

Não gosto de mecanismos que falham.
O que sempre exigia dos automóveis que tive,
por exemplo, não era a beleza, a cor, o ano;
era que eu conseguisse ligá-los logo na primeira tentativa,
se precisasse uma segunda tentativa... já pensava em conserto;
mantinha pneus novos para não que não furassem,
mantinha o nível do óleo e mais outros cuidados;
que os automóveis me levassem e me trouxessem sem transtorno.
Atualmente, ando de táxi, não tenho mais problemas com automóveis.

Quando o telefone fica mudo ou o cabo da TV cai,
parece que fico sem chão.
Não porque fale muito ao telefone ou veja muito TV,
é que geralmente falham na hora em que preciso deles.
Resultado: Tenho dois telefones celulares
(se um falhar, tenho o outro) e a televisão do meu quarto
não é "a cabo", se o cabo cair na TV principal, posso ver
no quarto (dificilmente esta é ligada, há uma porção de
livros sobre ela, prefiro deixar os livros quietos, só se
for muito importante o programa; ao ver aquele monte
de livros, o programa perde a importância).

Quem lê meus textos aqui há mais tempo
já sabe que tenho muitos objetos em duplicata,
"na reserva": lâmpadas, pilhas, papéis, canetas,
etc., etc., justamente para prevenir.
Convivo mal com faltas e falhas.

O contador de visitas, aqui do blog, esta semana falhou.
Nem sei se já está funcionando, não tenho vindo aqui,
tive outro período de "recolhimento às avessas",
mais calmo, nem por isso menos cansativo.
Não tenho contador de reserva...

Pessoas também falham? E como!
Quando combino algo, gosto que o combinado seja feito.
Eis porque aqui estou, ao final deste sábado,
tentando cumprir minha despedida do último texto.
Também não gosto das falhas nas pessoas,
principalmente quando quem falha sou eu.

Sabem qual é meu programão de amanhã, domingo?
Receber o técnico do computador. Esta minha máquina,
amiga de todas as horas, não está 100% como eu gosto.
Deve estar precisando de uns ajustes... e não tenho
computador de reserva...

Olhem! Que boa idéia! Computador de reserva!
Pena que, para começar... falta-me espaço...

Até terça-feira.

(Em 03/04/04).

Cochichado pela Bisbilhoteira on 21:42 | *
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