Sábado, Abril 24, 2004
TEXTO: 150.
Atendendo sugestões feitas nos comentários do texto 149,
de 20/04/04, por ordem de colocação. Caso queira sugerir agora,
favor dirigir-se aos comentários do texto 149.
O objetivo principal não é o texto que escreverei a partir da sugestão,
mas cada comentário ao assunto tratado, os diferentes pontos de vista de
cada um.
Agradeço muitíssimo aos que já sugeriram e aos que vierem a
sugerir. (Este preâmbulo será repetido em cada texto elaborado a partir
das sugestões feitas nos comentários do Texto 149).
Muitíssimo grata, Bisbilhoteira.
VÁRIOS ASSUNTOS
PRIMEIRA SUGESTÃO
Feita por Louco.
Quem conhece o blog do amigo Louco sabe que seus textos são tão extensos
quanto os meus, ou mais longos. Por isso entendo perfeitamente que ele tenha
feito inúmeras sugestões, refletindo suas possíveis inquietações, expressas, talvez,
no ponto de interrogação existente no título de seu blog: "Louco, eu?".
Ele me deu 16 sugestões, aparentemente diferentes. A meu ver, formam um
todo, como uma composição musical que usa vários tons, passando de um tom
para outro sem perder a unidade melódica nem o ritmo.
O ritmo: a busca do Exterior/Interior/Exterior/Interior...
A unidade melódica: o Prazer e a Dor, mais em evidência numa das sugestões.
Ele começa seu comentário com "hum...Deixe-me ver...". Como se
seu pensamento, à semelhança dos "sites" de busca de nossos
computadores, estivesse aguardando informações, que chegam:
"Vou colocar algumas opções?"
(Novamente o ponto de interrogação: pode refletir sua dúvida em dar
as sugestões, ou simplesmente falha na digitação, já que colocou as
16 sugestões, para mim apenas aparentemente diferentes, repito).
Vamos aos comentários das 16 sugestões (tentarei escrever pouco, é difícil...):
1ª) Vida extraterrestre:Tema amplo, não delimitado, como amplo e ilimitado
é o Universo. Ritmo exterior. Exterior a nós, ao nosso planeta. Suponho que
ele queira saber se eu acredito em vida extraterrestre. Direi simplesmente que
é inútil ficarmos discutindo se acreditamos ou não nisso ou naquilo. O que
existe ou não existe continuará existindo ou não independentemente do que
acreditamos. Já se acreditou que a Terra era plana, que o Sol girava em torno
da Terra, isso não mudou o que a ciência veio a comprovar depois. O que
comprovará a ciência mais adiante? Acompanho as declarações de todos,
busco dados, mas sou uma pessoa difícil de ser convencida, sou movida
por dúvidas, estou atenta. Mas não tenho certezas. Dizem que já há
extraterrestres entre nós (fantasio, até, que eu possa ser um deles,
pelo tanto que me sinto estrangeira neste mundo... "Louca, eu?"...).
2ª) Prazer com dor: Diretamente da vida extraterrestre (Exterior)
para o âmago do indivíduo (Interior), corporal ou psíquico. O ponto
de ligação ainda é o "eu-no-mundo", sofrendo influências externas e
internas. De uma forma cômoda, eu poderia interpretar esse "prazer
com dor" como Sadismo, Masoquismo ou Sadomasoquismo ( vistos
em qualquer dicionário). Lembro-me do escritor brasileiro Nélson
Rodrigues, defensor da tese de que "mulher gosta de apanhar", tese
que a mim não se aplica, gosto mesmo é de carinho. Tenho dificuldade
para suportar as dores físicas (já tive dor de dente, cálculo renal, hérnia
na coluna vertebral e outras dores, não me acostumo).
Vou aprofundar o assunto para o campo psíquico, espiritual ou
que outro nome tenha: Se você se sacrifica, espontaneamente, por
alguém de quem gosta, a dor desse sacrifício torna-se prazer, vendo a
felicidade do outro decorrente do seu sacrifício (sua "dor"). É o caso de
muitas mães e pais que se sacrificam pela felicidade de seus filhos, irmãos
que se sacrificam por irmãos, pessoas caridosas que se dedicam a uma causa
nobre que vai favorecer alguém. Somente nesse caso eu aceito, e até admiro,
o "prazer com dor". Nos outros casos, não conte comigo, causou-me dor,
saio. Mas não julgo ninguém. Cada um deve ser responsável por si mesmo.
3º) Amor verdadeiro, único amor: Amor, sentimento (Interior). Também
ligado ao prazer e à dor (o prazer de amar e ser amado; a dor de não amar
nem sentir-se amado). A palavra anda tão vulgarizada que é preciso vir
acompanhada de "verdadeiro", o que é um absurdo: se não é verdadeiro,
não é amor. Quanto à "único amor" ... Não! O Amor, a meu ver, tem tipos
(familiar, romântico). O Amor é único (mesma raiz), mas não temos um único
amor. Não me atrevo a prosseguir sabendo que, atrás de mim, na estante, há
vários livros falando do Amor. Não conseguiria resumi-los aqui, nem de longe!
Encerro com a frase dita por Violeta, na ópera de Verdi, La Traviata, 1º ato:
"Ó alegria que não conheci: Ser amada, amando!" (Antes de viver seu grande
amor).
4º) Traição: Parece outro assunto? Não é. Seria o prolongamento da discussão
de "único amor", por exemplo. Interior. Tema ligado também ao prazer e à dor.
Para mim, a traição não está no fato, está em esconder, omitir, mentir sobre
esse fato, seja na vida amorosa ou em outras situações. Para mim, nada pior
do que ser enganada, isto é, esconderem de mim a verdade, mesmo para a
minha felicidade, o famigerado "meu bem" ("Fiz aquilo para o seu bem!").
Que me digam a verdade, sempre.
Dizem que existem "mentiras piedosas", só em último caso.
A traição causa enorme dor psíquica.
5ª) Bebidas que ficam na memória (vale até suco): Ainda o prazer e a dor.
Ritmo Interior. Uma deliciosa bebida fica na memória por causar prazer. Um
chá amargo também fica na memória pela "dor" que causa. Lembro-me de
um delicioso suco de laranja que tomei em criança, após uma febre forte. Foi
a bebida que me causou maior prazer, nunca esqueci (ainda bem que valia
suco!). Creio que fica na memória qualquer bebida associada a um grande
prazer ou a uma grande dor.
6ª) Moda (ou a falta dela ou se ela existe mesmo): Em Comunicação, estudei
o assunto. A moda era considerada uma forma de opressão. Ritmo Exterior, a
aparência. Assunto também ligado ao prazer e à dor. Há quem sinta prazer em
seguir a moda, ou dor por não poder segui-la. Como conheço o assunto pelo
seu lado avesso, procuro não ser subjugada pela moda. Isso não quer dizer
apenas não segui-la à risca, mas, principalmente, não sofrer por não segui-la.
A moda existe mesmo. É escravo dela quem quer. Quem não pode seguir
a moda e sofre por isso é igualmente escravo da moda.
7ª) O futuro da geração atual: Tema voltado para o Exterior, no Tempo.
Ainda a ligação com o prazer e a dor. Será que a geração vai sofrer ou não?
O que a espera? Incerteza. Incerteza gera dor. Parece que é uma geração
sacrificada: menos opções de trabalho, menos espaço, doenças assustadoras,
o consumismo agindo sobre cada jovem (sobre todos!). Eu disse "parece"
porque tudo é movimento, evolução. Quando eu era criança, os mais velhos
ficavam preocupados conosco. Sobrevivemos (cada qual sabe a que preço!).
Assim também a nova geração e as outras sobreviverão (só elas sabendo o
preço que vão pagar). Espero que não sofram muito.
Unamos nossos pensamentos para que haja menos sofrimento entre
todos. Que a Alegria e o Amor sejam vitoriosos nos dias próximos e futuros.
Irradiemos nossas energias para que assim seja.
8ª) No jogo de War, quem vai ter mais pecinhas no final: Brasil, China
ou Índia? Não conheço o jogo, mas os que lêem meus textos sabem minha
opinião sobre jogos: defendo sempre o empate. Assim, espero que terminem
o jogo com número igual de pecinhas. Que eles empatem e sejam solidários
uns com os outros (viverei repetindo isso).
9ª) Bunda, um produto nacional?
10ª) Jeitinho, um produto nacional? Os dois assuntos falam sobre produto
nacional, juntei-os. Ambos no ritmo Exterior (aparência, ação). Ainda o prazer
e a dor. Alguém deve sentir muito prazer em promover esses produtos. Eu
sinto muita dor ao ver nosso país tão grande, tão rico, ser associado a esses
"produtos". No que diz respeito às "bundas", elas estão completamente
subjugadas pela moda (já notaram como todas as que aparecem são iguais?).
Quanto ao "jeitinho", penso que está em baixa, já era hora.
11ª) Tudo que é bom é ilegal, imoral ou engorda? Ritmo Interior (sentimentos).
Presentes o prazer e a dor. O prazer de saborear um prato delicioso e a dor de
ver que engordou e ficou fora de moda (olhem a moda!). Quem disse que todos
temos que ser magros, esqueléticos? Isso é moda, gente! Submete-se à moda
quem quer. Quanto ao ilegal e imoral, eles estão ligados à ordem social de cada
cultura (o que é imoral numa cultura não o é em outra, o que é ilegal aqui pode
não ser em outro lugar).
Se cada um, independentemente de sua cultura, respeitar o outro na mesma
medida em que deve ser respeitado, não haverá mais ilegalidade ou imoralidade,
estando gordos ou não.
12ª) Ter é ser ou ser é ter? Ritmo Interior para "ser" e Exterior
para "ter". Ainda o prazer e a dor. Há quem sinta prazer em ter ou em ser.
Há quem sinta dor por não ser ou não ter. É claro que ter não é ser e ser
não é ter. Mas ser, ter e parecer são fonte de muito prazer e de muita dor
para quem não tem um mínimo de conhecimento de si mesmo e do outro.
Quem finge ser o que não é, ou finge ter o que não tem, quem apenas
"parece", está traindo (olhem a traição aí!) os outros e a si mesmo.
Entretanto, por mais que nos esforcemos, vamos parecer sempre aos outros
o que, na verdade, não somos, porque cada um tem sua maneira de agir,
de perceber. Sejamos autênticos, procuremos respeitar os outros e a nós
mesmos, sejamos solidários na medida do possível. Só assim teremos o
essencial (sem ser vítimas do consumismo), seremos o que realmente somos
(o que não nos impede de tentar sermos melhores a cada dia).
E não nos preocupemos com o que parecemos, com o que os outros pensam.
Mais importante é o que nossa própria consciência nos diz.
13ª) Mulher, bicho de 7 ou 17 cabeças? Ritmo Exterior (como a mulher
aparece). Prazer e dor. O prazer de querer conhecer o outro (mulher). A dor de
não podermos, de fato, conhecê-lo. Porque só conheceríamos de fato o outro
(homem ou mulher) se pudéssemos ser esse outro, o que é impossível.
No máximo, temos a empatia, capacidade maior ou menor de nos colocarmos
no lugar do outro. Quanto maior a capacidade de empatia, maior a possibilidade
de conhecer o outro. (Observo que há pessoas totalmente incapazes de se colocar
no lugar do outro, lamento!).
Mas é preciso tentar conhecer a si mesmo também, repito.
Quantas falhas nossas projetamos no outro!
Daí surgem as simpatias e as antipatias.
Vamos esquecer as 7 ou 17 cabeças, não olhemos o outro como bichos.
Que tal encararmos os outros (homens e mulheres) como seres que
sentem exatamente como nós, tanto os prazeres como as dores?
Nisso não há diferença entre os sexos.
14ª) Tecnologia como meio de nos transformarmos em mórbidos:
Ritmo Exterior. O prazer que a tecnologia nos traz. A dor daquilo que ela
nos tira. É como a moda. Só se escraviza à tecnologia quem quer.
A tecnologia deve estar a nosso serviço e não nós a serviço dela.
Cabe a cada um conhecer seus limites. Noto que, atualmente,
estamos valorizando demais a tecnologia. Não acho que isso seja bom.
Vou mais longe: é possível que tenhamos problemas no futuro
(já estamos tendo!).
15ª) Combustão espontânea: (A palavra "espontânea" é escrita com "s",
embora muitos não resistam e a escrevam com "x"). Não tenho conhecimento
para desenvolver esse assunto. Já li a respeito, mas muito pouco. Ouso emitir
apenas uma opinião: Soa-me mal esse "espontânea", deve haver uma causa,
ainda que desconhecida, para que a combustão (queima) ocorra. Mesmo sem
conhecer bem, vejo que o ritmo é Interior ou Exterior (dependendo daquilo
que está queimando). O prazer e a dor também podem ser encontrados aqui.
16ª) Nossos instintos ocultos: Começamos com extraterrestres
(Exterior no espaço) e voltamos para nosso íntimo (nossos instintos),
Interior. Ainda o prazer e a dor, tema predominante.
Por que "instintos ocultos"?
Não seriam "instintos básicos"? Questão de palavras. O que importa são
os instintos, que também são fonte de prazer e dor dependendo da forma
como lidamos com eles. Eles pertencem ao nosso "eu-animal", isso deve
ser encarado com naturalidade. Só que, além do "eu-animal", temos nosso
"eu-superior" (nosso psiquismo, espírito, alma, não importa o nome). O que
importa é que compreendamos em nós essa dualidade (animal/psíquico).
Aceitemos sem culpa nosso lado animal, mas valorizemos nosso eu-superior,
impregnando-o de Amor, Fraternidade, Dignidade.
Que nosso eu-animal não nos faça sofrer nem prejudique ninguém.
Que nossos maiores prazeres venham, cada vez mais, do nosso eu-superior.
É preciso treinar sempre, não é fácil.
É esse o jogo do qual eu gosto: Tentar sempre o aprimoramento pessoal,
cada um cuidando do que melhor há em si e ajudando o outro a fazer o mesmo.
Agora, agradecendo, passo a palavra ao autor das sugestões
e a todos os visitantes. Está aberto nosso debate.
Até terça-feira, à noite.
(Em 24/04/04).
Cochichado pela Bisbilhoteira on 17:27 | *
Sábado, Abril 17, 2004
TEXTO: 148.
I D O S O S ...
( À MODA ANTIGA ou MODERNOS ? )
Todo o meu respeito aos que estudam e trabalham a sério
com idosos. Mas venho notando um certo exagero do tema.
A todo momento, é um debate sobre como o idoso pode
viver melhor, são depoimentos, notícias, entrevistas.
Quando ligo a TV, a primeira palavra que ouço é "idosos".
Confesso que já não agüento tanta preocupação pelo
bem-estar dos nossos velhinhos (principalmente daqueles
que pertencem a uma fatia cada vez maior de idosos
que podem consumir, e que já se cuidam de uma forma
ou de outra).
Sempre convivi com idosos. Desde bebê até 4 anos,
eu e meus pais morávamos com meus avós paternos,
casas separadas por uma enorme varanda comum.
Meus avós, nessa época, ainda não eram idosos,
mas abrigavam em sua casa a Comadre Laurinda,
as crianças a chamavam de "Vovó Velha" em oposição
à Vovó, mãe de papai, que ainda não era velha. Ela não
se aborrecia, era tratada com respeito e consideração
por todos. Vivia a maior parte do tempo sentada em
sua cadeira, arrastava-se para lá e para cá quando
levantava, era ajudada a subir e descer degraus,
conversava com as crianças, descascava legumes.
Morreu quando eu estava por volta dos meus 6 anos
e já não morávamos mais lá. Teve seu enterro digno,
saindo de casa, como era o costume da época.
Há mais de 20 anos, funciona aqui, ao lado de casa,
um asilo para idosos. "Asilo" não! Fiquei sabendo
que não pode ter esse nome. Tem que ser "Lar",
"Casa" ou semelhante. No começo, foi difícil
acordar de manhã ouvindo gemidos de dor,
ou a velhinha que xingava todo mundo (isso é uma
doença da idade, tem nome e tudo), ou o outro
que vivia chamando a polícia (na primeira vez,
cheguei a ligar para lá, disseram-me que era assim
mesmo, estava tudo normal). Durante muito tempo,
tivemos nossos dias entremeados por chamados
de "Polícia!". Tudo normal...
Susto levamos quando um idoso resolveu pular o muro
e caiu aqui sobre um canteiro de plantas. Felizmente,
apesar da barulheira, ele não se machucou e voltou
altivamente, saindo pelo portão da frente sem entender
muito bem o que estava acontecendo. Até levantarem
o muro, sempre ficávamos procurando se havia algum
idoso perdido no meio das plantas, ao correr do muro.
Com a vinda do asilo, não pude mais cantar tomando
banho, o que sempre fiz desde criança, principalmente
depois que comecei a estudar Canto. Cada banho era
também um período de estudos de colocação de voz,
ver se as músicas já estavam memorizadas. As pessoas
aqui já estavam acostumadas com isso, às vezes ficavam
até na porta do banheiro ouvindo, já que fora dele eu
não cantava e ficavam todos curiosos, principalmente
antes de apresentações públicas, quando eu repassava
o repertório. Eu nem parava com o chuveiro aberto,
já tinha um jeito de não entrar água na boca aberta.
Mas, durante um banho em que me fui empolgando,
ouço um sonoro e alto "Cala a Boca!". Choque! Percebi
que era madrugada, os velhinhos precisavam dormir.
Nunca mais cantei no banho. Nunca mais ninguém me
ouviu cantar aqui em casa.
Esses são velhinhos à moda antiga.
Para começar, segundo um estudo divulgado recentemente
pela TV, nos países desenvolvidos são considerados idosos
os que já passaram dos 65 anos. Nos países em desenvolvimento,
como o nosso, são idosos os que já completaram 60. Não vejo
grande diferença entre 60 e 65 anos, perdoem-me os estudiosos.
A partir dessa idade, como alardeia a TV em vários programas
e canais, os idosos têm que cuidar da alimentação (atenção, baianos,
mineiros, cariocas, nordestinos, nortistas, gaúchos! Nada de exageros!).
Idoso que se preza tem que freqüentar a hidroginástica, mesmo que nunca
tenha sido freqüentador de praia ou piscina, mesmo que sua única
atividade aquática tenha sido o chuveiro. Sem esquecer da caminhada!
Não com esse seu sapato confortável, caminhada com tênis adequado.
E não pode faltar aos bailes, dançar faz muito bem e, pelo que dizem,
há um baile em cada esquina, é só escolher. De preferência com seu
grupo de lazer, que idoso moderno não fica sozinho, tem sua turma.
Para a memória, não esquecer jamais de fazer palavras cruzadas ou cálculos
com números. Uma das sugestões que ouvi (num dos inúmeros programas de
TV) foi somar placas de automóvel - isso num engarrafamento põe qualquer
memória nos eixos. O idoso moderno poderá lembrar, então, com saudade,
como era boa aquela sonequinha depois do almoço, aos domingos, quando
era jovem... (Eu nem falei das maravilhas do sexo na "terceira idade",
dizem que não muda nada, fica até melhor).
Imagino que não vêem a hora de se tornarem idosos...
Paciência!
Os prazeres esperarão por todos...
Até terça-feira, à noite.
(Em 17/04/04).
Cochichado pela Bisbilhoteira on 10:33 | *
Sábado, Abril 03, 2004
TEXTO: 144.
MECANISMOS. PESSOAS...
( FALHAS )
Não gosto de mecanismos que falham.
O que sempre exigia dos automóveis que tive,
por exemplo, não era a beleza, a cor, o ano;
era que eu conseguisse ligá-los logo na primeira tentativa,
se precisasse uma segunda tentativa... já pensava em conserto;
mantinha pneus novos para não que não furassem,
mantinha o nível do óleo e mais outros cuidados;
que os automóveis me levassem e me trouxessem sem transtorno.
Atualmente, ando de táxi, não tenho mais problemas com automóveis.
Quando o telefone fica mudo ou o cabo da TV cai,
parece que fico sem chão.
Não porque fale muito ao telefone ou veja muito TV,
é que geralmente falham na hora em que preciso deles.
Resultado: Tenho dois telefones celulares
(se um falhar, tenho o outro) e a televisão do meu quarto
não é "a cabo", se o cabo cair na TV principal, posso ver
no quarto (dificilmente esta é ligada, há uma porção de
livros sobre ela, prefiro deixar os livros quietos, só se
for muito importante o programa; ao ver aquele monte
de livros, o programa perde a importância).
Quem lê meus textos aqui há mais tempo
já sabe que tenho muitos objetos em duplicata,
"na reserva": lâmpadas, pilhas, papéis, canetas,
etc., etc., justamente para prevenir.
Convivo mal com faltas e falhas.
O contador de visitas, aqui do blog, esta semana falhou.
Nem sei se já está funcionando, não tenho vindo aqui,
tive outro período de "recolhimento às avessas",
mais calmo, nem por isso menos cansativo.
Não tenho contador de reserva...
Pessoas também falham? E como!
Quando combino algo, gosto que o combinado seja feito.
Eis porque aqui estou, ao final deste sábado,
tentando cumprir minha despedida do último texto.
Também não gosto das falhas nas pessoas,
principalmente quando quem falha sou eu.
Sabem qual é meu programão de amanhã, domingo?
Receber o técnico do computador. Esta minha máquina,
amiga de todas as horas, não está 100% como eu gosto.
Deve estar precisando de uns ajustes... e não tenho
computador de reserva...
Olhem! Que boa idéia! Computador de reserva!
Pena que, para começar... falta-me espaço...
Até terça-feira.
(Em 03/04/04).
Cochichado pela Bisbilhoteira on 21:42 | *