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Bisbilhoteira de Plantão

Um pouco de tudo... haja assunto

Sexta-feira, Novembro 28, 2003


TEXTO: 104.

PEQUENO CONTO DE NATAL

( JÁ É QUASE NATAL! )

Chamava-se Maria, como a mãe de Jesus.
Era véspera de Natal. A casa impecavelmente arrumada,
um cheiro gostoso vindo da cozinha. Foi bom ter assistido
diariamente àquele programa de TV sobre culinária porque,
este ano, os pratos estavam mais bonitos e, certamente, bem
mais gostosos! Muito mais gostosos!

Uma coisa não mudou: sua solidão.

Seus filhos já criados, com suas famílias, estavam numa cidade
longe, em outro país. Insistiam para que ela fosse ficar com eles,
mas não queria perturbar. A nora e o genro foram sempre tão
gentis! Quem sabe se o segredo desse carinho era justamente a
distância?

Sentou-se em sua cadeira confortável, na salinha ao lado da sala
de jantar (onde a mesa enorme parecia dormir cercada de cadeiras
vigilantes. Que dormisse!). Cozinhara o dia todo, por prazer, talvez
para relembrar outros natais ali mesmo, barulhentos, felizes. Não
iria arrumar mesa só para ela. Esperaria a meia-noite, ali, diante do
presépio cuidadosamente armado. Ainda faltavam algumas horas.
Queria estar em silêncio.

Olhou as fotografias colocadas nos lindos porta-retratos. Eram muitas!
Sua vida estava cristalizada ali, naquelas molduras, naqueles sorrisos
parados.

Nos últimos anos, seus filhos sempre lhe mandavam presentes pelo
correio, cartões, e telefonavam também. Já tinham telefonado à tarde,
os netos gritando beijos, agitados. Os presentes tinham chegado pela
manhã, não abrira, talvez abrisse todos à meia-noite, faltava bastante,
tinha tempo.

Já tinha telefonado e recebido os telefonemas de sempre.
A cada ano era menor o número de telefonemas e maior o volume
de recordações.

Levantou-se. Olhou a rua pela janela. Pessoas passando, alegres,
apressadas. Algumas casas com iluminação colorida, aquelas luzes
piscando...

Voltou a sentar-se. Esticou-se bem.
Fechou os olhos para ver melhor as lembranças.
Como era bom lembrar dos filhos pequenos! A
pele macia, os olhinhos brilhantes, seus risos,
as ciumadas, tudo resolvido com uma conversa
e boas gargalhadas depois. Foi cansativo, admitia,
mas valeu a pena. E como! Então, por que aquele
seu coração insistia em doer tanto? E essas lágrimas
teimosas? Que saudade! Que saudade!...

Abriu os olhos, ouviu barulhos no portão. Levantou-se.
Acendeu as luzes do jardim, das escadas... Não era
possível! Estava sonhando! Subindo as escadas, correndo,
vinham seus netos, seus filhos, nora, genro...
Eles vieram! Depois de tanto tempo, eles vieram!

Esqueceu a idade, o reumatismo, correu para abrir a porta.
Seus dois braços eram poucos para tantos abraços.
Não conseguia ver bem através das lágrimas, de alegria!

Seus filhos lhe fizeram uma surpresa. Vieram. Finalmente!

Acendeu todas as luzes. A casa parecia ter acordado de um
longo sono. Era tudo movimento, fala, sorrisos, gargalhadas,
gritinhos de surpresa.

Imediatamente, a mesa foi posta. Surpreendiam-se os visitantes
com tantos pratos bonitos, cheirosos. Perguntavam-se como
ela soube que eles viriam?

Ela sabia. A cada ano, em seus sonhos, eles sempre vieram.
Eles é que não sabiam o quanto e como ela sonhava.

Meia-noite! Brindes.Mais abraços. Orações.
Lá fora, os fogos de artifício bordavam a noite
com seus brilhos e barulhos.

Nesse ano, aquela Maria, pelo menos,
teve um Natal verdadeiramente feliz.

(Conto escrito por mim, final de 1996).

FELIZ NATAL!

Até segunda-feira!

(Em 28/11/03)

Cochichado pela Bisbilhoteira on 16:19 | *
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Quinta-feira, Novembro 27, 2003


Texto: 103

VOCÊ ZOMBA DOS OUTROS?

( ZOMBAM DE VOCÊ ? )

Zombar é um termo forte.
Normalmente, ninguém zomba de ninguém.
Todos fazem gozações, brincadeiras...
Já pensaram no estrago que essas gozações
e brincadeiras podem causar em alguém?
Viram, no texto anterior, como a "brincadeira"
daquela professora me marcou por toda a vida?
Hoje, sei que um profissional ético jamais faria aquilo.

Crianças, então, são vítimas constantes.
Paradoxalmente, são bem cruéis entre si.
Os adultos também se divertem...
E lá se vão os Magrões, Dentuços, Postes (está frio aí
em cima?), Baixinhos, para citar os mais amenos.

Jô Soares parece conviver bem com as brincadeiras.
Ele as antecipa em títulos como "Viva o Gordo", em
despedidas como "Beijo do Gordo!". No fundo, posso
estar errada, eu percebo nele que algo o machuca nessa
brincadeira toda. É só ver como ele faz questão de mostrar
como é leve para dançar; a cara que faz ao receber camisas
enormes; quando o entrevistado, sem querer, fala de gordos...

Por que estou falando tudo isso?
Para que tomem muito cuidado ao brincar com alguém,
principalmente crianças. Cuidado com brincadeiras que
envolvem características que o outro não pode mudar.
Também não permitam que brinquem com vocês se forem
alvo desse mau gosto. Não precisam brigar.
Apenas não permitam.

Que tal também tomar a defesa de alguém que esteja recebendo
essas brincadeiras?
Que tal mostrar a quem está se divertindo com o outro que ele
também poderia ser alvo de brincadeiras, já que TODOS nós
temos características que favorecem isso?

É uma questão de respeito e de solidariedade.

Virei a dona da Verdade? Estou querendo ensinar aos outros
como viver?


Longe disso.
Apenas já sofri muito com esse tipo de brincadeiras.
Estou aqui apenas complementando, digamos, o texto
anterior. Tenho muito a aprender ainda, como todos nós.

Sábias são as palavras:

"Levante todos aqueles que estiverem
caídos em seu redor. Você não sabe
onde seus pés tropeçarão."

(ANDRÉ LUÍS).

Concordam comigo?
Vocês já brincaram assim com alguém?
Já sofreram, como eu, algum tipo de brincadeira
que os magoasse?
Têm filhos, sobrinhos?
Já repararam se alguém os magoa com "brincadeiras"?
Como costumam reagir?

E se quem brinca com vocês é alguém hierarquicamente
superior (no trabalho, um policial, na família), vocês
ficam quietos? (É surpreendente quando eles encontram
quem reage com calma e firmeza! Ficam perplexos, param
com a brincadeira e passam a respeitar o subordinado.Comigo,
foi sempre assim! Em várias situações, acreditem!
Mas só reajam se puderem perder o emprego,
nunca se sabe...).

Feliz quinta-feira!

(Em 27/11/03).

Cochichado pela Bisbilhoteira on 13:46 | *
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Terça-feira, Novembro 25, 2003


TEXTO: 102.

TRÊS MOMENTOS...

( VOLTANDO! )

Primeiro Momento:

Eu tinha 9 anos. Estava na sala de aula.
Leitura oral. Cada aluno escalado levantava
e lia, continuando de onde o colega havia
parado (ai de quem não acompanhasse!).
Chegou minha vez de continuar.
Levantei-me e prossegui. Eu acompanhara
todos os que leram, com atenção, tentei ler
o melhor possível, respeitando vírgulas, pontos.
Percebi que todos na turma estavam rindo.
Continuei lendo alto. Os risos continuaram.
Parei. Por que estariam rindo? Espanto!
A professora estava imitando minha voz,
bem baixinho, para a turma. Desabei na carteira,
em pranto, humilhada como sempre que zombavam
de minha voz que, de fato, era muito aguda.
Não sei o que aconteceu depois, parece que a professora
veio me consolar...não me lembro mesmo. Só consigo
lembrar, até hoje, da vergonha e da humilhação sofrida
naquela aula.

Segundo Momento:

Por ter a voz muito aguda e ser alvo de constantes zombarias
de crianças e adultos, ainda menina fui tentando mudar minha
voz, baixando o tom (eu nem sabia o que era tom!). Eu era
uma criança dócil. Se fosse hoje, quem zombasse de mim
ouviria poucas e boas com qualquer voz que eu tivesse.
Aos 19 anos, comecei a estudar Canto, na Escola de Música
(UFRJ), onde eu já estudava Teoria Musical. Piano eu estudava
com professora particular desde os 13 anos.
Minha voz cantada começou a ser apreciada.
A voz falada continuava diferente, alguns gostando outros não,
mas não estava aguda como era, ninguém mais implicava.
Em apresentações de Canto para o público, sempre que era
aplaudida vinha à minha memória aquela aula de leitura.
O curso de Canto durou nove anos, tive bons momentos.
No final, posso dizer, sem modéstia, que minhas apresentações
eram admiradas. Quando chegava minha vez de cantar, todos
os colegas corriam para ouvir. Os aplausos eram cada vez
mais generosos.
Num recital que dei em Petrópolis, já formada, saí-me muito
bem. Músicas difíceis e bonitas. Nenhum tropeço. Todas as
notas alcançadas. Eu e o piano nos completávamos. Foi bonito!
Notei, enquanto recebia os cumprimentos, que o funcionário
responsável pelo palco e pelo salão andava de um lado para
outro, inquieto. Pensei que estivesse com pressa e acelerei
a fila dos cumprimentos para liberar o local.
Quando todos saíram, ele se aproximou de mim e perguntou
se podia falar comigo. Claro que podia. Disse-me ele:
- Olhe, eu trabalho aqui há algum tempo, mas vou lhe dizer
uma coisa: Nunca ouvi uma voz tão bonita!
Foi o melhor elogio que recebi. Lembrei-me mais uma vez
daquela aula de leitura... Que contraste!

Terceiro Momento:

Eu estava dando aula de Francês. Era o dia em que os
alunos, inscritos como voluntários na aula anterior,
dramatizariam o texto estudado. Todos gostavam dessa
atividade, pois eu incentivava a encenação, deixando-os
criar à vontade, e ainda ganhavam pontos, já que eram
voluntários. Se alguém esquecia uma frase, eu ajudava,
como um ponto de teatro, e o aluno seguia.
Um dia, um grupo estava se apresentando e, toda vez que
o aluno Walter ia dizer sua fala, a turma ria, atrapalhando.
Isso não era normal, todos prestavam atenção. Perguntei
o que estava acontecendo e me disseram que era muito
engraçado ver o colega negro falando Francês.
A professora gentil se transformou em severa. Disse-lhes:
- Vocês só demonstram que têm ainda muito a aprender.
Primeiro, respeitar as pessoas. Depois, precisam saber que,
em Dakar, na África, eu vi negros bem negros, falando um
Francês maravilhoso. Se vocês nunca viram negros falando
Francês é porque são novos e precisam aprender muito. Logo,
não demonstrem o quanto vocês não sabem, façam silêncio
e vamos ouvir o grupo com a atenção que todos merecem.
Walter, todo prosa, representou muito bem, dizendo suas falas
com pronúncia perfeita, estudioso como ele era. O grupo todo
se saiu bem. Ao terminarem sua dramatização, ganharam palmas
da turma, o que, de costume, eu não permitia, para que não
perturbássemos as salas vizinhas. Até eu aplaudi, dizendo que
meus aplausos eram para o grupo e para a turma. (Novamente
a lembrança daquela aula de leitura...).

(Em 25/11/03)

Cochichado pela Bisbilhoteira on 11:41 | *
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Domingo, Novembro 23, 2003


TEXTO: 101.

RESULTADO DO BALANÇO DESTE BLOG

( VER TEXTO ANTERIOR )

Que todos os entendidos em assuntos comerciais,
econômicos e financeiros me perdoem o mau uso
de termos técnicos tão conhecidos, mas este balanço
é, ouso dizer, um balanço principalmente afetivo,
logo, ele não é um modelo real de balanços...

Aqui vai, então, do meu ponto de vista, o demonstrativo
de quase todos os valores dos saldos positivos e negativos
ao final desse exercício de 100 posts publicados neste blog.

........................BLOG BISBILHOTICES.........................
................. BALANÇO E PLANEJAMENTO.................

Período: 05/05/03 a 23/11/03.

ATIVO (O que se tem):
CIRCULANTE:
.Posts já publicados ......................................100
.Este post publicado agora.............................001
TOTAL DO CIRCULANTE...................101
TOTAL DO ATIVO............................101

PASSIVO (O que se deve):
.Arrumação dos templates
pela amiga LIVIA...........................GRATIDÃO
.Muita gentileza das pessoas
que visitam este blog......................GRATIDÃO
.Comentários enriquecedores.........GRATIDÃO
.Aprendizagem com o convívio.....GRATIDÃO
.Carinho recebido.......................... GRATIDÃO
.Apoio da família.......................... GRATIDÃO
.Escritores que alimentam
minhas idéias e pontos de vista..... GRATIDÃO
.Este simples aparelho de metal
que me conecta com tantas
alegrias através das pessoas
que por ele passam......................... GRATIDÃO
.Tudo e todos que viabilizam
essa conexão e a existência
deste blog........................................ GRATIDÃO
TOTAL DO PASSIVO.............MUITA GRATIDÃO

FLUXO DE VISITAS
1.ENTRADAS (de visitantes no blog):
....A) Por dia (em média)....................................27
....B) Por post (cada texto, em média)................49
2.SAÍDAS
....A) Visitas a outros blogs por dia
(em média).........................................................04

FLUXO DE COMENTÁRIOS
1.ENTRADAS (no blog):
....A) Comentários por dia (em média)..............02
....B) Comentários por post (em média).............08
2.SAÍDAS
....A) Comentários nos blogs visitados
por dia (em média).............................................04

(Número de visitas feitas a outros blogs=
= Número de comentários feitos nesses blogs).

LUCRATIVIDADE (Volume de pessoas no blog):
1.AMIGOS:
A) Conhecimento de novos amigos....................90%
B) Amigos antigos que visitam o blog...............10%
2.Continuação da amizade com a
prima SEMEADORA
........................................100%
RETORNO AFETIVO....................................100%

RESUMO:
SALDO INICIAL: MUITA EXPECTATIVA

SALDO FINAL: POSITIVO (Apesar de estar em débito
...............................................com todos, pois RECEBI
...............................................de todos MUITO MAIS
...............................................do que dei).

PLANEJAMENTO:
OBJETIVO: Tentar continuar com a mesma linha de textos,
........................................procurando atingir o leitor através
........................................da palavra escrita ... escrita com o
........................................coração.

Agradeço a todos os amigos que aqui vêm, vieram e, espero,
continuem a vir.

Agradeço a DEUS por tudo!

(Em 23/11/03)

Cochichado pela Bisbilhoteira on 16:28 | *
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Terça-feira, Novembro 18, 2003


CENTÉSIMO "POST" !

( "BALANÇO GERAL" )

-Não postei este texto ontem, por deficiência de conexão.

Este é o "post" número 100.
O primeiro foi publicado em 05/05/03.
Um blog de TEXTOS, sem figuras.

Seu objetivo é a palavra escrita, atingindo
a imaginação, a reflexão, a emoção.


Olhando todos os textos, alguns enormes,
vejo que eles se enquadram em 7 grupos:

Sobre notícias de jornal:

1-Atenção! Atenção! (05/05/03).
2-Novo Membro do STF. UM NEGRO! (15/05/03).
3-Mulher Intelectual (20/05/03).
4-Flamengo x Vasco. RIVAIS! (16/06/03).
5-As Brumas da Guanabara (09/07/03).
6-Sr.Roberto Marinho (07/08/03).

Sobre assuntos de TV:

7-Mulheres Apaixonadas (06/05/03).
8-Dias das Mães. COMERCIAIS! (14/05/03).
9-Encontros (19/05/03).
10-Internet x Informação (29/09/03).
11-Vai Uma Bicicleta? Um Relógio? (10/10/03).
12-A Melhor Conversa Que Já Tive (23/10/03).

Sobre BLOGS:

13-Vai Ser de Arrebentar! (08/05/03).
14-Meu Sonho desta Madrugada (13/05/03).
15-Bisbilhotices (Indicado) (21/05/03).
16-Passeio de Namorados (28/05/03).
17-O Passeio (02/06/03).
18-Visitando Blogs (11/06/03).
19- Professores Também "Matam Aula"... (23/06/03).
20-O Fascínio da Imagem (25/06/03).
21-Amigos Virtuais (22/07/03).
22-Rio de Janeiro (28/07/03).
23-Enigmas... (31/08/03).
24-Expliquem-me! (11/09/03).
25-Homenagem (12/09/03).
26-Uma Linda Amizade! (25/09/03).
27-Feliz Aniversário, Lívia! (06/10/03).
28-Blogs x Vida (03/11/03).

Sobre textos de autores conhecidos:

29-Pensamentos - PASCAL (09/05/03).
30-Não Quero Mais Ser Triste - Blaise CENDRARS (27/05/03).
31-Como Vão Seus Planos? - MALBA TAHAN (19/06/03).
32-Para Todos Nós - Flávio RANGEL (20/06/03).
33-Fragmento (MACACOS) - MÁRIO QUINTANA (30/05/03).
34-Eu Assinaria Este Texto (06/06/03).
35-Fragmento 2 - MÁRIO QUINTANA (17/06/03).
36-Escrever (Papiro Egípcio) (28/06/03).

Sobre datas específicas:

37-Hino Nacional Brasileiro. DIA DO GEÓGRAFO (29/05/03).
38-DIA DOS NAMORADOS - O Amor! (12/06/03).
39-Festas de SÃO JOÃO (24/06/03).
40-DIA MUNDIAL DA POPULAÇÃO (11/07/03).
41-Sinfonia e Cores. DIA DA AMIZADE! (20/07/03).
42-Independência ou Morte! (07/09/03).
43-PRIMAVERA (23 de Setembro) (22/09/03).
44- DIA DAS CRIANÇAS! (12/10/03).
45-Oração do PROFESSOR (15/10/03).
46-Aos MÉDICOS, com Carinho! (17/10/03).
47-Datas e Hinos. REPÚBLICA (15/11/03).

Sobre assuntos gerais:

48-Felicidade. E a Rotina? (23/05/03).
49-Cedo ou Tarde. Escolhas. (26/05/03).
50-Espera. Fases do Medo. (03/06/03)).
51-A Menina. O Asilo. (04/06/03).
52-Ainda os Rivais. Os Dois Burricos. (18/06/03).
53-Gírias e Palavrões (26/06/03).
54-O Tempo (30/06/03).
55-A Casa dos Meus Sonhos (14/07/03).
56-Nossas Atitudes (25/07/03).
57-Ira. As Críticas (31/07/03).
58-Estar Disponível (05/08/03).
59-Tiroteios. Vamos Parar? (14/08/03).
60-Filmes! Como Você se Sente? (15/08/03).
61-Peças de Vidro (18/08/03).
62-O Verdadeiro Conhecimento. SABEDORIA. (27/08/03).
63-Respeito (05/09/03).
64-Por Que Corremos? (09/09/03).
65-Um Novo Domingo! (14/09/03).
66-Dilema (18/09/03).
67-Com Quem Estamos Lidando? (20/09/03).
68- O Que Fazer Quando ...? (27/09/03).
69-Coragem (03/09/03).
70-Paz! (31/10/03).
71-Nossos Correios. Elogio! (05/11/03).
72-Uma Pergunta (07/11/03).
73-Sobre as Respostas (10/11/03).
74-Viajam Comigo? (13/11/03).

Sobre fatos de minha vida:

75-Meus Dois Relógios (07/05/03).
76-Caí do Cavalo! (16/05/03).
77-Será o Benedito? (22/05/03).
78-Aniversário em Família! (09/06/03).
79-Insetos. E Outros Bichos. (10/06/03).
80-Ser Feliz. Lembrando Minha Avó! (13/06/03).
81-Carta de Minha Irmã (02/07/03).
82-Aniversário do Meu Computador: 3 de Julho. (05/07/03).
83-Hoje... (07/07/03).
84-Que Frio ! (17/07/03).
85-Surpresa (24/07/03).
86-Para Uma Super Tia (02/08/03).
87-A Meu Pai (09/08/03).
88-O Elevador (21/08/03).
89-Caxias. ¿Seu Caxias!¿ (24/08/03).
90-Chove Lá Fora! (02/09/03).
91-Filas (16/09/03).
92-Histórias de Uma Vida! (01/10/03).
93-Embelezando... (08/10/03).
94-Aparências (FOTOS!) (20/10/03).
95-Hóspede Inesperada! (25/10/03).
96-Falta de Tempo! (28/10/03).
97-Vida de Passarinho! (04/11/03).
98-Boa Notícia! (06/11/03).
99-O Vôo do Filhote (11/11/03).

100-Centésimo Post. "Balanço Geral!"
Avaliação! (Escrito em 17/11/03).


Agradeço a paciência e a gentileza de todos os que
estão conseguindo acompanhar até aqui.
Aos que estão chegando agora, a lista dos textos já
escritos, colocada acima, pode servir como um índice.

Caso queiram ler algum texto antigo, é só rolar a barra
até a data da publicação, indicada ao lado de cada um.

A todos que, além de ler, ainda enriquecem o assunto
com seus comentários, toda minha admiração.

Se fizerem algum comentário em texto antigo, favor
alertar-me no comentário mais atual, para que eu tenha
o prazer de tomar conhecimento.

Este é um post para "BALANÇO GERAL".
É uma AVALIAÇÃO do que tenho escrito.
Convido a participarem com suas opiniões,
críticas e sugestões. Fiquem à vontade!

Só tenho uma certeza: Gostei muito de
poder expressar meus pensamentos aqui
e de poder compartilhar minhas idéias
com antigos e novos amigos.

"Muitos passam pela vida em altíssima velocidade,
e nunca se interrogam sobre a finalidade de seus

esforços." (GALACHE).

Assim, eu pergunto a mim e a todos:

Será que todas essas palavras que escrevi até agora
têm ou terão alguma utilidade?

Ou foram apenas uma tagarelice inútil?

Alguma sugestão a oferecer?

Gostariam de sugerir algum assunto em especial
para que eu falasse sobre ele?

Ajudem-me a fazer este "BALANÇO GERAL"!
Podem escrever suas avaliações, respeitarei todas
as opiniões, mesmo as que apontarem falhas (eu
mesma reconheço muitas!).

Após o centésimo post, a Bisbilhoteira vai descansar
esta semana, enquanto aguarda as suas opiniões.
Não prometo mudanças, mas essas opiniões serão de
enorme utilidade.


Muitíssimo Grata!

Até segunda-feira! (Se a conexão permitir!!!!).

(Escrito em 17/11/03).

Cochichado pela Bisbilhoteira on 12:05 | *
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Sábado, Novembro 15, 2003


DATAS E HINOS ...

( PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA DO BRASIL )
- 15 DE NOVEMBRO! -

Assim como são poucas as pessoas que conhecem, de fato,
nosso Hino Nacional Brasileiro, são pouquíssimas as que
conhecem e apreciam o hino comemorativo da Proclamação
de nossa República, que completa hoje 114 anos.

Gostaria de ressaltar alguns dados dos autores do hino:

LEOPOLDO MIGUEZ compôs a música, em 1889 mesmo,
vencedora do concurso para escolha do Hino da República. Ele
nasceu no Rio de Janeiro, em 9 de setembro de 1852. Aos 8 anos,
já tocava em público, em Portugal (Porto), onde estudava: um
solo para violino com temas da Ópera "La Traviata", de Verdi.
Foi músico respeitado em vários países. No ano de 1890, foi
diretor do Instituto Nacional de Música, hoje Escola de Música,
da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde tive o prazer
de estudar e me formar, Canto, apresentando-me várias vezes
no seu Salão Leopoldo Miguez, uma de nossas belas salas de
concerto. Nesse salão, está o Grande Órgão, doado por Leopoldo
Miguez.

Clique abaixo para ouvir a melodia do HINO da Proclamação da
República, composta por LEOPOLDO MIGUEZ, transcrita por
mim, aqui, de forma bem simples:

PROCL1.MID


José Joaquim MEDEIROS E ALBUQUERQUE é o autor
da letra do hino. Nasceu em Recife, em 4 de setembro de
1867. Homem de letras, escreveu diversas obras de literatura,
poesia, civismo e crítica. Ainda no Império, foi nomeado
Professor Primário (devia ser uma honraria na época...). Tomou
parte muito ativa na propaganda republicana.
O Governo Provisório adotou a letra de Medeiros e Albuquerque
(letra que pertencia ao Hino do Partido Republicano) como Hino
DA PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA, juntando-a com a
música de Miguez que vencera o concurso especialmente feito
para esse fim. Assim como a letra no nosso HINO NACIONAL,
os versos usam a forma indireta, dificultando a compreensão.

Selecionei, abaixo, alguns versos da letra desse hino:
I
Seja um hino de glória que fale
De esperanças de um novo porvir
!

II
Nós nem cremos que escravos outrora
Tenha havido em tão nobre país...


III
Mensageiros de paz, paz queremos,
É de amor nossa força e poder,


IV
Do Ipiranga é preciso que o brado
Seja um grito soberbo de fé!
..............................................
Seja o nosso país, triunfante,
Livre terra de livres irmãos!


Estribilho:

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!


********************

Que nosso Brasil seja sempre
"Livre terra de livres irmãos!"

Depende de cada um de nós...
de TODOS NÓS ...


Até segunda-feira.

(Em 15/11/03)


Cochichado pela Bisbilhoteira on 13:46 | *
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Quinta-feira, Novembro 13, 2003


VIAJAM COMIGO ?

( APERTEM SEUS CINTOS ... )

"A verdadeira viagem de descobrimento
não consiste em procurar novas paisagens,

e sim em ter novos olhos." (Marcel Proust).

É exatamente isso que eu tento fazer:
Desviar os olhos dos noticiários
(cujos informes não me agradam)
e fixá-los na goiabeira florida aqui do quintal
com o tapete de pequenas pétalas brancas,
leitosas, que caíram, enfeitando o chão
e sendo espalhadas pelo vento, para todos os lados,
tal como se fossem flocos de neve
em meio a este calor escaldante.

Sim, nunca vi flocos de neve.
Quando fui ao sul do Brasil, no inverno, não caiu geada.
Quando fui à Europa no inverno, não nevou.
Mas a viagem é minha, o olhar é meu e, com "novos olhos",
os flocos de neve estão inseridos neste calor terrível,
lindamente leitosos!...

E o tapete branco de pétalas, macio,
é um convite a viajar nele,
como num tapete mágico,
para outros pensamentos
fora dessa mesmice
que é esse degustar mórbido
e contínuo de uma violência
que insistem em nos vender.

Para mim, violência foi o Nazismo,
foram as invasões do Iraque,
foram os terríveis crimes da Inquisição Católica
(o Papa já pediu perdão...),
ou seja, crimes praticados pelas autoridades
legalmente estabelecidas.

Malucos, marginais e animais bravios
não praticam violência,
apenas seguem sua natureza bruta
e, talvez, incorrigível,
temos que fugir deles.


Prefiro olhar nossa linda goiabeira florida!...

(Em 13/11/03)

Cochichado pela Bisbilhoteira on 11:36 | *
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Terça-feira, Novembro 11, 2003


O VÔO DO FILHOTE

( FORAM-SE ... )

Finalmente, chega ao final a história da rolinha
que fez seu ninho num vaso de plantas na varanda
de nossa casa. (Ver textos do dia 25 de outubro,
04 e 06 de novembro).

O filhote que, na segunda-feira passada, parecia fraco
e prestes a morrer teve um desenvolvimento rápido
após o conselho da veterinária para que alimentássemos
a rolinha e deixássemos que ela cuidasse do filhote.

Com tanta chuva, a rolinha não saía do ninho e o alpiste
colocado, já na segunda-feira, sumia e era renovado,
bem como a água do potinho.

A todo momento, olhávamos pelo vidro da porta e lá
estavam eles no ninho. O filhote começou a erguer
sua cabecinha abaixo da cabeça da rolinha.

Na quarta-feira, começaram a surgir novas penas no
filhote, nas costas, pequenas e circulares, como pequenas
ondas marrons (vimos, num rápido momento em que
a rolinha saiu do ninho).

Desde então, o progresso foi rápido. Na quinta-feira,
o filhote já saía do ninho para empoleirar-se nos
pequenos e seguros galhos da planta. Ficava ora
em um lugar, ora em outro. As penas pareciam mais
cheias e o rabinho curto já se apresentava.
Agora, a rolinha já se deitava ao lado dele no ninho.

Na sexta-feira, ele estava mais desenvolvido.
A rolinha nem voltou para dormir no ninho, veio
sábado, pela manhã, ficou um pouco e foi embora.
A chuva tinha passado.

No final da tarde, ainda no sábado, o filhote estava
sozinho, empoleirado fora do ninho. Como tinha crescido!
Apenas o rabo um pouco curto.

Vi que o pote de água estava vazio. Resolvi pôr água.
Quando abri a porta, eis que o filhote levanta um vôo,
amplo, inimaginável para aquele filhote quase morto
da segunda-feira anterior, pousando no muro entre a
nossa casa e a casa vizinha. Uma distância considerável!
Deve ter ficado assustado. Nunca se assustou antes (ou,
talvez, tenha se assustado sempre, só não podia voar).
Que progresso de segunda-feira para sábado!
Que arrependimento por ter aberto a porta!

Voou de volta para a varanda, mas não acertou a pousar
no ninho, a planta é cheia de folhas. Pousou no chão da
varanda. Andou um pouco, com aqueles passos miúdos
de rolinha.
Em minha perplexidade, tentei pegá-lo para pôr no ninho.
Devo tê-lo assustado mais...
Do chão, voou novamente para o muro.
Do muro, voou para o telhado da casa da vizinha.
E não o vi mais. Nem a rolinha.

Ficou o ninho abandonado, como um blog parado
que não existirá mais, não será mais atualizado,
não permitirá mais o contato de antes. Expostos
apenas os "templates" ainda não deletados, no caso:
o ninho vazio, algumas sementes de alpiste, o
potinho para a água que nem cheguei a colocar,
o vaso de plantas como sempre esteve.

Pensei que fosse ficar feliz com aquele vôo.
Deveria. Foram vôos firmes, bonitos.
Mas não. O coração ficou apertado.
Ainda está.

Rolinha e filhote não voltaram mais.
Lá fora, os passarinhos voam e cantam.
Que a rolinha e o filhote voem felizes.
Nossa varanda está deserta...

(Em 11/11/03)

Cochichado pela Bisbilhoteira on 12:14 | *
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Segunda-feira, Novembro 10, 2003


SOBRE AS RESPOSTAS

( CONFORME PROMETI )

No texto anterior, fiz uma pergunta pedindo que
respondessem. Como eu esperava, as diferentes
opiniões foram muitíssimo interessantes e ricas.
Agradeço a cada um que respondeu.

Vamos aos comentários das respostas que recebi em
outra ocasião para a mesma pergunta: "Se você fosse
o homem rico e triste que recebeu o conselho do sábio
para vestir a camisa de um homem feliz para ficar curado,
e, tendo encontrado apenas um homem feliz que não tinha
camisa, como reagiria?"


A.Os que interpretaram "vestir a camisa" no sentido figurado,
ou seja, adotar as idéias ou o comportamento de alguém, defender
um ponto de vista como seu:
.Foram poucos os que responderam assim. Esses passariam a
olhar a vida como o lavrador o fazia, achando que, assim, voltariam
a encontrar a alegria. Alguns acrescentaram que passariam a fazer
caridade com o muito dinheiro que possuíam.

B.Os que, como o personagem da história, interpretaram
"vestir a camisa" no seu sentido literal, real, vestir concretamente
a camisa:
.a) A grande maioria disse que continuaria triste, pois
a camisa não pôde ser vestida, já que o homem feliz não
tinha camisa.
.b) Um pequeno grupo, mesmo sem vestir a camisa, voltaria
para casa e tentaria outros meios para se curar.
.c) Um número reduzidíssimo tentaria levar o lavrador para
morar em sua casa.
.d) Uns dois ou três iriam se mudar para perto do lavrador.

.e) Um único apenas ofereceu a seguinte solução: " Eu compraria
umas camisas e daria para o lavrador feliz. Assim, ele passaria a
ter camisa. Depois de serem usadas pelo lavrador, eu pediria uma
para mim e, se o sábio estivesse certo, eu ficaria curado."


Podem discordar, mas achei essa resposta muito criativa.
Até hoje, foi a única que recebi com essa solução.

Mais uma vez, agradeço a todos que comentaram.
A minha resposta eu não dou, vocês ficariam horrorizados...

(Em 10/11/03)

Cochichado pela Bisbilhoteira on 10:43 | *
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Sexta-feira, Novembro 07, 2003


UMA PERGUNTA

( BRINCANDO COM VOCÊS ... )


É conhecidíssima a história do homem muito rico
e profundamente triste que recebeu de um velho
sábio um conselho para se curar totalmente de tal
tristeza: o homem triste teria que vestir a camisa de
um homem feliz. Lembram da história? (Não é essa
a pergunta).

Aceitando o conselho, o homem triste organizou uma
comitiva e saiu em busca do homem feliz. Procurou entre
reis, sábios, pessoas influentes, ricas, bonitas, ninguém
era feliz, não adiantaria vestir suas camisas.

Mais desanimado ainda, já de volta com sua comitiva,
eis que avista, ao longe, um camponês, lavrando a terra,
braços suados, peito nu, e cantando... Lá estava, finalmente,
alguém feliz, ele supôs. Aproximou-se.

Ao chegar bem perto, perguntou ao homem, que parou
de cantar e trabalhar para lhe dar atenção, se ele era feliz.
- Claro, sou muito feliz, respondeu o lavrador, tenho minha
terra, meu trabalho, este sol...

E o homem triste, já se revigorando, implorou:
- Então, por favor, deixe-me vestir sua camisa!
- Camisa? Eu não tenho camisa!... Respondeu o lavrador.
A história acaba aqui.

Se você estivesse no lugar do homem triste, como reagiria
nesse caso?


Não deixe de comentar, dando sua resposta.
Não existem respostas certas nem erradas,
nem é um teste.
Apenas teremos opiniões interessantes e variadas.

Na próxima segunda-feira, colocarei um post sobre respostas
que recebi a essa mesma pergunta feita em outra ocasião.

Até segunda-feira.
BOM FINAL DE SEMANA!


(Em 07/11/03)

Cochichado pela Bisbilhoteira on 15:41 | *
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Quinta-feira, Novembro 06, 2003


BOA NOTÍCIA!

( AINDA BEM !... )

"Nós, artistas, pesamos um pequeno quilo
no peso da humanidade. Mas deixem um
lugar para nós, como para as borboletas."
( Vieira da Silva )

Somos todos artistas!
Pelo menos aqueles que conseguem
ver alguma Beleza a seu redor,
ou transformar sua tristeza e alegria
em poesia, pintura, música, sorrisos...

Juntamente com as borboletas,
deixem também um lugar
para o filhote da rolinha
que fez seu ninho em nossa varanda.
(Ver textos dos dias 25 de outubro
e 04 de novembro).

Ele está passando muito bem,
desenvolvendo-se a olhos vistos,
nem parece mais aquele...

Eu disse que não voltaria mais ao assunto,
pois não gosto de notícias ruins (quem gosta?).
Não foi (é) o caso. Está cada vez mais ativo.
Graças a Deus!

Agora, é torcer para ele se equilibrar bem
no vaso alto onde está o ninho.
E, finalmente, voar... voar...

Como eu gostaria que alçassem vôo,
todos os "filhotes" espalhados pelo mundo,
principalmente alguns sofridos filhotes
desta nossa raça humana...

(Em 06/11/03)

Cochichado pela Bisbilhoteira on 09:45 | *
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Quarta-feira, Novembro 05, 2003


NOSSOS CORREIOS

( ELOGIO ! )

É muito comum reclamarmos quando um serviço
não funciona bem. Difícil é reconhecermos aqueles
que cumprem a contento sua função.
E como funcionam bem os nossos CORREIOS!

Enviei, daqui do Rio de Janeiro, um volume para
Salvador, Bahia, usando o SEDEX 10. O volume
chegou lá, no dia seguinte, antes das 10 h.

Enviei outro aqui para o Rio de Janeiro mesmo,
usando o mesmo serviço. Chegou.

Dirão alguns: "- Mas tinha que chegar mesmo, é o que
eles prometem!". Ah! Quantas vezes uso serviços que
prometem isso, aquilo, e não cumprem? Um me deixou
quase louca, tanto que nem tive medo ao ficar presa no
elevador, tal era minha raiva, lembram? (Ver texto do
dia 21 de agosto, abaixo).

E uso muito telegramas fonados, com cópia e confirmação
de recebimento. Sempre chegaram, lá ( os telegramas) e cá
(cópias e confirmações).

Hoje, dia 5 de Novembro, é o "Dia da Cultura Nacional".
A propósito, os CORREIOS sempre lançam selos comemorativos.
(Há poucos dias, assisti, pela TV, à missa na qual estava sendo
lançado o selo comemorativo do Natal). Para citar apenas uma
das muitas formas da presença dos CORREIOS em nossa cultura.

É bom repetir uma lei da Comunicação:
"Um meio não mata o outro."
Em pleno crescimento da comunicação por e-mails,
da exibição de páginas eletrônicas, nossos CORREIOS
continuam cumprindo seu papel, e cumprindo com eficiência,
acompanhando o progresso, atuando de muitas formas.

Essa eficiência não existiria sem o esforço de seus funcionários,
a começar por quem nos atende pelo telefone, por quem nos
atende nos guichês das agências, seguindo pelo pessoal interno
e anônimo, dos chefes aos carregadores até os bravos carteiros
que, chovendo ou enfrentando sol escaldante, entregam a
correspondência em nossas casas. O carteiro que faz a entrega
aqui na rua é de uma simpatia ímpar (e ainda tem o mesmo
nome do meu sobrinho!).

Uma vez, não chegaram algumas contas aqui na rua.
Estavam próximas da data do vencimento. Não era normal.
Telefonei para a Agência, o responsável conferiu e confirmou
que não tinham chegado lá, que eu aguardasse, ele iria verificar.
À tarde, as contas nos eram entregues, fora do horário normal.
O responsável explicou por telefone, quando agradeci, que
tinha localizado o malote numa outra agência e providenciou
a remoção e a entrega. Houve um engano (quem não se engana?),
mas houve também a boa vontade para corrigir imediatamente.

Por esse fato e tantos outros positivos, culminando agora com
a rapidez das entregas dos envios que fiz pelo SEDEX,
cumprimento, com admiração e respeito, os funcionários
dos CORREIOS, responsáveis pelo ótimo funcionamento
da instituição que, por si só, nada seria sem eles.

Continuem assim, mesmo que seu trabalho não apareça
reconhecido nas primeiras páginas dos jornais nem seja
citado nos principais noticiários de nossa TV.

A todos que fazem dos CORREIOS
uma empresa na qual podemos confiar,
PARABÉNS e MUITO OBRIGADA!


(Em 05/11/03)

Cochichado pela Bisbilhoteira on 11:14 | *
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Terça-feira, Novembro 04, 2003


VIDA ... DE PASSARINHO

( QUE LUTA ! )


No dia 25 de outubro último, escrevi aqui sobre
uma rolinha que resolveu fazer ninho num dos
vasos da varanda da frente de nossa casa.
Uma alegria! Não via a hora de noticiar que os
passarinhos nasceram. Nasceram!

Mas, quando me preparava para escrever o texto,
eis que descobrimos que um deles estava morto,
mal viveu. Vimos porque a rolinha deixou o ninho
por uns instantes. Retirei-o com um papel, enrolei-o.
Minha mãe providenciou o resto...

Fiquei observando. Tem chovido muito nesses últimos
dias. Está chovendo. Ainda bem que não chove dentro
da varanda. Mas a rolinha não saía do ninho, não dava
alimento ao filhote, acho que nem ela comia, embora
com aparência saudável e vôo forte quando se assustava,
o que procurávamos evitar. O filhote me parecia fraco.

Não resisti. Ontem, pela manhã, telefonei para uma clínica
veterinária que também cuida de animais silvestres. Falei
com a Veterinária, que me atendeu muitíssimo bem. Ela
viria em casa se a mãe tivesse abandonado o filhote, mas,
como isso não aconteceu, orientou-me a alimentar a mãe e
deixar que ela cuidasse do filhote.

Providenciei alpiste, uma das sugestões. Espalhei perto do
ninho, a rolinha voou assustada. Pude ver que o filhote
estava na mesma.

Mais tarde, quando fui olhar, a rolinha estava no ninho,
todo o alpiste tinha sumido. Fui buscar mais. Agora, ela
não voou enquanto eu deixava cair as sementes perto do
ninho. Esse alpiste também sumiu. Coloquei mais...
(Lembrei-me de uns peixinhos que minha irmã teve quando
era menina e morreram porque comeram demais e ficaram
boiando, papai até segurou um dentro da água massageando
sua barriguinha...não adiantou. Como minha irmã chorou!
Que não acontecesse o mesmo com a rolinha).

Hoje, bem cedo, fui pegar o jornal. Pela terceira vez, o
jornaleiro acertou o vaso que embelezei (ver texto de
8 de outubro), está tão bem colado que vem resistindo.
A rolinha não estava no ninho. Ainda havia alpiste.
Troquei a água. Pude ver que o filhote ainda estava vivo,
a meu ver muito fraco, não está ativo como os filhotes
que guardo em minha lembrança, de outras rolinhas,
nessas mesmas árvores que ainda estão aqui, pelo quintal
da casa.

A rolinha voltou. Parece estar muito bem.
Surpreende-me o fato de que não vejo seu companheiro.
Deve ser uma vida difícil! Sozinha!
Ela não desiste do filhote.

Creio que tomei providências tarde demais para ele.
Perdoem-me se eu não voltar mais a este assunto.

(Em 04/11/03)

Cochichado pela Bisbilhoteira on 08:35 | *
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Segunda-feira, Novembro 03, 2003


BLOGS X VIDA ...

( SAUDADE! )

Tenho muita dificuldade com as despedidas.
Sofro muito com separações, ausências...
Já devia estar acostumada. Difícil!
E não é que sinto saudade dos blogs que se vão?

Não são simples blogs que se vão.
Há uma pessoa que anima cada blog.
Sinto saudade das pessoas
que davam vida aos blogs que se vão.

Alguns, de repente, param,
deixam-nos em dúvida,
o que terá acontecido?
Às vezes, descobrimos as causas.
Às vezes, não.

Há os que avisam que vão parar,
ou, simplesmente, vão deletar seu blog.
Comentamos pedindo que não façam isso.
Talvez, egoísmo nosso, não queremos sofrer...
A pessoa está precisando de tempo
para outros afazeres, nada mais justo.
Escrever para o blog toma tempo.
Bem compreensível.

E vamos ficando órfãos de nossos blogs vizinhos...

Até chegar a nossa vez de parar,
ou deletar ...
Exatamente como a vida é...

Lá se vão os blogs, as pessoas.

Quem se acostuma?

(Em 03/11/03)

Cochichado pela Bisbilhoteira on 12:30 | *
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