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Bisbilhoteira de Plantão

Um pouco de tudo... haja assunto

Segunda-feira, Setembro 29, 2003


INTERNET X INFORMAÇÃO

( E AS BIBLIOTECAS ? )

Recentemente, assisti a um debate na TV, onde eram discutidas
a velocidade e a enorme quantidade de informação
veiculada pela Internet, seu impacto na sociedade,
principalmente em escolas.
Falaram da necessidade urgente de computadores em sala de aula,
sem os quais o ensino estaria fadado ao fracasso.

QUANTA BOBAGEM! (Perdoem-me!).
Era óbvio que essas pessoas nunca estudaram Comunicação a sério
e nunca passaram perto do verdadeiro funcionamento de uma escola.

Em Comunicação, teriam aprendido que "um meio não mata o outro".
Livro, Jornal, Telégrafo, Cinema, Televisão, Televisão a Cabo,
Computadores, etc., irão conviver, lado a lado, segundo a
preferência (e posses) de quem os usa, cada um representando
o progresso e a diversificação nos meios de comunicação.

Enorme quantidade de informação veiculada pela Internet?
E a enorme quantidade de informação sempre disponível
nas grandes Bibliotecas? (Onde podem ir mesmo os mais pobres).

Não conheço ninguém, NINGUÉM MESMO, nem eu,
que tenha aprendido mais só porque entrou numa biblioteca,
sem nada consultar, ou porque está conectado na rede,
como se a informação e o conhecimento nos caíssem ao colo
assim que o computador se conecta.

É preciso QUERER buscar a informação, onde quer que ela esteja.
E o que nos chega como novidade é preciso conferir...

A informação está dentro e fora da Internet.
E o que está na Internet existiu antes fora dela.
A Internet apenas reproduz o que colocarmos para circular.
Se ela mostra este texto, é porque eu o coloquei aqui,
ou ninguém o veria.

Reconheço que, para quem busca a informação,
dependendo daquilo que busca,
é mais rápido buscar pela Internet.
Assim como quem busca informação em livros
encontrará mais rapidamente o que procura
se possuir o livro ou estiver próximo a uma biblioteca.

E o que fazemos quando encontramos, pela Internet,
a informação que buscamos?
Imprimimos...

E vamos consultar nosso volume de papel
como se fosse um livro... (Eu faço assim...).

Ninguém critica os hospitais por continuarem mantendo
seus doentes em leitos. A queixa é a necessidade de mais leitos.
Criticam as escolas porque as salas de aula estão dispostas
como sempre, professor diante de alunos. E haja inovação!...

Já cheguei a ter a mesa do professor, em minha sala de aula,
ao lado dos alunos, no fundo da sala, alunos sentados em
grupos circulares, grupos quadrados, grande círculo...
Eu obedecia... Para mim, nunca fez a menor diferença
onde ficaria a mesa ou como estariam sentados os alunos,
eu sempre fiquei de pé, numa posição onde todos me vissem,
sempre me movimentei, usava o quotidiano, fosse a chuva que caía,
uma cena de novela, uma Bienal de Livro, e instigava os alunos
A PENSAR, sempre A PENSAR, tirando suas próprias conclusões.

Dar aula, para mim, sempre foi como representar uma peça:
a sala era o palco, não importando seu formato, e os alunos eram a
platéia, uma platéia que não pagou entrada e, muitas vezes, preferiria
estar em outro lugar... Então, meu espetáculo tinha que ser bom,
muito bom para atrair a atenção de TODOS, não deixava ninguém
de fora, e eu estudava bem meu papel... Como eu ficava feliz quando
conseguia atingir meus objetivos! Algumas vezes consegui...

Ninguém vai a um supermercado para embarcar num avião.
E os aviões mais modernos continuam usando pistas...

Em se tratando de escolas, qualquer material, bem utilizado,
será válido. Mas livros e computadores sozinhos não servem para nada!

Precisamos, urgentemente, é de bons professores e escolas que
cumpram seu papel na divulgação, elaboração e busca do conhecimento.

Pena que, na Internet, não encontraremos nenhum programa
onde possamos fazer o "download" desses profissionais competentes.


Podem discordar à vontade.

(Em 29/09/03)

Cochichado pela Bisbilhoteira on 14:08 | *
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Sábado, Setembro 27, 2003


O QUE FAZER QUANDO... ?

( COMENTANDO COMENTÁRIO )

No texto "PRIMAVERA", recebi um comentário
em forma de pergunta, aproximadamente assim:
"Tendo você mais idade, diga-me: o que fazer
quando a primavera está nublada ?"


Ah! Tão bom se o fato de ter mais idade me trouxesse
a chave de todas as perguntas, de todos os mistérios!
Traz só algumas, bem poucas, para quem é uma pessoa
observadora como eu.

Após observar muitas primaveras, bem como verões,
outonos e invernos, cheguei à conclusão de que,
para enfrentar certos fatos, a idade é o que menos influi.
A meu ver, e posso estar errada, é uma questão de
temperamento, modo de ser de cada um.

Assim, um jovem pode "tirar de letra"
uma "primavera nublada" e um ancião,
diante dela, cair em profundo desânimo.
Ou, ao contrário: Certos anciãos encaram
otimistas qualquer nuvem que apareça,
enquanto jovens se deixam abater,
com o mundo a lhe pesar nas costas.

Devo confessar (há os que me conhecem bem)
que sou do tipo que se desanima com facilidade
ante uma nuvenzinha no horizonte.
Paradoxalmente, apesar do desânimo,
se tiver que enfrentá-la, luto bravamente
(dependendo do tipo de nuvem, reclamando bastante,
seguindo meu filósofo preferido, Albert Camus, que
preconiza não abrirmos mão da nossa revolta - isso
mereceria um post especial...).

Foi lutando bravamente com "primaveras nubladas",
"verões nebulosos", "outonos obscuros"
e "invernos turbulentos", ao longo dos anos vividos,
que consegui um relativo equilíbrio entre
as estações da minha vida.
Hoje, posso até imaginar flores na primavera,
mesmo se ela estiver nublada...(Posso mesmo?...).

Parece-me que a palavra-chave,
ou comportamento adequado,
é não se deixar abater:
Não posso ir por aqui, então vou por ali;
se por ali não me é favorável, por mais tentador
que pareça o caminho (é preciso estar vigilante!),
então coragem para mudar o rumo.

Quando não podemos mudar o rumo
e a nuvem desaba sobre nós naquele
temporal inevitável, é procurar abrigo
dentro de nós mesmos
na base que tenhamos construído
(nunca esquecer de construir bases sólidas
em seu interior - assunto também para outro post...).

Isso é uma receita para viver bem?
De modo algum! Eu não teria essa pretensão.

É apenas um comentário, tentando responder
uma pergunta que me foi feita para a qual
a resposta terá que ser procurada por cada um
durante toda a vida.

Teria sido mais simples dizer:
-Não sei!
(Se eu conseguisse falar tão pouco!...).

Você sabe?
"O que fazer quando a primavera está nublada?"...


(Em 27/09/03)

Cochichado pela Bisbilhoteira on 12:43 | *
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Quinta-feira, Setembro 25, 2003


UMA LINDA AMIZADE !

( DIFÍCIL ACONTECER ... )

Assim como, na rua, encontramos, de repente,
alguém que não víamos há muito tempo,
aconteceu aqui, visitando blogs.

Recebi a visita de Carol que disse ter vindo
porque viu o endereço no "Peco".
Fui visitar Carol, agradecer sua primeira visita.
Lá, vejo o endereço de Peco, de onde Carol disse que veio.
Visitei-o também, pois nunca tinha tido comentário dele
e, de fato, vi o endereço deste blog.

Mistério! Quem seria aquele Leonardo?
Como teria meu endereço?
Deixei comentário. Ele retornou.
É amigo do meu sobrinho...

Mistério esclarecido: Eu mesma, em casa de minha irmã e meu cunhado,
distribuí este endereço aos amigos do meu sobrinho Eduardo:
Leonardo, Gabriel, André, Rafael e Alex
(hoje todos por volta dos 20, 21 anos).

São amigos desde o tempo em que freqüentavam a escola
na turma dos "Fraldinhas", isso mesmo, desde o tempo
em que ainda usavam fraldas, por volta dos 2 anos de idade.

Estudaram juntos até terminarem o Segundo Grau,
na mesma turma, sempre amigos.

Ontem, visitando novamente o blog do Leonardo,
vejo seu texto descrevendo o passeio que fez
com seus amigos, suas amigas, meu sobrinho citado.
No final do texto, ele cita que se recordaram da época
em que se conheceram, ainda de fraldas e, estranhamente,
senti-me parte daquela história, pois também lembro,
claramente: meu sobrinho e minha sobrinha, mais nova que eles,
sempre contando as novidades da escola,
citando os nomes dos amiguinhos, ainda com suas vozes de criança...

Falamos tanto em Amizade por aqui!
Temos Dia do Amigo, Semana da Amizade ...
E tão perto de mim este lindo exemplo:

Amigos desde quando usavam fraldas até hoje,
Amizade de toda uma vida...


Perdoem-me ter citado seus nomes.

Mas há exemplo melhor?

(Em 25/09/03)

Cochichado pela Bisbilhoteira on 14:00 | *
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Segunda-feira, Setembro 22, 2003


PRIMAVERA !

( C O R A Ç Õ E S ... )

Dia 23 de Setembro: Início da PRIMAVERA!

Este não é um dia inventado por nós.
É o ciclo da Natureza seguindo seu curso.
Primavera: "É a estação do ano que se inicia no equinócio
e se prolonga até o solstício...", segundo o Aurélio.

Equinócio? Quando se verifica igual duração do dia e da noite.
Ocorre nos dias 21 de Março e 23 de Setembro.
Solstício? Quando se registra maior diferença na duração
do dia e da noite. Ocorre nos dias 21 de Junho e 21 de Dezembro.
Isso simplificando bastante. Diz respeito ao afastamento do Sol...
Vale lembrar que, enquanto aqui, no Hemisfério Sul, estaremos
na Primavera, no Hemisfério Norte começará o Outono,
já que as estações são opostas de um hemisfério para outro.

A mim, não interessam os hemisférios da Terra
nem o caminho do Sol, a Natureza é sábia.

Desejo que a Primavera inunde de Beleza
a vida de todos nós, trazendo-nos Fé, Esperança e Amor,
permitindo que cada coração bata em ritmo de Alegria.

Que surgissem muitos "meninos-do-dedo-verde",
tal como o personagem Tistu, de Maurice Druon,
(no seu livro "O Menino do Dedo Verde").
Tistu fazia brotarem flores ao simples toque do seu dedo
e, sabendo de uma guerra, passou seu dedo de propósito
em todos os canhões, dos dois lados da batalha.
Ao iniciar o tiroteio, foi uma linda e inesquecível troca de flores,
de todas as cores e tamanhos,
e tão inesperado e bonito foi o espetáculo
que a guerra acabou numa florida confraternização.

Que as flores surjam e embelezem os gestos de cada um.
Que apareçam flores em qualquer tipo de campo de batalha.
Flores no sentido real, flores em forma de pensamento...

Que todos saiam daqui carregados de flores
e distribuam enormes braçadas, coloridas, perfumadas,
a cada um que encontrem e a todos em seu pensamento.

AVE, PRIMAVERA!

(Em 22/09/03 )

Cochichado pela Bisbilhoteira on 11:31 | *
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Sábado, Setembro 20, 2003


COM QUEM ESTAMOS LIDANDO ?

( FALANDO POUCO... )

Seguindo considerações do post anterior,
faço minhas as seguintes palavras:

"Todos nós somos livres.
Podemos falar e agir como bem quisermos...
Porém, pela maneira como falamos
e pela maneira como agimos,
o mundo saberá com quem está lidando."

(Bernardo Marques de Abreu Filho)

Somos cuidadosos ao falar?
Somos cuidadosos ao agir?

Até onde somos livres?

(Em 20/09/03)

Cochichado pela Bisbilhoteira on 14:21 | *
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Quinta-feira, Setembro 18, 2003


DILEMA !

( FERIMENTOS...)

"A árvore, quando está sendo cortada,
observa com tristeza que o cabo do machado

é de madeira." (Provérbio Árabe).

Madeira ferindo árvore.
Familiares ferindo familiares.
Ferimos e somos feridos por nossos irmãos de caminhada.

Mas a madeira não foi sozinha para o cabo do machado.
Nem o machado, sozinho, feriu a árvore.
Foram levados a tais atos por terceiros...

E quem são esses terceiros que colocam irmãos contra irmãos?

No caso do provérbio, foi alguém
que segurou o machado
e o fez ferir a árvore.
Assim, do ponto de vista desse cabo de madeira,
ele também era vítima e não o algoz,
também deveria ver com tristeza que estava,
talvez, produzindo mais cabos
para que outros machados ferissem outras árvores,
deveria estar lembrando com dor quando, ainda árvore,
um outro machado o feriu.

Na Vida, quando somos levados
a ferir o sentimento de alguém,
ou somos feridos em nossos sentimentos,
esses terceiros não precisam ser necessariamente uma pessoa;
podem estar escondidos dentro de nós mesmos,
como lembranças e recalques,
não resolvidos ainda pelo perdão,
prontos a iludir nossa consciência,
prontos a nos levar a agir como machados...

Quando vamos parar de ferir?
Quando vão parar de nos ferir?

Quando vamos, finalmente, compreender o outro de verdade?

(Em 18/09/03)

Cochichado pela Bisbilhoteira on 05:10 | *
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Terça-feira, Setembro 16, 2003


F I L A S !

( BANCOS, SUPERMERCADOS ... )

Sempre que entro em filas, observo
o comportamento dos que estão mais perto.

Assim como em nossa vida virtual, numa fila
também não sabemos de onde as pessoas vêm,
para onde vão, suas profissões, seus dados pessoais.
Também ninguém fica sabendo quem somos.
E ficamos ali, corpos tão próximos, como se fôssemos íntimos.

Não resisto e sempre troco uma palavra ou outra
com alguém (o da frente, o de trás, ou o do lado se a fila
é daquelas que dão voltas).

Lembro-me de uma fila tão grande, há alguns anos,
num conhecido banco, na qual permanecemos quase
três horas, sem exagero.
No começo, todos silenciosos. Como em qualquer fila,
apenas uma palavrinha ou outra.
Com o passar do tempo, e o avanço arrastado,
a conversa se animou, cada um contando um caso.
Ora ríamos, ora ficávamos atentos, até nos emocionamos.
Na hora de sermos atendidos (finalmente!), ainda gastamos
mais um tempinho trocando despedidas, apertos de mão,
todos agradecendo a todos pela boa conversa que ajudou
a passar o tempo.
Continuamos sem saber quem era quem.
Foi um grupo muito agradável.
Posso dizer que foram horas bem divertidas.

Nunca mais encontrei um grupo assim numa fila.
Também nunca mais enfrentei uma fila tão grande e demorada.

Daqui a pouco, enfrentarei umas filas.
Irei ao banco, supermercado.

Você enfrenta bem uma fila?

(Em 16/09/03)

Cochichado pela Bisbilhoteira on 05:55 | *
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Domingo, Setembro 14, 2003


UM NOVO DOMINGO...

( AMANHECE... )

Começa um novo Domingo!
E segue o mundo seu caminho...

Ou somos nós a seguir dentro do mundo?

Cada um cumprindo seu destino
no trabalho, no lazer.
Cada um levando sonhos, tristezas, esperanças,
buscando forças para seguir em frente.

Começa um novo Domingo!
A semana que passou ficou para trás.

Começaremos nós a tecer nova semana
com palavras, atos, sentimentos;
com a tristeza das saudades,
com a alegria dos encontros.

Começa um novo Domingo!

"Amanhece...
Um copo de cristal
Sobre a mesa
Inventa as cores todas do arco-íris..."

(Mário Quintana)

Começa uma nova Semana!

Que sejamos capazes de admirar
as cores do arco-íris
que nos surgem sempre
mesmo que apenas refletidas
num simples copo sobre a mesa.

Um bom Domingo a todos.
Uma ótima Semana.


(Em 14/09/03)

Cochichado pela Bisbilhoteira on 04:20 | *
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Sexta-feira, Setembro 12, 2003


HOMENAGEM

( À nossa colega, ADRIANNA, do blog
"FRONTEIRAS DISTANTES"
)

Não gosto de cultivar tristezas.
Mas gosto muito dos meus amigos.
Parece que não há mais dúvidas:
Adrianna cumpriu seu destino neste mundo
em 22 de agosto último.
E só percebi tão depois!...
Acostumei-me a visitar seu blog.
(Pensei que estivesse sem tempo para atualizar,
o mesmo texto há tantos dias...).
Ficava feliz quando visitava este blog, comentava.
Exatamente como me sinto feliz com todos que conheço aqui.
Não terei mais nenhum comentário dela.
Nenhum de nós o terá.
Dedico-lhe este post, Adrianna,
com trechos desta oração antiga
vinda do povo egípcio:

"Deus Todo-Poderoso, Senhor da Verdade e da Justiça.
À Tua presença chego!
Permiti-me contemplar a Tua radiosa beleza,
vislumbrar Teu semblante!
..................................................

Olha, vê a Verdade e a Justiça que trago comigo;
do meu coração extirpei a maldade.
Não provoquei sofrimento entre os homens.
Não usei da força e da violência para com os parentes meus.
Não usei de injustiça em lugar de justiça.
Não convivi nem compactuei com os maus.
Não cometi crime de espécie alguma.
.............................................................."

(Do Livro dos Mortos, segundo "Papiro Egípcio").

Esteja em paz, Adrianna, sob a proteção de Deus.
Daqui lhe envio mais um abraço.
E minhas humildes orações.

(Em 12/09/03)

Cochichado pela Bisbilhoteira on 05:12 | *
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Quinta-feira, Setembro 11, 2003


POR FAVOR! EXPLIQUEM-ME...

( VISITANDO BLOGS... )

Levei um susto hoje ao fazer minhas visitas aos amigos.

Ao chegar ao blog www.fronteirasdistantes.blogger.com.br,
de ADRIANNA, que me visitou em 19/08/03, no texto
"Peças de Vidro" e depois não voltou, o que é comum, pois
nem sempre temos tempo, encontro o mesmo texto, blog não
atualizado, e o seguinte comentário em último lugar (colado aqui
na íntegra, sem nenhuma alteração):

"Já não existem mais fronteiras, meu pedacinho
partiu para outro plano. ( na madrugada de 22 de
agosto, num acidente de carro em Santa Vit. do
Palmar) Escrevo agora como forma de procurá-la
em todos os cantos para acalmar a dor, mesmo
sabendo que agora a minha Nana só existe dentro
de mim, a saudade me invade, penso que Deus
colocou o meu pedacinho no meu caminho por
apenas 3 anos para que eu vivesse a plenitude
da felicidade, veio ela com a missão de me tornar
uma pessoa melhor, mostro-me o que é amar de
verdade, conseguiu, eu queria mais, por enquanto
não é possível, meu pedacinho agora pode ultrapassar
qualquer fronteira. Eu te amo meu amoreco,
Beijos, fica com Deus.

Marcelo Maciel | Email | 03-09-2003 01:19:15"


Será que entendi certo?
Alguém pode me explicar?
É a primeira vez que escrevo aqui de improviso.
Estou muito triste!

Que Deus nos ilumine a todos,
Um forte abraço, ADRIANNA!


(Em 11/09/03)

Cochichado pela Bisbilhoteira on 04:05 | *
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Terça-feira, Setembro 09, 2003


POR QUE CORREMOS?

( PRESSA... )

Passos tão rápidos,
Na rua, em casa,
Pressa pra quê?

Carros velozes,
Trens, aviões,
Cada qual corre mais,
Pressa pra quê?

Tomar banho rápido,
Comer bem rápido,
Telefone toca,
Agora não posso,
Passa depois...

Chegou telegrama,
Celular tocando,
Bip bipando,
Todos chamando...

Mensagem instantânea,
Conexão veloz,
A página expirou,
Minutos...segundos...
Quanta precisão!

E você que chegou,
E já vai sair...
Sem tempo pra ler,
Que textos tão longos,
("Essa daqui exagera!")

A corrida não pára,
Mesmo parados, sentados,
É preciso correr.
Não sei por que tanta pressa...

Pressa pra quê?

(Em 09/09/03)

Cochichado pela Bisbilhoteira on 06:57 | *
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Domingo, Setembro 07, 2003


"INDEPENDÊNCIA OU MORTE!"

( NOSSO HINO NACIONAL )

Hoje, dia 7 de Setembro, como todos aprendemos, é o
Dia da Independência do Brasil, dia em que o Brasil,
em 1822, ficou livre do domínio de Portugal.

Não vou falar sobre o significado de independência ou
de liberdade.
Aproveito a data para voltar ao nosso Hino Nacional, tão
mal compreendido por muitos.
Essa incompreensão já começa com a dúvida se devemos
ou não colocar acento grave no "as" de "as margens". É
até questão de provas de concursos e vestibulares. Se
entendêssemos o que está sendo dito ali, essa dúvida jamais
existiria.

Ficarei apenas com as quatro primeiras linhas.
Elas retratam o momento da Independência do Brasil.

Por que a letra de nosso hino é tão difícil de ser compreendida?
Porque seu autor, Joaquim Osório Duque Estrada, usou e abusou
da ordem indireta ou inversa em suas frases. Normalmente, usamos
a ordem direta (sujeito, verbo, complementos, ex.: Alice foi ao cinema.
Essa frase, na ordem indireta, como em nosso hino, seria dita:
"Ao cinema Alice foi", ou então "Foi ao cinema Alice." Isso dificulta...).

Por outro lado, não percebemos o significado das frases. Uma pena!
Essas quatro primeiras linhas são como a fotografia do momento em
que D.Pedro I proclama nossa independência.

Naquela época, 1822, os viajantes (cavaleiros) não tinham o conforto
de encontrar hotéis ou restaurantes em seu caminho. Quando precisavam
satisfazer suas necessidades fisiológicas ou descansar, isso era feito
junto a algum rio, pois os cavalos beberiam água, os cavaleiros também,
e ainda se molhariam, fazendo uma pequena higiene.
Foi num momento assim, de descontração de viagem, que D.Pedro I e os
que o acompanhavam pararam junto ao Rio Ipiranga, em São Paulo.

E foi assim que o mensageiro, que vinha do Rio de Janeiro com cartas
reveladoras da situação do país, encontrou D. Pedro.
O filme "Independência ou Morte!", estrelado por Tarcísio Meira, mostra
muito bem tudo isso: D. Pedro vem receber o mensageiro abotoando
suas roupas, recompondo-se.

Após ler as cartas, D. Pedro I se irrita, recompõe mais suas roupas, monta
em seu cavalo, segurando a espada desembainhada, e grita a famosa frase:
- Independência ou Morte!

Esse grito é o "brado retumbante" de nosso hino. Um grito tão forte que
foi ouvido até pelas margens calmas do Ipiranga, rio que continuava seu
curso.
Ou seja: "as margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de
um povo heróico", se colocarmos as duas primeiras linhas na ordem direta.
Considerando-se como "povo heróico" o próprio D. Pedro I que ali o
representava.
Logo, "as margens plácidas do Ipiranga" são o sujeito da oração, elas ouviram
o brado retumbante. Sendo assim, é completamente errado colocar-se acento
grave nesse "as", pois, então, deixariam de ser sujeito da oração para significar
o lugar onde tudo se passou (adjunto adverbial). Na verdade, elas, mesmo sendo
o lugar, foram personificadas, passaram a ouvir como se pessoas fossem.

E o que aconteceu nesse instante? O Brasil ficou livre de Portugal.
O sol que estava brilhando passou a iluminar um povo livre,
por isso o autor o chamou de "sol da liberdade".
E como brilhou esse sol? Brilhou em "raios fúlgidos", isto é,
raios muito brilhantes.

Agora, creio que fica fácil entender as quatro primeiras linhas do hino:

. Elas representam a cena da Independência;
. As margens plácidas do Ipiranga ouviram o grito de D.Pedro;
. E, nesse instante, o sol passa a iluminar um povo livre.
. Nada de acento grave em "as margens...", pois a expressão
deixaria de ser o sujeito da oração.

Vamos conferir como fica fácil entender agora os versos de Osório Duque
Estrada. ( Só para completar, a linda música é de Francisco Manuel da Silva):

"Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante
E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da Pátria nesse instante."


Ou seja:

"As margens plácidas do Ipiranga ouviram
o brado retumbante de um povo heróico
E o sol da liberdade em raios fúlgidos
brilhou no céu da Pátria nesse instante."

Vocês já sabiam disso tudo? Passaram a entender melhor?
Ou complicou mais ainda?


(Em 07/09/03)

Cochichado pela Bisbilhoteira on 08:03 | *
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Sexta-feira, Setembro 05, 2003



R E S P E I T O

( FALANDO POUCO ... )


Constituições imensas, tantas leis.

Bastaria uma única palavra: RESPEITO.

Não o respeito imposto pelo poder, pelo medo.

Mas o respeito que deveria existir entre os iguais.

E somos iguais. Não na cor, no tamanho.

Somos iguais no sentir, no nascer, no morrer.



(Trecho de um texto maior que publiquei em 1989).


( Em 05/09/03 )

Cochichado pela Bisbilhoteira on 02:04 | *
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Terça-feira, Setembro 02, 2003


CHOVE LÁ FORA !

( H E R Ó I S ... )

"E a chuva continua...", diz a letra da música.
E é o que vejo lá fora.
Manhã chuvosa e muito, muito fria!

Quantos terão sido desapertados
por seus relógios, telefones?
Quantos terão interrompido seu sono
ao som desses aparelhos de tortura?
Quantos terão tido o gesto heróico de travá-los
e a coragem de levantar em seguida?

Hoje, milhares de heróis pularam cedo
de suas camas aquecidas:
Homens, mulheres, jovens, crianças.
As escolas e os trabalhos começam cedo,
têm controladores implacáveis.

Há os que se levantam cedo com facilidade.
Há os que, como eu, preferem o sono da manhã
e ouvem o despertador como uma agressão,
como se recebessem um castigo
por terríveis crimes não cometidos.

E toda manhã repete-se o suplício.
Pior ainda nas manhãs frias como as de hoje.

Nunca me acostumei com despertadores.
Nunca pulei da cama cedo com facilidade.
Ao invés de pular, eu me arrastava,
retardando o mais possível
o momento decisivo de levantar
e enfrentar o mundo.

Por que todos têm que enfrentar o mundo logo cedo
pela manhã?
Por mim, enfrentaria com garbo qualquer atividade
que se iniciasse após o meio-dia.

Mas lembro dos menos afortunados ainda:
Aqueles que não precisam levantar cedo
ao som do despertador,
porque não têm cama,
porque não têm trabalho,
porque não têm casa,
porque dormem ao relento
(ou desmaiam)...

Afinal, nessas manhãs chuvosas e frias,
quem são os verdadeiros heróis?


(Em 02/09/03).

Cochichado pela Bisbilhoteira on 10:18 | *
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Sou uma pessoa simples. Com uma família amorosa. Gosto de bisbilhotar assuntos,não pessoas. Este "Mercado Livre" apareceu aqui não sei como!

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