Terça-feira, Maio 26, 2009
TEXTO: 298.
SÁBADO DE SONHO
( JOSILENE e EDUARDO )
Estando acordada, vivi um sonho.
Foi no dia 23 de maio, sábado passado.
Porque, em meus sonhos, quando durmo,
sinto-me sempre entre amigos, mesmo quando
as fisionomias não me são conhecidas.
Sábado passado, dia 23 de maio, foi o dia
da cerimônia de casamento dos jovens
Josilene e Eduardo.
Josilene é filha de Sr. João, grande amigo
já citado aqui no texto 247, de 09/04/06 (ver
nos ARQUIVOS, ao lado).
Josilene e Eduardo estavam realizando,
nesse dia 23 de maio, seu sonho de Amor,
seu sonho de Vida.
E eu estava presente. Vi a felicidade dos noivos,
das famílias, dos convidados. Senti a Beleza nos
mínimos detalhes (flores, enfeites, daminhas, a
graciosidade da noiva em seu lindo vestido bordado
com esmero). Vi também a emoção de muitos,
algumas lágrimas. Belíssima toda a cerimônia.
Mas, quando digo que vivi um sonho nesse dia,
refiro-me à minha real sensação de parecer
estar sonhando. Por quê?
Pelos seguintes motivos:
1º) Eu fui sozinha, de táxi. Começo da noite. Nunca
tinha ido lá. Então, enquanto o táxi corria eu me
afastava para um lugar desconhecido. (Em meus
sonhos, os lugares são, geralmente, desconhecidos,
ou ficam difusos num segundo plano, como ocorria
por já ser noite.).
2º) Não era perto. Curvas e retas se alternavam. Ficavam
para trás as luzes das iluminações dos diferentes lugares,
ora com pessoas, ora desertos. Só eu dentro do táxi a seguir,
seguir ... Nessa altura, eu e o taxista já conversávamos como
se nos conhecêssemos antes. (Em meus sonhos, mesmo
desconhecidos são como se fossem amigos de longa data.).
3º) Eis que chegamos. Um templo Evangélico. Religião
diferente da minha. Mas aprendi a respeitar as diferentes
religiões dos meus amigos e nunca um amigo meu deixou
de comparecer a uma cerimônia religiosa de minha família
por ser de outra religião. (Em meus sonhos, não existem
religiões.).
4º) Entrei. Um salão nem pequeno nem grande demais,
muito iluminado, música ao fundo, muitas flores, o local
da cerimônia , na frente, preparado. Convidados chegando.
Sentei-me na parte de trás, ao lado de um casal que já estava
sentado. Os noivos e seus pais ainda não tinham chegado.
Não conhecia ninguém, mas era como se todos me fossem
familiares, principalmente o simpático casal a meu lado.
(Exatamente como nos meus sonhos).
5º) Começa a cerimônia. Todos se levantam. Entra o noivo
com a mãe da noiva, seguem outros casais, as daminhas;
finalmente, a noiva, Josilene, e seu pai, Sr. João, nosso
amigo de tantos anos, caminhando ao som da Marcha
Nupcial, seguidos pela longa cauda do lindo vestido da
noiva, delicadamente bordado. Momentos de emoção e
deslumbramento para todos. (Em meus sonhos, não raro,
tenho momentos de emoção e deslumbramento, anotados,
depois, num caderno especial apenas para sonhos especiais).
6º) O Pastor inicia sua fala, cita exemplos... Ele também
me é familiar, de uma forma diferente. Sim, o Pastor...
eu realmente parecia conhecer... e, de fato, lembrei-me.
Foi meu colega de Canto, muitos anos atrás. Quanto tempo!
(Nos meus sonhos, geralmente, também aparece alguém
lá do passado.).
7º) Ao terminar a cerimônia, fui falar com o Pastor, antes dos
cumprimentos, para conferir se ele era mesmo o colega de
Canto. Era. Foi uma alegria enorme o reencontro. Que abraço
fraterno! Que alegria verdadeira! (Exatamente como acontece
nos encontros que ocorrem nos meus sonhos.).Só que,
diferentemente dos meus sonhos, eu não acordei, era real.
No dia 23 de maio passado, vivi uma realidade em forma
de sonho. Foram momentos de muita Beleza.
Diante de Deus, deixo aqui meus votos para que
Josilene e Eduardo sejam muito felizes,
com muito Amor, muita compreensão,
muita dedicação recíproca.
E que, também eles, não acordem de seu sonho,
saibam mantê-lo em sua Vida,
ao lado de seus pais,
de seus irmãos,
de seus amigos
e de quem mais vier juntar-se a eles.
Recebam todos meu
FORTÍSSIMO ABRAÇO.
(Relembro que a música tocada aqui é
"Sonho de Amor", de Liszt).
Terça-feira, 26 de maio de 2009.
Cochichado pela Bisbilhoteira on 04:15 | *
Sábado, Abril 18, 2009
TEXTO: 297.
E SUA VOZ, COMO VAI ?
( 16 DE ABRIL: DIA NACIONAL DA VOZ )
Minha agendinha marca o dia 16 de abril como
DIA NACIONAL DA VOZ.
Será que todos tomam o cuidado necessário com a voz?
Eu, por força da profissão (dar aulas) e do lazer (estudo
de Canto), sempre precisei estar em dia com a voz.
Resfriados e rouquidão eram como fantasmas dos quais
eu fugia - problemas sérios para quem lida com a voz
e que, com a prática, aprendi a contornar.
Ouso deixar aqui alguns procedimentos que sempre me
fizeram bem:
1º) RESPIRE. Inspire, de preferência, pelo nariz. A voz
é emitida com o ar que sai dos pulmões. Ao inspirar, prenda
a barriga para o diafragma se posicionar. Complicado? Então,
simplesmente respire, não fique tentando falar se o ar acabou.
2º) ARTICULE bem as palavras, pronuncie as sílabas como se
estivesse mastigando cada uma, porém sem exagero aparente,
ou seus ouvintes podem morrer de rir, ninguém quer isso,
mas é impossível falar de boca fechada.
3º) EVITE falar em lugares muito barulhentos. O esforço para
falar, nesse caso, é muito maior e prejudicial. Se puder, fique
completamente calado nesses lugares; se não puder, fale apenas
o necessário, não mantenha conversação.
4º) Se seu trabalho é dar aulas, palestras, tenha sempre perto
um pouco de água para tomar um gole de vez em quando. Água
que não seja gelada! (Eu sempre tinha uma garrafinha com água
na bolsa. Ridículo? Pior seria prejudicar minha voz.).
5º) Não tem a água? A água acabou? Não quer ser ridículo?
Então, mordisque a ponta de sua língua - a saliva aparecerá
quase imediatamente, com a umidade necessária para manter
seu aparelho fonador em dia. Faça isso várias vezes enquanto
não tiver água. Impressionante como a saliva aparece logo.
6º) A ROUQUIDÃO chegou, apesar de todos os cuidados?
O ideal é não falar, relaxar, não usar o telefone, nem ler, até
que tudo volte ao normal. Impossível? Então, procure
um lugar reservado e coloque sua língua para fora
da boca, como se fosse tocar o queixo, fique assim
por uns segundos, volte ao normal. Repita isso umas
seis vezes. Sua voz deve voltar, mas não abuse. Repita
isso várias vezes, mesmo quando não estiver rouco,
é um ótimo exercício. (Se quiser um exercício mais
elaborado, procure a "postura do leão" nos exercícios
de ioga).
7º) Evite balas de hortelã. Deixe para chupá-las quando
não precisar falar.
8º) Um leitinho morno, com canela, é ótimo para a voz,
além de ser muito gostoso!!!! Bom antes de deitar.
9º) Treine sempre sua voz usando palavras com a letra "R"
pronunciada com a ponta da língua na parte superior da boca,
atrás dos dentes – NUNCA NA GARGANTA! Há trechos
para isso, chamados "travas da língua", para serem repetidos.
Aqui vai um exemplo:
“Raivoso rato roía
O rabo do Rodovalho,
Rita, Rui, Ramalho
Do rato roer se riam.”
(Pronuncie rolando bem a letra "R"!).
10º) Se você é professor e dá várias aulas seguidas,
planeje intercalar aulas faladas com aulas menos faladas.
É o ideal. Confesso que jamais consegui falar menos,
mesmo planejando.
Talvez você consiga.
BOA VOZ!
Sábado, 18 de abril de 2009.
Cochichado pela Bisbilhoteira on 16:40 | *
Sábado, Março 28, 2009
TEXTO: 296.
IMPOSTO DE RENDA – DECLARAÇÕES
( D Ú V I D A S ... )
Época de fazer declarações do Imposto de Renda.
Sempre fico tensa . Aguardo ansiosamente as declarações
de rendimentos e outras necessárias, leio os manuais para
ver as novidades, visito a página da Receita para saber
quando os programas estão disponíveis, como se, de fato,
um leão faminto estivesse atrás de mim.
No início, eu implicava com a palavra "renda".
Meus salários não poderiam ser considerados renda.
Na Faculdade de Direito, aprendi que o nome completo
do imposto, pelo menos naquele tempo, era "Imposto
sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza".
Passei a implicar com "Proventos"( nome dos salários
de aposentados) e com a expressão "Qualquer Natureza"
(qualquer natureza mesmo?????).
Hoje, temos uma aparente inofensiva "Declaração de Ajuste...".
Apesar disso, sinto ainda aquele leão faminto atrás de mim,
mesmo sabendo que não possuo castelos nem transporto
dinheiro em malas, essas trivialidades vistas por aí.
Pois não é que, lendo as instruções de preenchimento
do Modelo Simplificado, com toda a atenção, marcando
o que me interessava, encontro, na página 7 , o seguinte:
O modelo completo eu já iria consultar mesmo. Mas o
disposto no tal Decreto ... o que seria? Que normas de
preenchimento acrescentaria? E quem não observar
esse Decreto?
Pensando assim, digitei o número e a data do Decreto
no amigo Google... O que vejo?
O Decreto é o Novo Acordo Ortográfico da Língua
Portuguesa ... Por que não esclareceram logo?
Economizariam o tempo do contribuinte.
É! Os redatores do Manual não obedeceram as novas
regras ortográficas, nem o uso tradicional das palavras,
pois empregaram mal a palavra "dessas" (que se refere ao
que foi dito antes, e o Manual segue bem mais adiante),
deveriam usar "destas" ("destas instruções") para incluir
o que vem depois - só na pág.7 são mais de 60 linhas
após o aviso.
Senhores Redatores, acabam de cair na minha MALHA ...
Que malha seria?
Como enquadrá-los?
Quanto tempo terão para as explicações?
Estão vendo como todos nós podemos errar?
Que tal amansar o leão e tratar o contribuinte comum
como um ser humano sensível?
Que tal não se vangloriarem com tanta apreensão na malha
fina? E tomarem mais cuidado para não colocarem
nessa malha pessoas como minha mãe, com quase 90 anos
na época, cuja declaração foi feita com todo o cuidado por mim,
não tinha erro nenhum, tanto que ela saiu da malha fina sem que
nenhuma alteração fosse feita ? E não recebeu nenhum pedido
de desculpas pelo que foi dito nos jornais a respeito dos que
caíram na tal malha! E foi com ela e com meu pai que eu
aprendi a ser honesta acima de tudo.
Talvez a falta de respeito ao contribuinte é que faça
com que eu, uma pessoa de bem, fique tão tensa
para preencher as declarações agora chamadas de
Ajuste Anual ...
Sábado, 28 de março de 2009.
Cochichado pela Bisbilhoteira on 15:36 | *